O Parque Infantil da Chã

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Ficou concluído em Outubro de 2013. É uma obra da Junta de Freguesia levada a cabo no final do mandato do presidente Rui Correia Marto.

Foi construído junto ao Polidesportivo da Chã, perto da estrada, num pequeno espaço, tendo capacidade para 8 ou 10 crianças dos 3 aos 12 anos.

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Centro de Dia – Remodelação

Centro de Dia de Alqueidão da Serra

O Centro de Dia da Casa do Povo de Alqueidão da Serra foi inaugurado no dia 21 de Março de 1992 e era na altura uma referência a nível concelhio e distrital, cumprindo todas as regras em vigor.

Desde essa altura muita coisa mudou. Esta instituição conta actualmente com um centro de convívio e um serviço de apoio domiciliário que chega até algumas freguesias do concelho da Batalha.

Para respeitar todas as normas de segurança impostas pela ASAE e pela Segurança Social, houve necessidade de fazer remodelações profundas que mudaram por completo a face do Centro de Dia.

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Sem capacidade para suportar os elevados custos das obras, a direcção decidiu candidatar-se ao programa Proder-Adae para revitalização de zonas rurais. O projecto foi aprovado, e com a junção de fundos próprios e a participação da comunidade foi possível avançar com os trabalhos.

Lavandaria

Estava a funcionar num espaço reduzido, foi transferida para um outro edifício nas proximidades que já tinha sido adquirido anteriormente para este fim, mas que nunca tinha sido utilizado porque também necessitava de obras.

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Cozinha

Foi completamente remodelada. A sua área útil mais do que duplicou. Foram instalados equipamentos modernos e a capacidade de serviço aumentou, permitindo confeccionar maior quantidade de refeições.

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Salas de Convívio

Foram renovadas as áreas de convívio, e os acessos, e também foi remodelada a sala onde são servidas as refeições. Junto a estes espaços foram construídas casas de banho com todas as condições de segurança para os idosos.

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Área Administrativa

Foram remodelados os escritórios e criada uma sala de reuniões. Para cumprir a legislação foi também necessário construir balneários masculinos, apesar de o Centro contar apenas com pessoal do sexo feminino.

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Parque de Estacionamento

Foi construído junto ao edifício da lavandaria o parque de estacionamento para as carrinhas do apoio domiciliário.

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O Centro de Dia tem actualmente muito mais conforto e segurança para utentes e funcionários, e cumpre todos os requisitos legais. Presta um serviço de extrema importância junto da comunidade local, acolhendo e dando assistência aos idosos, e levando as refeições a casa dos que não se podem deslocar até ao Centro de Dia, tratando também da higiene nas casas onde eles se encontram.

Para cumprir a sua parte neste projecto a Casa do Povo foi obrigada a recorrer a um empréstimo bancário. As obrigações assumidas representam uma carga bastante pesada para esta instituição, pelo que a direcção conta a habitual participação da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal, e ainda com o apoio da comunidade local e dos nossos emigrantes que sempre têm colaborado com as suas contribuições para as obras sociais que se têm feito na nossa terra.

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Magusto

O Magusto é uma festa popular que ocorre no mês de Novembro, por altura do São Martinho. A forma de celebração varia consoante as tradições de cada região. Grupos de amigos e famílias juntam-se à volta de uma fogueira onde se assam castanhas. Bebe-se água-pé ou vinho novo.

Castanhas e água pé

No Alqueidão da Serra o Magusto é organizado pela Acção Católica, e tradicionalmente as castanhas oferecidas pela Junta de Freguesia. O local escolhido varia de ano para ano, considerando os locais mais afastados da freguesia. No ano de 2011 foi nos Bouceiros, em 2012 o Magusto realizou-se junto à Capela de Nossa Senhora da Tojeirinha e este ano de 2013 nos Casais dos Vales.

Foi rezado o terço, orientado pelo Padre Manuel, junto ao Nicho de Nossa Senhora de Fátima nos Casais dos Vales, ao que se seguiu o convívio no largo da antiga escola primária.

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Fábrica de Contas

Numa data impossível de determinar exactamente, começou no Alqueidão uma indústria que teve tão grandes poderes e honras que acabou por influenciar o nome da Freguesia.

Trata-se do fabrico das contas que compunham o “Rosário”, o ”Terço” e a “Coroa”.

Tão intensivo se tornou o fabrico das contas que a designação de Alqueidão das Contas passou a generalizar-se de tal maneira que a de Alqueidão da Serra, apenas tinha serventia nos registos oficiais, civis e religiosos.

Houve até uma inclinação geral para o nome “Alqueidão das Contas”, devido ao facto de estar para dar o nome de Alqueidão da Serra a certa aldeia da região de Torres Novas.

Tão vulgar se tornou o tratamento de Alqueidão das Contas que acontecia por vezes ouvir-se dizer “Alqueidão da Serra, o antigo Alqueidão das Contas”.

 Os Fabricantes

Eram inúmeros os fabricantes, embora ninguém se dedicasse a tempo inteiro à fabricação, excepto em tempo invernoso ou quando havia crise de trabalho.

Por se tratar de um trabalho leve e que precisava de operações diferentes, quase todos os membros de uma família podiam participar de forma activa e proveitosa.

Era uma indústria caseira que, dependendo da altura do ano, gastava as horas livres dos trabalhos agrícolas.

