Auditório José da Silva Catarino

A Casa do Povo comemorou no dia 5 de Outubro de 2008 os seus 25 anos, com a cerimónia de inauguração do Auditório José da Silva Catarino.

É um espaço com capacidade para 116 pessoas sentadas, com todo o conforto, que recebe várias actividades, organizadas quer pela Casa do Povo quer por outras entidades da Freguesia.

Para a construção deste espaço a Casa do Povo concorreu ao Programa Agris, que tinha como objectivo financiar obras de recuperação de edifícios antigos para depois serem utilizados como espaços culturais, apresentando para recuperação dois edifícios antigos bastante degradados.

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Autores de Alqueidão da Serra

de João Amado Gabriel

– Avô Capitão

(Lançamento dia 27 de Junho de 2013 – Auditório José da Silva Catarino)
 

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Ecos na Imprensa Regional

Jornal “O Portomosense de 8 de Agosto de 2013”

Portomosense 8 de Agosto 2013

de José Frazão Correia

– A Fé Vive de Afecto

de José Frazão Correia

“Este é um texto interpelante que propõe a um «reconhecimento grato do dom de Deus experimentado na forma de uma justa relação afetiva». A forma como é esboçada esta proposta cabe à mestria do seu autor que, nas palavras do Pe. Tolentino Mendonça, «pertence a uma geração apostada em que a teologia se pense e expresse em português», pelo que recomenda que «saudemos com entusiasmo o arranque dessa estação»”.

in Edições Paulinas: http://www.paulinas.pt

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de Alfredo de Matos:

– A Comarca de Porto de MósDSCN2772

– Alqueidão da Serra: Apontamentos para a sua história

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– A Escola de Frei José e Frei Manuel da Conceição na Serra de Santo António

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– Dom António Pinheiro
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  • Um Passeio na História do Juncal
  • Amores à Beira-Liz – Novela (sob o pseudónimo de Ruy de Leiria)
  • Frei Brás de Barros e a Construção da Sé de Leiria
  • O Infante D.Henrique: Homem de Fé (conferência pronunciada no Tribunal de Porto de Mós)
  • 8 Dias com os Videntes da Cova da Iria em 1917
  • Capítulos de Porto de Mós em Cortes
  • Aclamação de D.Maria II em Terras do Actual Distrito de Leiria
  • Eça de Queirós, Administrador do Concelho de Leiria
  • Crónica Inédita do Convento do Bom Jesus de Porto de Mós
  • As Invasões Francesas Nalgumas Terras do Distrito de Leiria
  • Alqueidão da Serra – História e Lenda – Usos, Costumes e Tradições
  • As Invasões Francesas no Concelho de Porto de Mós

Ver também os artigos publicados nos seguintes Jornais:

  • A Voz do Domingo nº 1264 de 23-06-1957
  • O Mensageiro nº 2061 de 15-06-1957
  • Diário de Notícias de 02-03-1957 e 01-05-1964
  • A Defesa de 02-11-1968

de Francisco Furriel:

– Da Pré-História à Actualidade, Monografia de Porto de Mós

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de Nuno Miguel Saragoça de Matos:

– José da Silva Catarino – Uma Visão para Além da Serra

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De António Pereira Carvalho:

Poesia

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Bouceiros

Segundo uma estatística do Distrito Administrativo de Leiria referente à Freguesia de Alqueidão da Serra, no ano de 1837 existiam no lugar de Bouceiros 7 casas de habitação.

Em 1904, ano em que se escolheu um local para a construção da Capela, esta foi construída num local ainda longe da povoação, de forma a que ficasse o mais próximo possível dos outros lugares da Serra: Casal do Duro, Covas Altas, Demó, Lagoa Ruiva e Valongo. Com o normal crescimento da população, a Capela ficou integrada no aglomerado populacional dos Bouceiros.

Em 27 de Setembro de 1956 foi inaugurada a estrada dos Bouceiros à Demó, com a presença de alguns membros da Câmara Municipal e pároco.

Em 28 de Maio de 1958 foi inaugurado o primeiro telefone público dos Bouceiros que ficou sob a responsabilidade de Constantino Vieira. Fixaram-lhe o número 42282.

Em Dezembro de 1967, de acordo com uma estatística elaborada pelo padre Américo Ferreira existiam nos Bouceiros 50 casas de habitação. A povoação ficava longe da sede da freguesia, e não existindo estradas o acesso pelo meio da serra era bastante difícil.

A estrada entre o Alqueidão e os Bouceiros

Depois de vários pedidos à Câmara Municipal de Porto de Mós para a construção da estrada, esta só foi construída graças à invencível teimosia da população que decidiu unir esforços para construir a estrada de que tanto necessitava.

A ideia nasceu do Major, (menos tratado e conhecido pelo seu verdadeiro nome, que é João Pereira). Foi ele quem teve a ideia e, junto com os seus devotados companheiros de ideal e de luta e começaram as obras.

Espontaneamente neste assunto também se envolveu o Rev.º P.e Américo Ferreira. Estávamos em Agosto de 1966. Aparentemente, tudo foi uma inocente casualidade. Numa  deslocação aos Bouceiros, na companhia do, então, Presidente da Câmara de Porto de Mós, conduziu-o por troço do percurso que vai dos Bouceiros à sede da Freguesia, trilhando um piso mal definido, por onde a estrada se estende nos nos dias de hoje.

Falaram, da bem clara e urgente necessidade de fazer um acto de justiça ao povo dos Bouceiros, e lugares vizinhos, com a oferta de uma estrada. Abençoada conversa! foi nela que o Presidente garantiu:

– “Se o Povo fizer a terraplanagem, a Câmara alcatroará a estrada”.

