Carnaval 2016

As crianças festejaram o Carnaval na Escola, vestiram-se a rigor e fizeram o seu cortejo carnavalesco até ao campo.

Foto de Silvia Carvalho

Foto de Sílvia Carvalho

Os utentes do Centro de Dia fizeram a sua festa de Carnaval no passado dia 5 de Fevereiro, na danceteria Pirata, com outras instituições do concelho em parceria com a rede social. O tema para o desfile foi ” O combate ao desperdício alimentar”. (as fotos são do Centro de Dia).

Os contentores do lixo também fizeram o seu cortejo carnavalesco, pela calada da noite, até ao jardim da Barreira.

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Da mesma maneira que chegaram até aqui, e pela calada da noite, irão voltar para os seus lugares habituais, e pela manhã de quarta feira de cinzas já estarão todos ao serviço como habitualmente.

Para lembrar o Carnaval de 2015

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A Mulher nos Anos 50

Costumes e tradições foram mudando ao longo dos tempos, e muitos preconceitos foram superados. É interessante olhar para o passado e ver como a nossa mentalidade mudou e continua a mudar.

Com o fim da guerra e do racionamento dos tecidos a mulher dos anos 50 tornou-se mais feminina. Começaram a usar-se vestidos mais amplos com a cintura bem marcada e sapatos de salto alto.

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Por esta altura as revistas femininas eram praticamente a única forma de entretenimento para as mulheres. Os artigos eram escritos por homens, uma vez que eram poucas as mulheres inseridas no mercado de trabalho, por isso os temas abordados eram quase sempre machistas ou voltados para a felicidade conjugal.

Estas revistas expressavam pontos de vista masculinos sobre como as mulheres deviam agir e quais as obrigações que deviam cumprir para manter o casamento. Como as revistas eram uma importante fonte de informação e referência, as mulheres tinham-nas como verdadeiras conselheiras.

Dicas e conselhos que eram publicados nas revistas femininas, nos anos 50 

1 – Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu.

2 – Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas.

3 – A esposa deve vestir-se depois de casada com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar-se de que a caça já foi feita, mas é preciso mantê-la bem presa.

4 – Se o seu marido fuma, não arranje discussões pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa.

5 – Não incomode seu marido com problemas insignificantes e reclamações quando ele chegar a casa depois de um dia de trabalho.

6 – Não arranje desculpas para não haver jantar pronto quando o seu marido chega a casa depois de um dia difícil de trabalho.

Nesta época a mulher tinha que ser submissa ao homem porque ele era o chefe da casa, detinha todo o controle financeiro, e nunca poderia ser desafiado ou desacatado.

As mulheres do Alqueidão, nos anos 50, tinham apenas a terceira ou quarta classe, e por vezes nem isso. Foram pouco tempo à escola porque em crianças tinham passado os dias na serra a guardar gado, ou a ajudar os pais na agricultura, ou a tomar conta dos irmãos mais novos para que os pais pudessem ir trabalhar.

Embora nesta altura algumas já tivessem trabalho nas fábricas de Minde e Mira de Aire, não se pensava que as mulheres pudessem seguir uma carreira profissional. A única perspetiva de futuro era o casamento.

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O casamento era para toda a vida. O marido garantia o sustento da família, e a mulher tratava da casa, dos filhos, e do marido que chegava a casa sempre muito cansado do trabalho árduo e difícil e por isso não podia fazer mais nada.

No decorrer dos anos a mulher foi conquistando o seu espaço na sociedade, quebrando barreiras, preconceitos e liberdade de expressão.

 

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As Famílias da Pedra

Perfil da família-tipo do Alqueidão em 1995

Têm quatro elementos: pai, mãe e dois filhos em idade escolar. O pai trabalha na Mendiga e a mãe trata da saúde da família, acompanha a vida escolar dos filhos e faz a gestão do orçamento familiar.

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Painel de Azulejo – Beco dos Calvários

Por se tratar de um retrato de uma época, transcrevo um artigo de Filomena Sarmento publicado no Jornal “CRUZEIRO” nº 13 de Abril de 1995.

As Famílias da Pedra

“Num lugar e contextos diferentes este titulo poderia causar estupefação: famílias e pedra? Que relação?!

Aqui não há motivo para espanto da relação estabelecida, penso, no entanto, que se deve refletir sobre esta realidade.

Como se sabe, o ofício do corte da pedra para utilização em calçada é comum aqui no Alqueidão tendo surgido com uma frequência bastante elevada a partir da última década.

