Paróquia de São José

Diocese é uma unidade territorial administrada por um bispo.

Paróquia é a subdivisão territorial de uma Diocese.

O decreto episcopal da criação da paróquia de Alqueidão da Serra foi um dos últimos actos de D. Martim Afonso de Mexia, Bispo de Leiria. A paróquia foi posta sob a protecção de São José.

Os párocos de cada uma das paróquias são nomeados pelo Bispo, e antigamente tinham a designação de padre-cura.

Ao serviço da paróquia do Alqueidão da Serra, e de acordo com os registos existentes na Torre do Tombo, estiveram:

1608 – Padre Diogo Ferreira

1627 – Padre Luis Fernandes

1652 – Padre João Carreira

1678 – Padre João da Silva

1688 – Padre Francisco Vieira Leonel

1721 – Padre José de Sousa

1729 – Padre Domingos Amado Vieira

1737 – Padre Domingos Amado Vieira

1758 – Padre Sebastião Vaz

1773 – Padre José de Sousa

1776 Padre José de Sousa

1811 – Padre Domingos Amado, até Agosto de 1829, inclusive.

1829 – Padre Francisco Vieira Amado,  até 23 de Junho de 1830.

1830 – Padre Caetano José Calado, até Junho de 1833.

1833 – Padre José Gomes, de 14 de Junho de 1833 até Julho do mesmo ano.

1833 – Padre Domingos Vieira, de cerca de 20 de Julho até 19 de Agosto de 1833.

1833 – Padre José Gomes, de 20 de Agosto de 1833 até 31 de Outubro de 1834.

1834 – Padre João do Bom Jesus Vieira, (João Vieira Amado) iniciou 1 de Novembro.

1844 – Padre Manuel Inácio da Silva, de 11 de Março de 1844 até Abril de 1845.

1845 – Padre Francisco Marques — de Abril de 1845 até 25 de Junho de 1852.

1852 – Padre Joaquim José dos Santos , de 25 de Junho 1852 até Junho de 1854.

1854 – Padre Domingos Lopes, de Junho de 1854 até Junho de 1861.

1861 – Padre Manuel Afonso e Silva, de Junho de 1861 até Setembro de 1894.

1894 – Padre João Vieira Amado, de 1 de Outubro de 1894 até Setembro de 1898.

1898 – Padre Manuel Afonso e Silva, de Outubro de 1898 até Julho de 1899.

1899 – Padre Francisco Carreira Poças.

1936 – Padre Joaquim Vieira da Rosa,  foi pároco até 23 de Agosto de 1936.

1936 – Padre Henrique Antunes Fernandes, de 23 de Agosto de 1936, até 15/11/1950

1950 – Padre Manuel Ferreira, de Novembro de 1950 até Novembro de 1957

1958 – Padre Américo Ferreira, de  —19 de Janeiro de 1958 até Agosto de 1972.

A saída do pároco Rev.º Américo Ferreira, deixou o Alqueidão sem prior privativo. Durante a vacatura, a assistência religiosa à Freguesia esteve a cargo do Rev.º José Vieira de Oliveira, prior do Reguengo do Fetal.

1973 – Padre António Pereira Faria, de 1 de Janeiro de 1973 até Setembro de 1983.

1983 – Padre José Mirante Frazão, de Setembro de 1983 até Setembro de 2011.

2011 – Padre Manuel Vitor de Pina Pedro, de 2 de Outubro de 2011 até Setembro de 2017.

2017 – Padre Vitor José Mira de Jesus, de 3 de Setembro de 2017 até novas ordens do Sr. Bispo

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Jupéro e a Restauração da Diocese

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UM ALVITRE: CONTRA O ESQUECIMENTO

Com o título “Restauração do Bispado de Leiria – O Triunfo”, Jupéro volta ao assunto que lhe era tão caro na edição de 7 de março de “O Mensageiro” para evocar antigos colegas de luta que faleceram sem verem concretizada a visão de uma diocese restaurada e para apelar publicamente ao Presidente da República Sidónio Pais no sentido de, excecionalmente, permitir que o octogenário Padre Francisco Pereira, SJ, filho ilustre de Leiria exilado em Tui, na Galiza há cerca de 4 anos, estivesse presente na Sé de Leiria no dia da entrada do novo bispo na diocese, concedendo assim a “última e suprema consolação ao maior obreiro da restauração da sua e nossa Diocese”, escreve Jupéro que não deixa de enviar também um recado, bem ao seu estilo,  certamente com destinatários bem definidos: “Nesta empresa não há louros individuais nem mesquinhas emulações; todos trabalharam com dedicação e lealdade para a vitória que era ambição comum”.

