O Padre Claro

Francisco Vieira da Rosa nasceu no Alqueidão da Serra às cinco horas da tarde do dia 27 de Fevereiro de 1881 e foi baptizado pelo Padre Manuel Afonso e Silva a 8 de Março do mesmo ano. Era filho de Domingos Vieira da Rosa e de Maria da Silva.

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Maria da Silva

Para as pessoas do seu tempo dava mais jeito tratá-lo pela alcunha que lhe puseram assim que nasceu, e foi notada a particularidade de ele ter a pele muito branquinha em relação às outras pessoas de uma aldeia onde predominava a tez morena.

É muito claro!”, exclamou quem lhe assistiu ao nascer. E o adjectivo pegou de raiz, ao ponto de a família, os amigos e as outras crianças na convivência diária lhe chamarem sempre “o Claro”.

claro

Francisco Vieira da Rosa

Claro nasceu, Claro morreu. Para as gentes do Alqueidão nem a sua entrada para o Sacerdócio prejudicou o uso do tratamento pela alcunha que lhe deram ao nascer.

Nascido no seio de uma família modesta constituída por cinco rapazes e duas raparigas, ele foi o terceiro filho a enveredar pela vida eclesiástica.

Aprendeu as primeiras letras na escola que o Padre Afonso fundou e manteve gratuitamente, para quem desejava frequentá-la, e com ele se preparou também para a admissão ao Seminário.

Como o Alqueidão ficou metido no Patriarcado de Lisboa, quando foi extinta a diocese de Leiria, ele entrou para o seminário da sua diocese, ao contrário do que se passou até ali, com os outros conterrâneos seus, candidatos ao Sacerdócio, que frequentaram o velho seminário de Santarém.

O estabelecimento  onde iniciou os estudos era o seminário de Jesus, Maria e José – mais conhecido por seminário de S. Vicente de Fora, devido ao facto de ter suas instalações nesse velho convento.

Desde 1896 até 1901 estudou no seminário de São Vicente de Fora, e depois foi transferido para o seminário de Santarém onde terminou a parte de Humanidades, estudou Hebraico e Filosofia e prosseguiu os seus estudos ingressando no curso Teológico. O ano académico de 1902/1903 foi o ano da primeira matrícula nas aulas de Teologia, cujo curso terminou em 1906.

Foi ordenado na diocese de Lisboa, em 22 de Julho de 1906, por D. José III Cardeal-Patriarca de Lisboa.

Foi pároco de Évora de Alcobaça, desde Julho de 1906 até Março de 1908.

Em 10 de Abril de 1908 recebeu a instituição canónica de Capelão-Cantor da Sé Patriarcal Metropolitana de Lisboa e quatro anos mais tarde foi encarregado da freguesia do Beato.

Depois foi coadjutor de Arroios, mais tarde foi autorizado a celebrar missa na Capela da Quinta do Barão, freguesia de Carcavelos, mas sempre sem que fosse prejudicada a assistência ao coral na Sé Patriarcal.

Exerceu o cargo de Solicitador Eclesiástico nos Tribunais Eclesiásticos do Patriarcado.

Lê-se no semanário leiriense “O Mensageiro”, de 4 de Abril de 1925, que o Rev.º Francisco Vieira da Rosa ”foi há pouco nomeado Beneficiado da Sé de Lisboa… Há um ano Sua Eminência encarregou-o da paroquialidade da Sé, onde tem evidenciado seu zelo como pastor e cura das almas, na catequização e obras de piedade.”

O último assento, que lavrou, na freguesia da Sé, tem a data de 21 de Outubro de 1934.

O Padre Francisco Vieira da rosa faleceu na sua residência na Rua José Falcão, nº 6 – 1º, em Lisboa, pelas 17 horas, do dia 13 de Novembro de 1934, vítima de uma nefrite crónica. Foi sepultado no dia 15, no cemitério do Alto de S. João, pelas 11,50 horas, e ficou no jazigo dos Clérigos Pobres.

Francisco Veira da Rosa

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