A freguesia, num passado recente tinha características muito rurais e as pessoas tinham um poder económico muito reduzido. De um momento para o outro, tudo mudou…

Que consequências para as famílias? Quais foram as mudanças?

Num estudo efetuado em Setembro de 1993 de uma amostra populacional de 50 famílias desta terra, verificou-se que:

  • O ano de inicio de atividade laboral na pedra mais citado foi o de 1983, apesar de haver referencias mais antigas e outras bastante mais recentes.
  • Numa fase anterior ao inicio no oficio da pedra, 36% dos indivíduos estiverem ligados à construção civil, 15% foram imigrantes, 13% vieram do ensino básico, 7% eram funcionários públicos e os restantes pertenciam a profissões diversas.
  • O numero de horas de trabalho passou de oito horas na atividade laboral anterior, para dez horas de trabalho diário em média no presente oficio.
  • O numero de horas de sono passou de uma média de oito para sete horas.
  • As refeições eram quatro numa fase anterior e agora são em média de três. Os indivíduos tinham uma alimentação mais ou menos variada, passam a ter uma alimentação mais monótona, sendo o elemento predominante a carne.
  • Ocupam os tempos livres com a televisão, o café e o futebol. As mudanças relativas aos hábitos dos tempos livres não são significativas.
  • Em relação às tarefas domésticas também não há mudanças. Não efetuavam nem efetuam qualquer trabalho doméstico.
  • O nível económico das famílias aumentou significativamente.
  • O espaço da casa foi renovado, ou foi construída uma nova casa. O conforto da casa aumentou e 56% das famílias têm casas sem serem luxuosas mas espaçosas e confortáveis.
  • A disponibilidade dos trabalhadores da pedra diminuiu. Retirando às 24 horas do dia, o numero de horas de trabalho e de sono, obtém-se uma disponibilidade entre 4 e 9 horas, sendo 7 horas o resultado mais frequente.
  • As relações entre os membros das famílias modificaram-se. Existe menos tempo para o diálogo entre os elementos, tendo-se tornado as relações familiares mais difíceis a partir do inicio da atividade laboral na pedra. As opções da família são feitas por ambos os elementos do casal.

Além dos aspetos já citados poderia resumir assim a família-tipo desta amostra:

  • Possui quatro elementos (casal com dois filhos em idade escolar).
  • A esposa tem 42 anos, é doméstica e tem como habilitações literárias a 4ª classe. Trata das questões escolares dos filhos, das questões de saúde da família e do seu orçamento.
  • O marido tem 42 anos, trabalha na pedra e tem a 4ªclasse. Trabalha na Mendiga e aprendeu o oficio com o pai. Possui uma empresa de tipo familiar.

Quando iniciei este estudo, tinha a perceção que estava perante uma profissão nova dentro do contexto da freguesia de Alqueidão da Serra. No entanto, ao longo da pesquisa verifiquei que este modo de viver tinha raízes no passado da gente local. “O passado é a chave da compreensão da família no contexto atual” (Daniel Sampaio).

Os alqueidoenses dedicam-se à extração, transformação e comércio da pedra, não só porque as condições foram favoráveis, mas também porque souberam agarrar as tradições e costumes vindos dos pais e avós relativos à exploração da pedra local (65% dos elementos inquiridos dizem ter aprendido o oficio com o pai, e 28% com um familiar).

Trata-se pois de um traço de cultura familiar que foi transmitido de pais para filhos e que estes tiraram partido da situação de tal ordem que modificaram a paisagem humana da localidade.

Para finalizar, cito a perspetiva da família segundo Carl Whitaker (terapeuta familiar). Para este autor, a família saudável tem as seguintes características:

  • “A família tem uma noção de conjunto, mas esse todo não pode abafar a noção de individuo. Família saudável será aquela que consegue um conjunto integrado de modo que os indivíduos não fiquem demasiado isolados nem se fundam com o todo;
  • Existe uma continuidade da família ao longo do tempo e cada elemento família tem uma visão transgeneracional da passagem de valores familiares;
  • Há necessidade de delimitar sub-sistemas para ultrapassar a barreira intergeneracional (os filhos não são os pais e vice-versa);
  • Há flexibilidade nos papéis familiares e a distribuição de poderes também é flexível;
  • Os problemas são resolvidos através do diálogo que envolve a análise, síntese de regras familiares e realidade quotidiana;
  • A família é um sistema aberto, indiferenciado pelo que se passa na sociedade e em contínua evolução”.

Toda uma série de questões para as famílias do Alqueidão refletirem”.