A matéria-prima era madeira de medronheiro, que não existia no Alqueidão, por isso, a parte mais difícil de todo o processo de fabrico era a sua procura, arranjo e transporte. Grupos de homens e mulheres deslocavam-se longe, normalmente a pé, para conseguir os feixes de madeira, que transportavam às costas ou à cabeça.

No pátio em frente à casa escolhia-se a madeira e separava-se conforme a grossura dos ramos. Os mais grossos davam botões, dos médios tiravam-se “padre-nossos”, e do resto, “avé-marias”. Os verdes metiam-se no forno de cozer o pão e depois seguiam o mesmo  caminho que os outros, depois de cortados os pequenos nós e de levarem uma alisadela com um canivete.

Com estes acabamentos os pequenos troncos ficavam prontos para a operação final, o corte. Este era um trabalho que além de requerer faca ou canivete de bom fio, exigia mão firme e pulso resistente, especialmente quando era para produzir os botões ou os “padre-nossos”.

Outro instrumento de trabalho era o molde. Consistia numa tábua aplainada com cerca de dois palmos de comprimento e a largura normal. Nesta, havia duas ordens de furos de acordo com a produção a que se destinava, abertos em pequena profundidade, mais ou menos a um centímetro das bordas, no sentido do comprimento. Era neles que se metiam os pequenos troços dos ramos a transformar em contas ou em botões.

Fincada a parte mais estreita da tábua no ângulo formado pelo tronco e pernas de quem trabalhava, o cortador segurando-a por cima com a mão esquerda começava a parte da obra que lhe competia.

As contas ou os botões que tinham ficado no molde, em consequência da separação feita pelo golpe, saíam à medida que se batia na traseira da tábua, já virada para baixo, sendo  então guardados num saco.

Quando o saco chegava a um determinado grau de enchimento incompleto, atava-se pela boca. Saltava-lhe então para cima a pessoa que estava encarregue de fazer o polimento. Este obtinha-se por meio de constante e aturado calcamento a pé descalço em toda a extensão do saco.

As contas, no atrito de umas contra as outras, iam perdendo pequenas lascas de madeira, arredondando arestas e ganhando uma espécie de brilho proveniente da fricção. Este era um trabalho cansativo e monótono que exigia prolongado afinco e algum esmero na execução.

Seguia-se a escolha das que tinham ficado com algum defeito que se notasse, após o que se procedia à abertura do pequeno orifício por onde havia de passar o fio em que as “avé-marias”, separadas pelos “padre-nosso”, fariam o “rosário”, o “terço” ou a “coroa”, objectos de culto terminados por uma cruz, antes da qual se colocavam três “avé-marias”, entre dois “padre-nossos”.

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Sobre esta matéria Tito Larcher escreveu no “Leiria Ilustrada”, de 22 de Abril de 1904:

“Antes de começar a destilação da aguardente de medronho, era franco para o povo o corte dos medronheiros, na charneca da Curvachia (freguesia das Cortes, imediações de Leiria), o que acabou com o valor que obteve o medronheiro (…) Uma carga de madeira de medronho, custava no meado do século findo 30 reis e dela faziam, aproximadamente quatro duzias de rosarios de trezentas contas cada um, que os contratadores compravam por 50 reis cada dúzia, indo vendê-los em Lisboa e no Porto, a 800 e 900 reis a dúzia.”

Tito Larcher foi o fundador da antiga Biblioteca Erudita de Leiria que foi extinta em 1997. A colecção de livro antigo (até 1901) do Arquivo Distrital de Leiria é maioritariamente constituída pela biblioteca pessoal de Tito de Sousa Larcher que doou a esta instituição 2.200 títulos, muitos deles sobre a história do Distrito de Leiria.

Além da madeira de medrunheiro, também se utilizavam no fabrico das contas outros materiais, como por exemplo: Ossos, Bogalhos ou Cortiça.

Contas de Cortiça

Terço de contas de cortiça

Terço de contas de cortiça

Contas de Osso

Terço de contas de osso

Terço de contas de osso

Os “rosários” do Alqueidão, como em todo o mundo, contavam cento e cinquenta “avé-marias” e os respectivos ”padre-nossos” intercalados.

A pequena indústria caseira do Alqueidão deve ter tido seus começos nos meados do século IXX. Em 1909, Tito Larcher dá a indústria como extinta. Nove anos antes ela ainda existia, mas em decadência pronunciada.

A mecanização do fabrico de terços e de rosários, e as saídas periódicas do pessoal em busca de trabalhos como a ceifa, as vindimas e a apanha da azeitona, colaboraram para a extinção desta pequena fonte de receitas para a Freguesia.

Fonte: Arquivo Distrital de Leiria
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O Algar das Sete Bocas

Fica situado na Cabeça do Sol. Antigamente quando os pastores andavam pela serra a guardar o gado, as crianças divertiam-se a brincar no algar das sete bocas. Entravam por um buraco, com os pés primeiro, e ficavam de pé do outro lado. Depois subiam pela parede de pedra onde estavam as outras 6 entradas. Podiam entrar por um lado e sair pelo outro.

Actualmente o caminho que dá acesso ao a este algar ficou coberto de altos carrascos não permitindo a passagem. O mesmo acontece com o algar do Alipio que fica também na Cabeça do Sol, do lado oposto ao algar das sete bocas.

Benvinda

Uma das entradas para o Algar das Sete Bocas

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