Antigos Apelidos

Apelidos de família que eram comuns no Alqueidão da Serra no tempo dos nossos antepassados, mas que não conseguiram passar para as gerações seguintes, desaparecendo completamente.

Atualmente já não há ninguém que use os seguintes apelidos:

AFONSA, Teresa. Foi madrinha de Batismo do Comandante Afonso Vieira Dionísio,

Afonso Vieira Dionísio

ALFAIATE, Manuel Francisco. Em 1773 era o Juiz da Confraria das Almas.

Maria Encarnação de Jesus Alfaiate esposa de JOSE FRAZÃO

ALFAIATE, Manuel Vieira. Em Dezembro de 1907 desempenhava as funções de Regedor.

ANDRÉ, Domingos. Era da Lagoa e aparece na medição do Reguengo da Magueixa, feita em 26 do Junho de 1702, (Torre do Tombo, Casa do Infantado, livro 197, fls. 1 a 5 e 135).

ANES, Lourenço. No livro das herdades do Convento de Alcobaça, que o Abade D. Estêvão de Aguiar mandou fazer em 1435, aparece como um dos confrontantes da herdade que o referido Convento possuía na Várzea.

ANTONINA, Teresa Vieira. Filha de António Ribeiro e de Joaquina Vieira, foi casada com Manuel da Costa Bartolomeu. Faleceu na Carreirancha, tendo 68 anos.

BAJOUCA, Francisca de Jesus. Era filha de pais incógnitos. Faleceu em 1874, no estado de viúva. Bajouca como apelido desapareceu, mas prevaleceu durante muito tempo como alcunha da família: “As Bajoucas”

Maria Bajouquinha

BALUGAS, Manuel Carvalho. Balugas como apelido não existe, prevalece na família como alcunha.

Francisco Carvalho, já não usa o apelido do pai Manuel Carvalho Balugas

BARREIROS, José. Era do Valongo.

BARREIROS, José de Matos. Era natural da Carreirancha. Na sessão municipal de 30 de Maio de 1890, foi nomeado avaliador das expropriações a fazer para a estrada da Carreirancha à Portela Onde Morreu o Cavalo e no dia 12 de Junho de 1891 escolheram-no, com outros, para o arbitramento da côngrua paroquial do Alqueidão.

BELA FLOR, Francisco da Cunha.

BEXIGA, António.

BEXIGA, João Vieira Bexiga.

BISCOITA, Maria. Em acto de Câmara de 5 de Dezembro de 1890, é condenada a pagar a coima que lhe ferrou o zelador municipal, Francisco Belo, por transgressão de posturas.

João Biscoito

BRANCO, José Vieira. Durante o ano de 1762, aparece nalguns documentos notariais. Era da Confraria das Almas.

O Ti João Branco

BRISSIMO, José da Costa. Natural do Casal do Duro, onde faleceu em 5 de Dezembro de 1873. É provável que o seu verdadeiro apelido fosse Veríssimo.

BRINQUE, João da Silva. O jornal “Portomozense”, de 20 de Dezembro de 1919, noticia que, pouco antes, baptizara uma filha com o nome de Teresa da Cruz. Casado com Maria da Cruz, vivia na Carreirancha.

BRITES, Maria. Em Maio de 1817 a Vereação Municipal multou-a em 100 reis por ter faltado à procissão de S. Jorge, uma das que o Concelho fazia anualmente. Conclui-se, daqui, que vivia na parte que era termo de Porto de Mós.

BRITO, Manuel Pereira. Do Alqueidão.

CABEÇA, Manuel. Era da Carreirancha. Na sessão camarária de 21 de Novembro de 1890, foi deliberado avisá-lo de que seria acionado judicialmente, caso não pagasse na Tesouraria Municipal e ao zelador que o autuou por transgressão das posturas, a parte competente àquela e a este.

Casamento da filha do Quim Cabeça

CABOUQUEIRO, João Vieira.

CALADO, João Vieira. Era padre e natural do Alqueidão. É falado em mais que um documento oficial. Num deles, assinado em 16 de Junho de 1773, declara ter celebrado certas missas de sufrágio, ónus que afetava um talho no Falgar

CALADO, José Vieira. Foi juiz da Confraria de Nossa Senhora do Rosário em 1768;

CALÇA, José da Costa. Era do Alqueidão.

O ti António Calça com a família

CALÇAS, José. Era do Alqueidão.

CARAPUCINHA, José da.

CARVOEIRO, Manuel. Provavelmente, era dos Bouceiros.