A notícia redobrou a coragem e inflamou o entusiasmo geral. Em 12 de Setembro de 1966, o Povo do Alqueidão e Carreirancha continuou os serviços de terraplanagem da estrada Carreirancha – Bouceiros.

Dias houve em que sessenta e dois homens e sete mulheres se encontraram, gratuitamente, nos serviços de terraplanagem, todos animados de grande entusiasmo por verem realizada uma velha aspiração de seus pais e avós – a estrada da Serra.

No dia 22 de Outubro de 1966 conclui-se o alcatroamento da primeira fase do serviço, chegando-se às primeiras propriedades do Vale de Ourém.

No ano de 1968, continuaram-se os trabalhos de terraplanagem e alcatroamento, tendo-se avançado cerca de seiscentos metros, até que, no dia 17 de Outubro de 1970, com enorme alegria de todos os habitantes, se concluiram os serviços de alcatroamento até à Portela Onde Morreu o Cavalo, local a partir do qual se avista o Santuário de Fátima.

Nesse mesmo dia, em confraternização realizada num sítio chamado ‘Espinheira’, à sombra de pinheiros e eucalíptos, o Pároco agradeceu o sacrificio de todos, especificando o Presidente da Junta, António da Silva Correia e João Pereira, de alcunha “o Major”.

Na mesma altura foi feita a terraplanagem desde a Portela Onde Morreu o Cavalo até à lagoa do Curral das Vacas, tendo-se ajeitado o leito desse troço de estrada, o que permitiu fazer pela primeira vez e em razoáveis condições, a travessia Carreirancha – Bouceiros, em veículos automóveis”.

Tudo isto é o fruto saboroso de cerca de 3.000 dias de serviço voluntário, gratuitamente prestado ao País, pela gente humilde e laboriosa da Freguesia.

Transporte Público de Passageiros

Em sessão camarária de 22 de Fevereiro 1972 foi apreciado um ofício do Grémio dos Industriais de Transporte Automóvel, com o nº 2391, a pedir o parecer da Câmara a respeito da criação de uma carreira regular de passageiros, entre esta localidade e Porto de Mós, que se justificava por ser muito necessária.

Indústrias dos Bouceiros

Em Maio de 1909 existia nos Bouceiros um Lagar de Azeite que pertencia a  Manuel Antunes e de Fernando Antunes.

Em 31 de Dezembro de 1981 existiam nos Bouceiros três teares manuais montados por José Coelho Gomes, natural de Minde. Existiam vários outros, que trabalham em regime de artesanato caseiro. Entre eles, digno de registo, um que tem mais de cento e vinte anos e que pertenceu ao “ti” João Tecelão, artista extremamente considerado na região pela qualidade e esmero de acabamento dos seus cobertores de lã que, na orla da largura, tinham o nome dele, a vermelho, em fio pertencente à urdidura.

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Chã

Foi em 1942 que começou a actividade do primeiro grupo desportivo e cultural em Alqueidão da Serra. 

Os jovens reuniram esforços e compraram um terreno na Chã para fazer dele um campo de futebol. As obras de terraplanagem foram todas executadas a pá e a picareta, por rapazes e homens de todas as idades, que voluntariamente ali trabalharam nos dias de folga.

Foi graças a esta mobilização de esforços bairristas que se levou a efeito em 1949, o alargamento e terraplanagem da estrada do Cruzeiro para o Campo de Futebol.

A partir desta altura, a Chã passou a ser uma importante zona recreativa, e consequentemente muito mais habitada.

Em 28 de Junho de 1971 numerosas pessoas do Alqueidão, com o apoio da Junta de Freguesia, organizam um abaixo-assinado pedindo para ser alargado o âmbito da cobertura da rede de distribuição de água ao domicilio, a alguns lugares, incluindo a Chã,  que não tinham sido considerados no plano inicial.

Este pedido foi aceite pela Câmara que, em 24 de Junho do mesmo ano o levou ao conhecimento e consideração de quem de direito.

Nesta altura a Chã contava com 5 habitantes, uma indústria, campo de Futebol, e tinha uma extensão de 160 metros.

A “Voz de Mira de Aire”, de Fevereiro de 1973, informa de que a abertura das valas para os ramais domiciliários foi entregue, pela Câmara Municipal, em 15 de Dezembro de 1972, a José dos Santos Agripino, que se propôs fazê-las a 150 escudos por metro cúbico.

A estrada foi mais tarde construída até às pedreiras do Cabo da Várzea e até ao Campo de Futebol que o  CCR adquiriu para a prática desportiva, o que contribuiu fortemente para o aumento da população nesta zona.

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Casais dos Vales

O Lugar de Casais dos Vales teve a sua origem com a deslocação de pessoas dos Vales que ali foram construir as suas casas.

No ano de 1837, segundo uma estatística das aldeias e povoações de distrito de Leiria, existiam nos Casaes dos Valles 15 casas de habitação.

A população dedicava-se à agricultura e à criação de gado. O lugar ficava bastante isolado da sede da freguesia e, por não existirem estradas e as crianças estavam impossibilitadas de frequentar o ensino primário.

Em 2 de Abril de 1937 foi inaugurado o Posto de ensino dos Casais dos Vales, destinado não só às crianças deste lugar mas também às dos Vales e do Covão de Oles.

Em Dezembro de 1967 existiam nos Casais dos Vales 45 casas de habitação, de acordo com uma estatística  organizada pelo pároco, Rev.º Américo Ferreira.

Actualmente, devido ao aumento da população e também à construção de estradas, o lugar de  Casais dos Vales ficou integrado no agregado populacional de Alqueidão da Serra.

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Alqueidão da Serra e Casais dos Vales

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