Filomena Sarmento

Uma amostra semelhante nos dias que vão correndo teria um resultado completamente diferente, uma vez que os pais que trabalharam arduamente para dar aos filhos uma vida melhor, viram que eles terminaram os seus cursos sem nenhuma perspetiva de emprego na área que escolheram.

Os exploradores de pedreiras começaram a sentir enorme dificuldade em vender a pedra, que passou a ver-se amontoada nas pedreiras.

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Esta situação levou a que muita gente tivesse que emigrar. Durante os anos de 2014 e 2015 foram muitos os que tiveram que deixar a sua terra natal, e procurar trabalho noutros países.

O Censos, que é realizado de 10 em 10 anos, é um estudo estatístico que possibilita a recolha de várias informações relativas à população, tais como o número de homens, mulheres, crianças e idosos, entre outras coisas.

Dados Estatísticos

Famílias Clássicas – 2011

Segundo o censos 2011 existiam no Alqueidão da Serra 636 famílias, assim distribuídas:

  • Alqueidão da Serra……. 417
  • Bouceiros…………………   42
  • Casais dos Vales………..  66
  • Casal Duro……………….  42
  • Covão de Oles………….   19
  • Covas altas………………  18
  • Demó …………………….  23
  • Valongo………………….    9
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Almoço de Reis

2017

7º Almoço Solidário

2016

6º Almoço Solidário

Almoço de Reis

Uma ideia do Coral Calçada Romana, que tem sido posta em prática com a colaboração da Junta de Freguesia e de todas as outras Associações existentes na Freguesia.

As pessoas com mais de 65 anos não pagam nada, as outras pagam uma quantia simbólica. O resultado apurado reverte a favor dos mais necessitados.

O Pessoal ao Serviço DSC04010

Depois da sopa, foi servida a carne com arroz, batatas fritas e salada. O almoço foi confecionado pelas cozinheiras do Centro de Dia (Luísa e Fatinha), e estava muito bom. Ninguém vê as cozinheiras neste dia, mas sem a disponibilidade delas nada isto seria possível.

O pessoal de serviço sempre muito atento para que não faltasse nada nas mesas, ainda teve tempo de vender as rifas para o sorteio dos vários prémios que aguardavam em cima do palco.

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Na altura da sobremesa, toda a gente cantou os parabéns ao ti Inocêncio que comemorou neste dia 74 anos de vida, e o grande bolo de aniversário chegou para todos.

Durante a tarde houve animação musical, realizou-se o sorteio e não faltou o BOLO REI.

Patrocínios

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Olhar o Passado

Exposição de Fotografia

“Olhar o Passado”

Integrada nas comemorações dos 400 anos da criação da freguesia a Junta de Freguesia apresentou uma exposição onde tivemos a oportunidade de olhar o passado da aldeia com os olhos no presente.

Para recordar como eram antigamente os lugares por onde passamos todos os dias, e perceber como crescemos e evoluímos, graças ao trabalho  e dedicação de todas as pessoas que por esta terra passaram e viveram ao longo dos tempos.

Exposição "Olhar o Passado" na Junta de Freguesia

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Barreira1

Barreira

Cabine

Café Alqueidanense

Calçada Romana1

 

Caminho Velho1

Caminho Velho

Campo

Capela

Cruz do Alto da Carreirancha

Carreirancha

São José

CCR

Cruzeiro1

Cruzeiro

Curva da Fonte

Largo da Escola Velha1

Largo da Escola Velha

Escola Velha

Escola Nova

Escola

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Igreja

Ladeira do Santareno1

Ladeira do Santareno

Rua de Cima5

Rua de Cima4

Rua de Cima3

Rua de Cima2

Rua de Cima1

Rua de cima

Largo da Rua de Cima2

Largo da Rua de Cima1

Largo da Rua de Cima

Largo Paulo Amado

Meana

Moinhos da Chã

Moinho1

Moinho2

Nossa Senhora

Olival da Fonte2

Olival da Fonte1

Olival da Fonte

 

palmeira

Pelingrim

Prazo

Residencia Paroquial1

Rotunda1

rotunda

Rua A do Ferreiro

Rua Comandante Afonso Vieira Dionisio1

Rua Comandante Afonso Vieira Dionisio

Rua da Ti Maria Amada

Rua de Porto de Mós

Rua de Porto de Mós3

Rua de Porto de Mós1

Rua de Porto de Mós2

Rua de São José5

Rua de São José4

Rua de São José3

Rua de São José2

Rua de São José1

Rua de São José

Rua Frei

Rua Padre Julio2

Rua Padre Julio1

Rua Padre Julio Pereira Roque

 

 

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