Padre Joaquim Vieira da Rosa

Nasceu em Alqueidão da Serra no dia 6 de Janeiro de 1866, e aí foi baptizado também.

Era filho de Domingos Vieira da Rosa e Maria da Silva. irmão dos padres António Vieira da Rosa e Francisco Vieira da Rosa.

Com dezassete anos passou das aulas do Padre Afonso para as do Seminário de Santarém no princípio do ano académico de 1883/84.

Depois dos preparatórios, entrou na Teologia cujas matérias estudou ao longo de três anos.

Foi em 16 de Junho de 1891 que terminou o curso de ciências eclesiásticas, segundo o programa daquele tempo.

Foi no decurso do ano de 1891 que subiu o escadório de todas as ordens, desde a Prima Tonsura até ao Sacerdócio, inclusivamente.

Assim, a Prima Tonsura e Ordens Menores conferiu-lhas o Cardeal D. José Sebastião Neto, a 21 de Fevereiro, na igreja do Seminário Patriarcal. Nesse mesmo dia e nas mesmas circunstâncias de lugar, recebeu o Subdiaconado.

Foi Diácono a 14 de Março. A ordenação sacerdotal, em que oficiou o Arcebispo de Mitilene, D. Manuel Baptista da Cunha, realizou-se a 28 de Junho de 1891, na capela do Paço de S. Vicente de Fora, de Lisboa. Para ela, tinha feito exame em 30 de Maio, no qual mostrou suficiência de conhecimentos para o exercício do presbiterado.

As principais indicações biográficas já na prática da vida sacerdotal são:

Em 1891 foi nomeado coadjutor da freguesia da Benedita, por carta de 3 de Agosto. Teve curta duração este despacho, uma vez que outro, de 12 do mesmo mês e ano, lhe dá a coadjutoria de S. Pedro e de S. João de Porto de Mós, sob condição de se fazer examinar para as funções de confessor.

Ainda neste ano, mediante proposta de Francisco Ferreira Cacela, professor de Alcaria e do curso nocturno do Alqueidão, ficou a substituí-lo na regência do curso.

Em Fevereiro de 1892 fez o exame a que estava obrigado, com aprovação por três anos e, por carta de 18 de Agosto, tem licença para celebrar missa no Tojal, durante um ano.

A 24 de Maio de 1893 fez provas públicas, para a igreja de S. Vicente do Paúl e ficou aprovado com nove votos em quatro votações. Continuando a exercer o lugar de coadjutor de S. João, por despacho 18 de Agosto do ano em curso.

No dia 8 de Junho de 1894 recebeu a colocação na igreja da freguesia de Assentis e, poucos dias depois foi autorizado a celebrar missa na capela da Calvaria, durante um ano.

Foi nomeado prior de Alpedriz, em 28 de Novembro de 1895. A colocação tinha a validade de um ano.

Em 20 de Agosto de 1900, foi colocado na freguesia de S. João, Porto de Mós.

Em 17 de Fevereiro de 1902, participou nas provas do concurso aberto para a igreja da Azueira (Mafra). O resultado foi a aprovação com 16 valores em cinco votações. Meses depois, em 20 de Setembro, foi a exame para colação na igreja paroquial de Santiago, de Torres Novas. Dele resultou a aprovação por maioria.

De conformidade com o que vem nos registos, no dia 1 de Setembro de 1903, obteve licença por um ano para celebrar missa na capela de S. Mamede, da freguesia do Reguengo do Fetal.

“O Portomosense” de 7 de Outubro de 1904, escreve:

”Foi transferido da igreja de Sant’Iago de Torres Novas, para a freguesia do Alqueidão da Serra, o Sr. P.e Joaquim Vieira da Rosa”.

De 1908 a 1910, celebrou sempre missa  na capela de S. Mamede, como se lê na documentação oficial do Patriarcado de Lisboa.

Entrou na luta pela restauração da diocese de Leiria, como fizeram os outros sacerdotes da região dentro de suas possibilidades e competências. Na diocese restaurada, continuou a exercer o cargo de Vigário da Vara em que fora provido pelo Cardial D. António Mendes Belo. Neste posto se manteve enquanto duraram suas funções de pároco do Alqueidão, que se estenderam ao longo de mais de trinta anos.

Por incumbência do seu competente superior hierárquico, participou no processo eclesiástico instaurado ao caso das Aparições de Nossa Senhora, na Cova da Iria, em 1917, inquirindo pessoas da sua Freguesia, testemunhas oculares dos extraordinários casos verificados a 13 de Outubro, no sol com sua “dança” e nas pessoas com suas imprevisíveis reacções.

Faleceu no Alqueidão, em cujo cemitério está sepultado. Sucedeu-lhe, na paróquia e na vigairaria, o Padre Henrique Antunes Fernandes.

Em homenagem ao padre Joaquim vieira da Rosa, foi dado o seu nome à rua onde está a casa em que ele viveu.

A casa onde viveu o padre Joaquim Vieira da Rosa, ficava no Prazo, e junto tinha uma extensa propriedade agrícola. Para a época esta era a melhor casa da aldeia. Anteriormente tinha sido pertença do padre Afonso (Manuel Afonso e Silva.

Casa dos padres Rosa, Francisco e Joaquim Rosa, Pedra do Alqueidao, Pia, Alpendre e átrio de entrada

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