Nascidos em 1953

Completaram 60 anos de vida em 2013 e reuniram-se para celebrar. Participaram na missa dominical de 29 de Dezembro, dia da Sagrada Família.

Logo depois visitaram o cemitério paroquial onde fizerem uma sentida homenagem aos que também nasceram no ano de 1953, mas que já partiram. Também no cemitério dos Bouceiros esta data foi assinalada, recordando Idalina Carvalhana Vieira que faleceu aos 22 anos de idade.

Nascidos em 1953

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Seguiu-se o almoço convívio na sede de CCR, onde alguns voluntários se tinham disponibilizado para assar o pernil e fazer o arroz, e outros levaram sobremesa para partilhar.

Rectospectiva do Ano de 1953

Foi em Julho de 1953 que a Câmara Municipal se despachou a abrir caminho para solucionar a velha e angustiante crise de falta de água no Alqueidão.

O expediente adoptado para este fim foi a abertura dum poço na fonte. Decidiram implantá-lo no local onde estavam os tanques, isto é, no espaço compreendido entre o patim da Fonte e o telheiro da lavagem da roupa.

A uma fundura relativamente pequena apareceu água e, continuando os trabalhos deram conta das grandes potencialidades da péguia. Apurou-se que o caudal era de vinte litros por minuto, ou seja, de mil e duzentos litros por hora. Em Outubro de 1953 foi aplicada uma bomba potente para tirar a água suficiente ao consumo público.

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As Janeiras

Por altura do Natal, e até ao dia de Reis, era costume antigo no Alqueidão a rapaziada mais nova ir cantar as Janeiras. Esta tradição passou de geração em geração, deste tempos imemoriais, sem interrupção, até entrar no rol das coisas esquecidas.

Antigamente, depois da ceia, os rapazes que tinham combinado ir cantar as Janeiras juntavam-se em diferentes grupos. Normalmente já sabiam a que portas iam fazê-lo porque já tinham feito a lista das casas em que tinha havido a matança do porco. 

Em frente às habitações, dispunham-se em círculo e aproximando as cabeças começavam a cantoria.

JANEIRAS DO NATAL

Os versos tradicionais são:

Partiram as três Marias,
Numa noite de luar,
À cata do Deus Menino
Sem no poderem achar
 
Foram de rua em rua
E de lugar em lugar;
Foram dar com ele em Roma,
Revestido num altar.
 
Senhora que estais sentada
Nesse tão belo assento,
Venha nos dar as “Janeiras”
Em honra do Nascimento.
 
Senhora, que estais sentada
Nesse assento de cortiça,
Venha nos dar as “Janeiras”
Que a gente quer ir p’rá missa.
 

Aqui a cantoria era interrompida para receber as Janeiras se alguém lá de dentro se despachou a entregá-las ou para as pedirem no caso de ninguém ter dado sinais de vida.

As Janeiras podiam ser uma posta de lombo, ou qualquer outra carne do porco, um copo de vinho novo, ou tudo isto numa só vez.

Feita a entrega, seguia-se o agradecimento, para o que se juntavam de novo em circulo e cantavam:

Estas casas não são casas,
Estas casas são casinhas;
Tantos anos viva o dono
Como ela tem de pedrinhas.
 

Se, em resposta, lhes fizessem “ouvidos de mercador”, então os “janeireiros” começavam uma série de insistentes pedidos para provocar uma decisão favorável. Com a insistência o dono da casa acabava por aparecer e levava os cantores até à adega para molhar as gargantas e comer umas filhós, ou uma fritada de lombo.

O problema era quando não aparecia ninguém. Os “janeireiros” começavam a gracejar com a somitiquice do dono da casa, pedindo-lhe as unhas do porco. Perdidas as esperanças, abalavam e iam bater a outra porta, cantando os seguintes versos:

Estas casas não são casas,
São feitas de papelão!
Deus lhe dê um formigueiro
Com qu’elas caiam no chão.
 

