Desfile de Vestidos de Noiva Antigos

Foi no dia 14 de Setembro de 2013, no salão da Casa do Povo, que teve lugar o desfile de Vestidos de Noiva antigos. Este evento teve como finalidade a angariação de fundos para as obras de melhoria do Centro de Dia.

Antes do desfile começar,  fomos brindados com a actuação do grupo de alunas da escola de Dança que frequentam as aulas de Ballet na Casa do Povo. Têm entre os quatro e os sete anos, e portaram-se lindamente.

Alunas da escola de dança

Em seguida os apresentadores anunciaram o início do desfile. Os vestidos foram emprestados pelas noivas de há muitos anos, que tiveram o cuidado de guardar os seus vestidos, e que agora puderam relembrar um dia que foi tão especial para elas, ao ver o seu vestido desfilar.

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Para que este desfile fosse possível, para além das senhoras que emprestaram os vestidos, e das meninas que desfilaram, colaboraram ainda:

 Associação Coral Calçada Romana: Emprestimo e logística do som e da luz;
Cabeleireiras: Dominique, Carolina, Paula Ramos e Salão Ana Lage;
Maquiadoras: Ivone, Paulinha e Elisabete Ribeiro;
Floristas: Isabel, Zulmira e Ilda;
Grupo de ballet do Alqueidão da Serra sob a orientação da professora Diana Vala;
Funcionárias da Casa do Povo pela disponibilidade e arranjo do espaço:
Rancho Folclórico da Cabeça Veada, pelo empréstimo da roupa dos apresentadores.
Ana Raquel Vieira: Alinhamento e Apresentação
 

Outros tempos

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Circuito de Manutenção

O percurso a pé era de cerca de 3 km. Seguia pelo meio da serra, no Chão Falcão, por um caminho de terra batida aberto pela Junta de Freguesia, numa altura em que era presidente José da Silva Catarino.

Ao longo do percurso tinham sido assinaladas algumas paragens onde existiam equipamentos para manutenção, assinalados com uma placa que indicava alguns exercícios físicos que se podiam efectuar naquele sitio.

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Aos domingos pela manhã muita gente lá se deslocava para fazer uma caminhada, corrida, ou outro exercício físico.

Depois da construção do Parque Eólico do Chão Falcão, foram abertas novas estradas para dar acesso às ventoinhas, o circuito de manutenção foi sendo cada vez menos frequentado e ficou praticamente abandonado até 2013, altura em que Filipe Batista assumiu a presidência da Junta de Freguesia de Alqueidão da Serra.

 

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Nossa Senhora da Saúde

A devoção a Nossa Senhora da Saúde começou a partir dos finais do século XVI, quando lhe foi atribuída a intervenção miraculosa que levou ao fim de vários surtos de peste ocorridos em Portugal.

O primeiro surto ocorrido em Lisboa foi em 1568. A peste atingiu o seu ponto máximo no Verão do ano seguinte. Era então rei D. Sebastião. Perante tão elevada mortandade a população da capital começou a organizar procissões em honra da Virgem, para que, por sua intercessão, pudesse cessar a peste.

A mortalidade foi diminuindo até ao começo da Primavera seguinte, e o povo agradecido passou a celebrar anualmente uma procissão em honra de Maria, sob a invocação de Nossa Senhora da Saúde.

As povoações libertas do flagelo construíram igrejas em honra de Nossa Senhora da Saúde nalguns lugares do nosso país, e noutros lugares foram-lhe dedicadas velhas capelas já existentes.

A imagem de Nossa Senhora da Saúde é venerada na capela dos Bouceiros, e a sua festa realiza-se anualmente a 8 de Setembro.

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O Burro

Por causa das lombas, oiteiros, montes e serras que existem no Alqueidão. e também devido ao facto de antigamente não existirem caminhos razoáveis, o jerico foi, em tempos que já lá vão, considerado indispensável e o mais económico meio de transporte.

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O Burro era um animal doméstico, que estava ao serviço das famílias para o transporte de pessoas e dos elementos indispensáveis à vida agrícola ou dela resultantes, a que se dedicava a quase totalidade das famílias locais. Muitíssimo pobre havia de ser a casa que não possuísse um.

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Para lidar com eles utilizavam-se expressões, como por exemplo “arre, burro”, para que o animal iniciasse a marcha. Para enxotar o animal, quando as circunstâncias o exigiam, nomeadamente quando havia necessidade de corrigir a sua tão característica teimosia, utilizava-se a conhecida expressão “chó”.

Da sua alimentação faziam parte as favas a aveia, erva, ou outros produtos agrícolas. Quanto à água, existiam duas pias grandes na fonte onde os burros iam beber, e também existiam pias mais pequenas junto aos poços, nos palheiros onde os burros ficavam de noite e nos pátios de algumas casas.

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Na década de 50, o padre Manuel Ferreira costumava organizar piqueniques à serra. Juntavam-se as pessoas interessadas, e o transporte que utilizavam eram os burros. Chegando ao local escolhido, era celebrada a Missa e depois lanchavam e passavam uma agradável tarde de convívio.

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Na década de 60 o padre Américo organizava a Burricada dos estudantes. Juntava a malta toda, e lá iam de burro até à serra onde passavam a tarde a ouvir musica, dançar e brincar.

Burricada

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A Debulha

A cultura do trigo foi uma das cultura mais típicas e importantes no Alqueidão da Serra na década de 60. Era uma espécie de ritual em que se misturavam os trabalhos com a confraternização e a alegria.

Começava logo com os preparativos na véspera do dia da sementeira em que se tratavam dos bois, se cuidavam das alfaias, arados grades, enxadas, etc.

Faziam-se sementeiras individuais e colectivas. As individuais eram as mais pequenas em que um só agricultor intervinha. As colectivas eram aquelas em que vários vizinhos, ou amigos ou familiares combinavam fazer uma sociedade, e no fim das ceifas, debulhas e divisão das colheitas, tudo terminava em festa.

As debulha era um trabalho penoso.  Começava-se a estender o trigo na eira para a palha se tornar mais áspera e deste modo se debulhar melhor. Na hora mais quente do dia traziam-se os animais domésticos, burros, bois ou cavalos que andavam às voltas na eira até a palha do trigo estar bem triturada e o grão separado.

debulhaO período de trabalho dos animais era muito divertido, pelo toque dos animais, com arre, arre, acompanhado de gargalhadas sem fim, por causa das reacções expontâneas de cada viradela no calcadoiro.

4Debulha Foto 6 x 6 de Francisco FurrialDepois de tantas voltas que o gado dava, e depois de o calcadoiro ter sido virado algumas vezes, primeiro com forcados e depois com forquilhas, o gado saía, e começava então a faina de separar a palha do trigo, atirando a palha ao ar.

5Debulha Foto 6 x 6 de Francisco FurrialUma vez separada a palha, começava-se a limpar o trigo com a pá. Por fim o trigo era medido, para ver o rendimento do trabalho. Era costume rezar antes de se começar a medir o trigo.

Com o passar do tempo, na altura de limpar o trigo começaram a usar-se umas máquinas artesanais de madeira, puxadas por uma junta de bois. Depois apareceram as debulhadoras mecânicas, e chegaram finalmente as mecanizações tanto para as sementeiras como para as debulhas.

Assim morreu a tradição histórica, musical e de fraternidade que era a debulha.

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