Padre António Vieira da Rosa

Nasceu em Alqueidão da Serra no dia 4 de Julho de 1878, era filho de Domingos Vieira da Rosa e de Maria da Silva.

Aprendeu a ler e a escrever com o  Padre Manuel Afonso e Silva, e depois entrou no seminário para seguir a vida eclesiástica.

Foi admitido no Seminário Patriarcal de Santarém, no ano escolar de 1895/1896, onde fez os estudos preparatórios e o curso trienal de Teologia, que terminou a 5 de Julho de 1904.

Enquanto estudava, fez exame para subdiácono e foi aprovado, em 2º de Novembro de 1903. Fez também exame para presbítero em 2 de Setembro de 1904 com bons resultados.

No jornal “O Portomozense”, de 23 de Setembro de 1904, vem publicada seguinte noticia:

“Canta brevemente missa o nosso amigo Sr. Padre António Vieira da Rosa, que, por estes dias, deve receber ordenação.”

Na edição do Jornal “O Portomosense”do dia 30 de Setembro de 1904, pode ler-se:

“Recebeu ordens de presbítero e cantará missa no próximo domingo o Sr. António Vieira da Rosa.”

Quanto à Missa Nova, vem publicado o relato pormenorizado, no jornal “O Portomosense”, de 7 de Outubro de 1904, sob o título “Festa de Nossa Senhora da Piedade”, :

“Realizou-se domingo com desusada imponência, nesta vila, esta festividade que todos os anos costuma ser muito concorrida (…) A missa, que por sinal era a primeira que cantava o nosso amigo Padre António Vieira da Rosa, há pouco ordenado, decorreu com bastante unção e bom desempenho da parte dos cantores e todos os que nela tomaram parte. Serviram durante ela de padrinhos do novo sacerdote os reverendos Padre Manuel do Espírito Santo e Padre Joaquim Rosa. Acolitavam o Sr. Padre António Rosa, os nossos amigos Padre Júlio Roque e Fialho. .

O sermão foi dito pelo nosso amigo e esclarecido colega do “Notícias de Alcobaça”, Padre Lopes Soares que produziu uma bela oração sobre o tema “Ego mater” que foi muito apreciada pelo selecto auditório que enchia a igreja completamente. Lopes Soares foi felicíssimo no seu discurso, principalmente no exórdio, a peça melhor burilada do seu trabalho. Também no improviso que dirigiu ao sacerdote, seu antigo companheiro de seminário que cantava a sua primeira missa, teve frases duma verdade incontestável e conselhos a um principiante que mais parecia de um velho que dum sacerdote há pouco saído dos bancos das escolas…

À missa seguiu-se a tocante cerimónia da primeira comunhão dada pelo novo sacerdote, que é da praxe ser ministrada a seus pais e irmãos, depois o beija-mão aos mesmos e a todos os presentes”.

Esta celebração decorreu na igreja de S. João Baptista (Porto de Mós), no dia 2 de Outubro de 1904.

Por carta de 28 de mês de Outubro de 1904, o Patriarca de Lisboa nomeou-o, por um ano, prior da freguesia de Nossa Senhora de Belém em Rio de Mouro.

Em 5 de Novembro de 1905 é nomeado pároco de Évora de Alcobaça, e é obrigado a dar catequese e a pregar a homilia. Esta nomeação cobria o espaço de um ano, mas muito antes de o prazo terminar foi mudado para a freguesia do Juncal (Porto de Mós), nas condições anteriores. Tem a data do 13 de Fevereiro de 1906 o documento que o transfere.

Por resolução patriarcal de 25 de Outubro de 1907, é feito pároco da freguesia da Mira, com faculdade de celebrar missa na capela do Covão do Coelho, tendo que oferecer ao Seminário onde estudou, um terço rendimento da capela.

Procurando melhores condições, em 23 de Novembro de 1907, sujeita-se a provas regulamentares, e é aprovado para a freguesia de Alguber com 11 valores em quatro votações. Em 1909, requereu carta de pároco até ao fim do ano. Mas antes de expirar o prazo, foi colocado na freguesia de S. Silvestre do Gradil.

Com data de 7 de Março de 1910, há um documento da Cúria Patriarcal a nomeá-lo pároco de Sobral da Abelheira até ao fim do ano. Na mesma situação se mantém até 1912, data em que lhe é conferida a faculdade de celebrar também na freguesia de Enxara do Bispo, concelho de Mafra.

Foi por volta de 1913 que ele se fixou no Alqueidão. Aqui chegou a manter curso para alfabetização de rapazes adultos que funcionava de noite a fim de que a aprendizagem não prejudicasse os trabalhos agrícolas em que todos se ocupavam.

As últimas dezenas de anos da sua vida passou-as no Alqueidão, sem exercer as funções eclesiásticas.

Foi nomeado presidente da Junta de Freguesia de Alqueidão da Serra em 19 de Julho de 1919, tendo como vice-presidente o Padre Júlio Pereira Roque.

Segundo notícia de 25 de Agosto de 1919, publicada em “O Portomosense”a Junta de Freguesia, presidida por António Vieira da Rosa solicitou às esferas competentes, a criação de uma escola para o sexo feminino na sede da freguesia. Na prática, verificou-se que o parecer não foi favorável uma vez que o sexo feminino só viria a ter a sua aula independente no primeiro edifício escolar de que a Freguesia beneficiou.

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