Zambujal

O Zambujal é um povoado muito antigo. A primeira estatística em que a Freguesia se nos apresenta unificada, diz respeito ao ano de 1837, e refere que no lugar de “Azambujal” existiam 5 casas de habitação.

Os livros escolares utilizados no final do século XIX, afirmavam que no Zambujal existia ferro.

Na segunda metade do século XIX franceses e ingleses manifestaram interesse em pesquisar carvão e ferro no concelho de Porto de Mós. Consta dos livros de Acórdãos da Câmara Municipal.

Depois da deliberação da Câmara Municipal, o explorador inglês George Croft realizou alguns trabalhos no Zambujal, em Santo Estevão e no Cabo da Várzea. Sobre a mina do Cabo da Várzea o inglês afirmava que existia ferro lá no fundo, mas que a água não permitia explorá-lo.

Em Dezembro de 1967, segundo um registo do Padre Américo Ferreira viviam no Zambujal 3 famílias.

Actualmente este lugar conta com apenas 1 habitante, no entanto, tempos houve em que o lugar foi bastante habitado. Sobre os seus habitantes o povo conta a lenda “As Moiras dos Vieiros”: https://alqueidao.wordpress.com/2012/07/01/as-moiras-dos-vieiros/

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Os aplelidos mais comuns no Zambujal, que constam em registos oficiais são:

– MANUEL VIEIRA, filho de João Vieira, do Zambujal, pagava o foro anual de vinte e um alqueires de trigo, dez de cevada e duas galinhas, ou duzentos e quarenta reis por cada uma. A paga era em 15 de Agosto.

– CHEFRE, António Francisco. Do Zambujal. Em 1788, a 2 de Março, instituiu uma “capela”, em várias fazendas que doou a seus filhos. O documento foi feito na sua casa de habitação, aonde o notário se deslocou.

– LILO, Manuel António. Nasceu no Zambujal, onde faleceu em 26 de Maio de 1874, com 56 anos. Casado com Maria Pirez, neto de avós incógnitos, por ambos os lados, não deixou descendência.

– MORGADO, Francisco. Era do Zambujal. Tinha um prazo pertencente à Colegiada de S. João, Porto de Mós, pelo qual pagava 49 alqueires de trigo. No Zambujal possuía um “talhinho” atrás das suas casas e amanhava terras “onde chamam o Ribeiro”, nas Capelas, no Falgar. Isto em 15 de Agosto de 1779.

– PERES, Francisco. Do Zambujal, faleceu em 24 de Janeiro de 1861.

– PIRES, também foi apelido corrente no Zambujal. No Alqueidão, existia, pelo menos um, em 3 de Agosto de 1776, a favor de quem D. José I expediu uma provisão.

– SEMIÃO, Manuel Francisco. Era do Zambujal e em 1776, figura como confinante de certa propriedade do Rev.º Dr. Francisco Xavier, no mesmo Zambujal.

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Uma resposta a Zambujal

  1. Rogério Amado Vieira Pedro diz:

    eu tambem vivi no Zambujal, pois nasci no Alqueidao (na casa do Palmeira) no 22/10/1954 et depois os meus pais construirao a nossa casa aonde vivemos até 1964 antes de ir para o Alqueidao frente a igreija, pois a casa do Zambujal era a primeira a esquerda quando se monta para o lugar. A minha infancia foi ao pé dos tiros da pedreira do Ti Luis e dos camioes que nao conseguiam voltar na curva da minha casa e que de vez enquando tapavao na Oliveira, so saudades. Rogério

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