CASQUILHO, Manuel Pereira.

CATÃO, João da Silva. Natural do Alqueidão,

João (de alcunha Catão)

CATURRA, António da Silva Nunes. Foi capataz na mina de ferro de Jorge Croft.

Chamavam Caturra a José de Matos que era sapateiro, e foi pai de Alfredo de Matos. Este apelido passou nesta família como alcunha.

CHEFRE, António Francisco. Do Zambujal. Em 1788, a 2 de Março, instituiu uma “capela”, em várias fazendas que doou a seus filhos. O documento foi feito na sua casa de habitação, aonde o notário se deslocou.

CHINA, Ana Maria. Foi casada com António Luís Mitro. Mediante pagamento, encarregaram-se da criação de uma exposta dos Hospitais dos Expostos de Lisboa, de nome Clara, falecida no dia 7 de Agosto de 1869, com oito meses.

CHINO, Manuel Gaspar. Falecido em 10 de Abril de 1874, foi casado com Maria Moleira.

COELHO PEREIRA, José. Em 28 de Dezembro de 1855, exercia o cargo de Juiz Eleito da Freguesia. .

COELHO, José. Filho de pai incógnito, faleceu em 15 de Dezembro de 1875.

Joana da Piedade Coelho – Mãe da Maria Coelha

CRISTÃ, Rosa. Casada com Bernardo Vieira, em 1873/74 viviam nos Casais.

CRISTÃO, Manuel. Era dos Vales. Na ata da sessão camarária de 26 de Janeiro de 1833, diz-se que ele foi nomeado Juiz de Vintena. Esta eleição veio a ser veementemente contestada, como se lê na referida ata, pela Vereação que se sentiu ferida com o abuso do “joiz pella Ley, o Doutor José Bento Doarte”. As coisas estiveram fuscas a ponto de haver ameaças de levar o caso à presença do Rei.

Na Várzea, existe uma fazenda que, ainda hoje, é tratada por “Terra do Cristão”. Faltam elementos seguros para garantir se era propriedade deste, se de outro com o mesmo apelido.

CURADO, João Vieira. Filho de pai e de avô incógnitos. Deixou filhos e faleceu em 1 de Dezembro de 1874.

DAR-E-TER, Francisco. Foi do Alqueidão.

DAZELHA, João. Citado numa das confrontações da herdade do convento de Alcobaça, na Várzea.

DIAS, Domingos. Do Alqueidão, termo de Leiria. Em 1555, tinha um prazo, em sua vida, nas terras que a capela de S. Simão (de Leiria) possuía no dito lugar. Uma era na Cumeira, outra no Cepo e outra nos Morouços, etc.

DURO, Manuel Francisco. Casado, natural da Carreirancha. Em 20 de Agosto de l761, o Alferes José Gomes emprestou-lhe 20$000, à razão de 5%, sendo fiador António José Marto, igualmente da Carreirancha. Foi casado com Catarina Maria, do mesmo lugar.

EANES, Fernando. Em regime de prazo (talvez no começo do século XVII) o convento de S.ta Cruz de Coimbra entregou-lhe a exploração de seis propriedades, sitas no Alqueidão.

ESTÊVÃO, Manuel da Silva. Nascido no Alqueidão. Sabe-se que em 1766, possuía uma fazenda nos “casays dos Bouceyros”.

ESTÊVÃO, Manuel da Silva. Também do Alqueidão. Foi dono dum prazo, constituído por vários baldios, no Alqueidão. Em 1834, o domínio direto deste prazo era do convento da Batalha, e foi avaliado em 16$000.

ESTEVES, António da Silva. Do Alqueidão e aí proprietário, em virtude do que pagava a Décima de 1.330 reis e a Derrama correspondente de 452 reis. Em ato de Câmara de 1 de Abril de 1881, ele, ou outro de igual nome e apelidos, foi nomeado informador louvado para o serviço da Contribuição Predial.

ESTEVES, José. Em sessão de Câmara de 14 de Junho de 1800, foi nomeado para Mordomo do Círio da Nazaré. A nomeação foi dada sem efeito por o nomeado não pertencer ao termo de Porto de Mós.

ESTEVINHA, Maria da Silva. Foi casada com Manuel Francisco Saforro. Em 30 de Outubro de 1855, foi enterrada no adro paroquial.

ESTEVENS, Manuel. Nascido nas Covas Altas, aí faleceu com 35 anos, em 8 de Junho de 1875. Era casado e seu pai chamava-se João Estevens.