JANEIRAS DO ANO BOM

Por altura do Ano Novo eram cantadas as seguintes quadras:

Bons Anos, Bons Anos
Que Deus nos queira mandar,
Para tornarmos a ver
Outras festas de Natal!
Senhora que tanto tarda,
Que não vem abrir a porta!
Ou o toucinho é gordo,
Ou a faquinha não corta!
 

Depois delas vinha a quadra de agradecimento ou de censura, conforme fosse o resultado final do pedido.

JANEIRAS DOS REIS

As “Janeiras” deste dia constavam de uma só quadra que era assim:

Partiram os três Reis Magos
Da parte do Oriente;
A estrela que os guiava
Era Deus omnipotente.
 

Como nas do Ano Bom, havia a seguir lugar para os versos de agradecimento ou para os de censura.

Acabada a volta seguia-se o banquete. Todos participam na confecção dele. O cozinheiro era aquele que tivesse mais jeito, segundo a opinião de todos.

Toda a gente ajudava. Uns a partirem carne, outros a racharem cavacas, outros acarretavam a água, outros arranjavam vinho e pão, outros atiçavam o lume sobre o qual haveriam de poisar o tacho de barro com o lombo que juntaram, partido em pequenos bocados, e um molho feito de gorduras várias com os devidos temperos: sal e pimenta, colorau e cominhos, louro, etc. A tudo isto se juntava um pouco de bom vinho, nos momentos finais da fritura.

Cozinhado que estava o pitéu, todos abancavam em volta do tacho da fritada e davam largas ao apetite e à alegria. O banquete, as anedotas e as conversas de namoros e das peripécias da vida militar acabam muito pela noite dentro.

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Missa do Galo

Chama-se Missa do Galo à celebração da Véspera de Natal que, por tradição no Alqueidão começa à meia noite de 24 para 25 de Dezembro. Nesta celebração já estão todas acesas as 4 velas do Advento, e canta-se o cântico “Glória”. No final da missa é dada a beijar a imagem do Menino Jesus enquanto se cantam os tradicionais cânticos ao Menino.

No ano de 2013 foi assim:

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Antigamente, depois da missa do galo, as famílias voltavam para casa, colocavam o menino Jesus no presépio e compartilhavam a ceia de Natal.

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Natal 2013

O nascimento de Jesus

Não se sabe exactamente em que dia Jesus Cristo nasceu. O dia 25 de Dezembro foi escolhido pela Igreja Católica Romana, e esta data é tradicionalmente celebrada por toda a comunidade cristã.

O significado original de 25 de Dezembro é que este dia era um popular dia de festa e de celebração pelo retorno do sol. O solstício de inverno acontece no dia 21 de Dezembro, sendo este o dia mais curto do ano. O dia 25 de Dezembro era o primeiro dia no qual os antigos podiam ver claramente que os dias estavam a ficar maiores, por isso a Igreja decidiu celebrar neste dia o nascimento de Cristo “A Luz do Mundo”

Das tradicionais celebrações deste dia fazem parte a construção do presépio, da árvore de natal, a missa do galo, a reunião das famílias, a troca de presentes, etc.

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Cântico Tradicional

Cântico que antigamente era cantado muitas vezes nas missas do Alqueidão, e que foi recordado por Isabel Maria Amado Santos Roque, numa das missas de Segunda-feira que o padre Manuel celebra na Capela de Nossa Senhora da Tojeirinha.

Ò Jesus que estais sempre ao meu lado
Ajudai-me a levar minha cruz
Desviai-me de todo o pecado
Para sempre servir a Jesus
 
Vamos todos com santa alegria
Receber a Jesus com amor
Sempre mais que adoremos a Jesus
Mais é digno do nosso louvor
 
È com fé e também com amor
Que ao sacrário nós vamos buscar
O alento a força e o valor
Nos combates que vamos travar
 
Vamos todos etc…etc…
 
Não há nada que faça abater
O cristão que recebe a Jesus
O cristão comungando a valer
Está pronto a levar sua cruz
 
Vamos todos  etc…etc…
 
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