O Padre Júlio Pereira Roque, combatente incansável, generoso e por vezes temerário, não foi nomeado, como julgava natural, para qualquer função no novo Paço Episcopal de Leiria.

Cansado, doente e desiludido com alguns dos seus pares, gasta os dias na sua casa no Alqueidão da Serra e aguenta sozinho as intimações psicológicas e físicas oriundas dos caciques republicanos locais que, certa vez, passaram das ameaças aos atos e perpetraram um atentado à bomba, sem consequências graves, contra o homem que um dia sonhou com “a cidade de Leiria cheia de galas a prestar homenagens ao seu novo Bispo”.

No Alqueidão da Serra a memória deste homem integro e corajoso, está preservada na forma como a autarquia e familiares cuidam do seu jazigo, mas a memória de Jupéro como ativista político e religioso, militante incansável da causa da restauração merecia da diocese de Leiria o tributo que nunca teve.

O Padre Júlio Pereira Roque está sepultado no cemitério velho de Alqueidão da Serra

FIM

 

(O autor destes textos, João Amado Gabriel, é sobrinho bisneto do Padre Júlio Pereira Roque. É jornalista e exerce funções de repórter de imagem na TVI.)

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Jupéro e a Restauração da Diocese

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MISSÃO CUMPRIDA

Casa onde viveu Jupéro em Alqueidão da Serra

A Condessa de Penha Longa despediu o seu capelão particular, padre Júlio Pereira Roque, por ocasião da Páscoa de 1916 e este, como forma de garantir o seu sustento, fez algum trabalho pastoral em Alcabideche logo após o despedimento e antes de regressar ao Alqueidão da Serra.

Passou algumas temporadas no Santuário dos Milagres na residência do reitor e seu amigo padre Ferreira de Lacerda, mas é no Alqueidão da Serra que o Padre Júlio recebe com alegria a notícia da restauração da Diocese.

Dada em Roma a 17 de janeiro de 1918, a Bula da Restauração do Bispado de Leiria só foi conhecida no dia 22 de fevereiro e tornada pública a 28 através das páginas de “O Mensageiro” que titulava: “Católicos! Foi restaurado o Bispado de Leiria. Saudando-vos por essa restauração, bradamos: Viva S. Santidade Bento XV! Viva a Diocese de Leiria!”

Na hora de celebrar a concretização da missão da sua vida, Jupéro vê, qual guerreiro humilde retirado na pacatez da sua aldeia natal, o amigo recente e patrão no jornal “O Mensageiro” ser louvado, homenageado e premiado pelo notável feito.

O sentido de justiça do padre Ferreira de Lacerda levou-o a escrever o seguinte parágrafo na notícia da restauração do Bispado publicada no seu jornal:

“Têm sido dirigidas ao diretor de “O Mensageiro” vários cartões e cartas felicitando-o pela restauração do Bispado. É Jupéro quem tem jus a estas demonstrações de carinho e para ele as enviamos. O pouco que o diretor deste jornal trabalhou é nada com o que a restauração deve a Jupéro.”

Com esta brevíssima ressalva terá o diretor de “O Mensageiro” julgado saldada a dívida de gratidão para com o amigo e lutador da causa da restauração do Bispado.

Nesta edição do jornal Jupéro assina apenas uma local intitulada “Pela Semana- Crónica Política” onde analisa a política nacional. Sobre a restauração do Bispado, nem uma palavra…

Continua…

 

(O autor destes textos, João Amado Gabriel, é sobrinho bisneto do Padre Júlio Pereira Roque. É jornalista e exerce funções de repórter de imagem na TVI)

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Jupéro e a Restauração da Diocese

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A “FOTOGRAFIA” DO DIA DA RESTAURAÇÃO

Jupéro “vê” como será a entrada na Sé de Leiria do novo Bispo no dia da restauração da diocese.

