Capela de Santo Estevão

A Capela de Nossa Senhora da Tojeirinha tem hoje dois oragos: Nossa Senhora e Tojeirinha e Santo Estêvão.

As imagens destes dois santos encontram-se no Retábulo da Capela Mor da Capela de Nossa Senhora da Tojeirinha.

santo estevão

Imagem em pedra policromada

Vê-se que esta imagem de Santo Estevão não era originalmente deste sítio, até porque não cabe lá muito bem no nicho onde foi colocada.

Os historiadores referiam a existência de uma Ermida em Alqueidão da Serra, dedicada a Santo Estevão, de que eram padroeiros os Morgados do Alviela.

Ao contar e descrever as capelas existentes na freguesia de S. João, de Porto de Mós, “O Couseiro” refere: “outra no logar d’Alqueidão da Serra, termo d’esta villa, invocação de Santo Estevão, muito antiga.

Não se vislumbrava qualquer vestígio da existência dela.

No parapeito de uma antiga janela de uma adega pertencente a Rodolfo Marto, situada nas imediações da Igreja Paroquial pode ler-se a  seguinte inscrição:

LOVVADO-SEJA NOSOS
EMHORIEZVS CRISTO P.
SEMPRE. AMEN
 

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo para sempre. Amen

Depois de diversas observações ao local, parece que de facto podia ter sido neste local que existia a Capela de Santo Estevão.

Nas traseiras da Ermida havia um anexo com uma janela típica dos séculos XVI e XVII, com assentos interiores laterais em cantaria e grossas ferragens de trancas artesanais.

Além da janela com a inscrição virada para o exterior, a Ermida tinha apenas uma porta e um alpendre com chão lageado (que ainda hoje se pode ver numa parte do chão da adega) .

O alpendre que media 2,60 de largura e 1,70 de comprimento, foi vedado com uma parede em toda a volta, ficando apenas com uma porta , cujas cantarias (com data 1743) são as que foram retiradas da recolhida fachada da Ermida.

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Do lado de fora do alpendre pode ver-se ainda hoje uma coluna quadrada, formada por várias pedras pretas muito bem aparelhadas, encimadas por uma outra branca de cantaria trabalhada.

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Desapareceu uma outra coluna semelhante. Entre estas duas colunas existia um portão de ferro forjado que dava acesso ao quintal e à cisterna da Ermida.

Todos este espaços laterais ao actual adro da Igreja Paroquial, onde hoje se encontram as casas e quintais de Rodolfo Marto e Joaquim Vieira da Rosa, foram outrora propriedade da Igreja, tendo sido confiscadas e vendidas em hasta publica em Leiria, nos primeiros anos da Republica Portuguesa.

Foram então adquiridos pelo comerciante republicano leiriense José dos Santos Monteiro que fez a escritura de venda de metade por 500$00 em 21/01/1921 a Luis Gaspar da Silva Raposo de Alqueidão da Serra, e a outra metade por igual preço a João Vieira Santa Marta do Covão do Coelho.

Por escrituras lavradas em 13-10-1922, 11-07-1929 e 30-07-1930 foi Engrácia Correia (mãe do actual proprietário) que foi adquirindo, por parcelas sucessivas, todos aqueles espaços.

Entretanto Engrácia Correia vendeu uma parte por 6.000$00, ao Padre Joaquim Vieira da Rosa, que por herança ficou para o seu sobrinho Joaquim Vieira da Rosa

Depois de todas estas andanças e negociatas a Capela transformou-se definitivamente num anexo de uma casa agrícola, perdendo-se por completo o aspecto religioso que tinha inicialmente.

Fonte: Livro “Da Pré-História à Acrualidade – Monografia de Porto de Mós”

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