FARIA, … Nunca se soube e nome próprio da pessoa que usou este apelido. Emigrou para o Brasil e foi dono dos terrenos em que se implantou a atual residência paroquial e da maior parte do quintal anexo.

FRADE, José da Cunha. (Ver Manuel Vieira Pato). Participou, com este, no emprazamento duma fazenda da Confraria das Almas.

FREIRE, João de Brito. Em Setembro de 1765, aparece como “Administrador e Depositário (da Confraria das Almas) Joam de Britto Freyre“.

GAGO, Manuel Vieira. Natural da Demó, faleceu em 25 de Julho de 1878.

GALEGO, José da Costa. Do Alqueidão.

GALETE, José da Costa. A sua contribuição decimal era de 290 reis e a Derrama correspondente, de 98 reis.

GALETE, Joaquina da Costa. Filha legítima de José da Costa Galete, dos Casais, faleceu em 10 de Janeiro de 1883.

GALO, José da Costa. Dos Vales. Em 1819 foi nomeado recebedor da Décima na vintena do Alqueidão.

Manuel de Matos Galo

HEITOR, Margarida. Pelos anos de 1680 foi proprietária no Falgar.

JUIZ, António da Costa. Avô paterno do Fiscal-Geral Lourenço da Costa

António da Costa Juiz

LEAL, José. Tributado com a Décima de 50 reis e com a Derrama de 17. Avô materno de Maria Lucas, que foi casada com Francisco de Matos.

LILO, Manuel António. Nasceu no Zambujal, onde faleceu em 26 de Maio de 1874, com 56 anos. Casado com Maria Pirez, neto de avós incógnitos, por ambos os lados, não deixou descendência.

LOPES, António. Do Vale Joaninho. Na medição do Reguengo da Magueixa, a que a Casa do Infantado mandou proceder em 1772, aparece como dono de terra limítrofe do dito Reguengo.

MÁ ALMA, José.

MALHA, Maria Esteves. Mãe de Frei Diogo de S.to Alberto,

MAMEDE, Manuel. Da Demó. Foi casado com Joaquina da Conceição.

MATEUS, João. Em 16 de Maio de 1674 era dono duma propriedade sita na Cumeira que partia com outra do convento de S.ta Cruz de Coimbra.

MENDES, João. Pai de Frei Diogo de S.to Alberto.

MENDONÇA, José da Silva. Filho legítimo de Manuel da Silva Calado e de Maria da Silva, foi avô paterno de Manuel da Silva, que faleceu a 19 de Fevereiro de 1861 “sem juizo de que andava privado há muitos anos”. É admissível que se trate do mesmo que, em 3 de Outubro de 1776, a Confraria do Espírito Santo admitiu como fiador de Maria da Silva “veuva que ficou de Joze Carvalho”.

MIMUCHEIRO, António João. Possuía uma fazenda nos Morouços, a qual partia com outra do Convento de S.ta Cruz de Coimbra.

MITRA, Maria Correia. Filha legítima de Manuel Luís e de Maria Correia, faleceu, com 80 anos, em 7 de Fevereiro de 1910. Trata-se de pessoa que deixou que falar nos anais da “Serração da Velha”. É que os rapazes que entravam na funçanata da “Serração da Velha”, todos os anos a “serravam”. E a razão é porque a ingenuidade dela (e a de, pelo menos, outra irmã com quem vivia) passava todas as marcas do possível. É boa prova deste dito o facto de elas, enquanto batiam com o podão nos varapaus que os rapazes da “serração” lhes enfiavam na “gateira” da porta, irem garantindo para seu próprio consolo:

– “Amanhã é que eu te conheço na igreja, com o braço ao peito, meu maroto!”

Frase que repetiam, sempre que um varapau sarrafaçava nas tábuas da porta.

Outra particularidade as fez notadas: a de uma repetir o que a outra dissera. Foi daí que veio a classificação de “mítaro”,dada anos atrás, às pessoas que repetissem o que outro dissesse. A casa onde a Mitra viveu, fica na rua Comandante Afonso Vieira Dionísio. É a penúltima do lado direito de quem vai no sentido do Nascente. Ainda há poucos anos era tratada por “casa da Mítara”.

MIXEIRA, Luísa. Mãe de Luísa Maria, faleceu nos Casais, de onde era natural, em 30 de Janeiro de 1861. Também se usava escrever “Micheira”.

MOLEIRA, Maria. Casada com Manuel Gaspar Chino.

MÓ, Francisco da Silva do. Era dos Bouceiros.