Usando a tribuna oferecida pelo padre José Ferreira de Lacerda, Jupéro faz um apelo, a partir de Sintra, à união de todos os leirienses e ilustra vivamente a sua visão do dia festivo com a entrada do novo bispo na diocese restaurada:

“Resta que todos se unam nesta cruzada de santa reivindicação religiosa, dando um alto exemplo de civismo e amor às tradições locais que é mister fazer reviver, para que esta Pátria se não afunde no mar de ignominia em que maus portugueses a pretendem subverter, arrasando-lhe a Fé que nos fez grandes no passado e nos há de restituir dias gloriosos no futuro.

(…) Os trabalhos encetados, o entusiasmo que se nota em muitas vigararias, a atitude digna que sempre manteve nesta ocasião e a boa vontade do ilustre prelado de Lisboa e do governador de Coimbra que não iriam contrariar o manifesto desejo da Curia Romana, cujos sentimentos a este respeito são conhecidos, são indícios mais que suficientes de que, desta vez, ecoarão na majestosa Sé de Leiria, os acordes do Ecce Sacerdos no dia grande da solene entrada do sucessor de D. Manoel de Aguiar.

Antevejo já a cidade cheia de galas a prestar homenagens ao novo Antístite. Para esta almejada consecução estarei sempre fazendo reviver entusiasmos, de idade, mais juvenis, ao lado de quem empunha o estandarte desta patriótica campanha que enobrece e eleva porque é simultaneamente religiosa e patriótica. Avante!

Pela Religião e por Leiria!”

A visão de Jupéro concretizar-se-á 4 anos mais tarde, em janeiro de 1918, mas até lá, o militante intrépido da causa da restauração da Diocese ainda teria de suportar muitos dissabores…

Continua…

(O autor destes textos, João Amado Gabriel, é sobrinho bisneto do Padre Júlio Pereira Roque. É jornalista e exerce funções de repórter de imagem na TVI.)

 

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Jupéro e a Restauração da Diocese

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UM PONTO DE SITUAÇÃO

Sem o conhecimento da patroa, a Condessa Clementina Libânio Pinto Leite, Jupéro colaborou desde o primeiro número com o semanário “O Mensageiro” a convite do padre Ferreira de Lacerda e logo no número inaugural faz o balanço da campanha que agora parecia ganhar novo folgo:

“Um Alvitre”. Foi há 10 anos! (…) O que foi essa memorável e gloriosa campanha está na memória e todos.

O grito patriótico ecoou em todo o distrito, e, dentro em breve, todas as classes tomavam a peito esta causa que veio significar que as energias vitais do mesmo distrito eram um valor com que se devia contar na justa reivindicação dum direito.

Não é sem emoção que recordo a vinda, a Lisboa, da grande comissão em que tomaram parte os representantes em cortes do círculo, os chefes políticos, os presidentes e delegados das várias associações leirienses, clero na quase totalidade, muitos e tudo quanto no distrito havia de distinto e nobre, elementos populares, todos unidos numa comunhão de sentimentos e aspirações que só esta grande Causa seria capaz de unir! (…)

Depois… veio o malogro dos nossos esforços! Ainda é cedo para narrar a causa verdadeira deste insucesso! Parce sepultis! (Perdoa aos mortos!) Um dia, porém, há de vir a público toda a história desta campanha patriótico-religiosa que, agora, Deus louvado, há de ser levada a bom termo. As peias civis, que eram inevitáveis no sistema concordatário, desapareceram. “

Na convulsão legal gerada pela lei republicana da separação de poderes, Jupéro vê uma forma, uma oportunidade jurídica, de levar por diante a sua missão de restaurar a diocese de Leiria.

Continua…

 

(O autor destes textos, João Amado Gabriel, é sobrinho bisneto do Padre Júlio Pereira Roque. É jornalista e exerce funções de repórter de imagem na TVI.)

 

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