MONTEIRO, José.

MORADO, Manuel.

MORGADO, Francisco. Era do Zambujal. Tinha um prazo pertencente à Colegiada de S. João, Porto de Mós, pelo qual pagava 49 alqueires de trigo. No Zambujal possuía um “talhinho” atrás das suas casas e amanhava terras “onde chamam o Ribeiro”, nas Capelas, no Falgar. Isto em 15 de Agosto de 1779.

NETO, José.

NEVES, José. Natural da Demó.

NOVO, António.

ÓRFÃO, Manuel Pereira. Seria dele o “Pragal do Órfão”, de cujas pedras se arrancavam escolhidos pedacinhos que, postos no fogo, estrelejavam alegremente?

PADRE, António.

PARREIRAS, Manuel. Sucedeu-lhe o mesmo que a Maria Biscoita.

PATO, Manuel Vieira. Em 14 de Novembro de 1762, participou no emprazamento duma fazenda da Confraria das Almas, de que era irmão.

PENILHA, Domingos.

PERES, Francisco. Do Zambujal, faleceu em 24 de Janeiro de 1861.

PINTO, João Vieira. Em Novembro de 1762, participou no emprazamento de que se fala em Manuel Vieira Pato, pela mesma razão. Segundo consta de documento da Torre do Tombo, em Outubro de 1769, era Juiz da Confraria do Santíssimo.

PINTOR, José da Cunha. Em 14 de Novembro de 1762 está presente num acto notarial, em casa de Francisco da Silva Monteiro.

PREGALEIRA, Francisca.

REO, João da Silva. Do Alqueidão. Em 3 de Janeiro de 1777, empresta 16$000 a Francisco da Silva e sua mulher.

ROLA, Carolina de Jesus. Consta das actas da Câmara que pediu um subsídio para a criação de uma filha natural, de nome Maria.

ROLO, Francisco Pereira.

SAFORRO, Manuel Francisco. (Ver Estevinha). Na sessão da Câmara de 24 de Dezembro de 1853, foi incluído na lista dos louvados informadores para a Contribuição Predial.

SALDANHA, Manuel Jorge. Em 1834 pagava ao convento da Batalha, a 15 de Agosto, alqueire e meio de trigo e uma galinha por um prazo constante de vários baldios que fora de Manuel da Silva Estêvão.

Celeste Saldanha

SANCHES, João Pedro. Faleceu em 11 de Outubro de 1875. Era filho de Pedro Sanches e de Rosa Maria.

SARRANO, Manuel. Como presidente da Junta de Paróquia, assinou, de cruz, o Boletim Estatístico da Freguesia referente a 1837.

O apelido Sarrano passou depois a ser a alcunha de alguns dos descendentes, deixando de ser usado como apelido.

Laura Sarrana

SÉCIO, Francisco.

SEMIÃO, Manuel Francisco. Era do Zambujal e em 1776, figura como confinante de certa propriedade do Rev.º Dr. Francisco Xavier, no mesmo Zambujal.

SOLDADO, José dos Santos. Talvez dos Bouceiros.

SURDO, António.(Sucedeu-lhe o mesmo que à Maria Biscoita).

Firmino Gaspar Surdo

TENENTE, Manuel da Silva. Em 1765, serviu de fiador a Manuel Gaspar e sua mulher, Maria Francisca, que pediu dinheiro à Confraria de Nossa Senhora do Rosário, da qual era juiz José Vieira Pedro.

VALONGUEIRO, Francisco Gaspar.

VANGUEIRO NOVO, Manuel Vieira.

VAZ, Pêro. Em 1435 era o rendeiro das herdades do convento de Alcobaça situadas no Alqueidão.

A Recolha dos nomes é de Alfredo de Matos (1915-1992)

(As fotografias são da Biblioteca de Multimédia deste blog)

Esta entrada foi publicada em Alqueidão. ligação permanente.

2 respostas a Antigos Apelidos

  1. Maria de Fátima Carvalho Pedro diz:

    Alcunha CABEÇA : a fotografia que mostram é do casamento da filha do meu Tio José Cabeça que emigrou para o Canadá. O meu Tio Quim não casou e não teve filhos.

    Gostar

  2. José Conteiro diz:

    Em relação à família
    “Rolo”, ver Manuel Pereira Rolo antigo marinheiro combatente Página 227 meu livro “Porto de Mós em duas guerras”. J. Conteiro

    Liked by 1 person

Obrigado pela visita. Volte sempre!

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s