Pedro Matos

Pedro Manuel Amado Roque de Matos, filho de Francisco Amado de Matos e de Inês dos Anjos Roque de Matos, nasceu em Alqueidão da Serra (Porto de Mós) em 31 de Outubro de 1961.

Realizou os seus estudos secundários em França, até à entrada na Universidade de Coimbra, no ano de 1980.

Licenciou-se em Matemática (ramo Educacional), em 1985 com a classificação final de 16 valores e apresentando a Monografia “Elementos de Cálculo Tensorial”.

No ano lectivo 84/85 foi professor estagiário na Escola Secundária de Avelar Brotero em Coimbra.

No ano lectivo 85/86 foi professor do quadro com nomeação definitiva na Escola Secundária de Mira de Aire, requisitado na Escola Secundária de Porto de Mós.

Entre os anos lectivos 86/87 a 88/89, foi professor do quadro com nomeação definitiva na Escola Secundária de Porto de Mós, onde leccionou todos os níveis da disciplina de Matemática no Ensino Secundário (7º a 12º anos) e exerceu os cargos de Director de Turma e de Delegado de Grupo.

A convite do Professor Doutor Jorge António Sampaio Martins, no ano lectivo de 89/90 foi assistente convidado do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, leccionando as disciplinas de Álgebra Linear e Geometria Analítica, Geometria e Geometria Diferencial.

Nos dois anos lectivos seguintes (90/91 e 91/92), continuou como assistente convidado do Departamento de Matemática, leccionando as mesmas disciplinas do ano lectivo 89/90.

De Março de 1989 a Dezembro de 1990 frequentou o ramo Científico do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, tendo completado o 3º ano e obtido aprovação em duas disciplinas do 4º ano. Interrompeu este curso para frequentar o Mestrado em Matemática, ramo de especialização em Física-Matemática, no referido Departamento de Matemática.

A 20 de Abril de 1993 obteve o título de Mestre com a classificação final de Muito Bom, por unanimidade, apresentando a dissertação “Sobre a Iinterpolação com um Parâmetro Função em Grupos Abelianos Quasi-normados”, sob a orientação do Professor Doutor Jorge António Sampaio Martins.

No ano lectivo de 92/93 voltou a leccionar a disciplina de Matemática na Escola Secundária de Porto de Mós, até Fevereiro de 1994.
Em Março de 1994 passou a ser Professor Adjunto da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Leiria, leccionando nesse semestre as disciplinas de Análise Numérica e Matemática II.

A 6 de Julho de 1994 passou a ser conselheiro do Conselho Científico da ESTG e a 8 de Outubro de 1996 assumiu pela primeira vez a coordenação do Departamento de Matemática da ESTG.

No ano 2000 concluiu o seu Doutoramento em Matemática (área de Matemática Pura), também na Universidade de Coimbra, com a tese “Interpolação por meio de espaços intermédios gerais de operadores compactos, operadores estritamente singulares e outros ideais relacionados”, tendo como orientadores os Professores Doutores Fernando Coboz Díaz (Universidade Complutense de Madrid) e Jorge António Sampaio Martins (Universidade de Coimbra).

O seu domínio de especialização era a Análise Funcional e tinha particular interesse em investigar a Teoria de Functores de Interpolação Maximais e Minimais e suas Aplicações.

À data do seu falecimento, era Professor Coordenador de Nomeação Definitiva no quadro da ESTG e Presidente do seu Conselho Científico.

Além da actividade académica, era ainda Presidente da Assembleia de Freguesia de Alqueidão da Serra, concelho de Porto de Mós, de onde era natural.

Por outro lado, ao longo da sua vida, teve uma forte intervenção nas realidades locais de Alqueidão da Serra, ocupando durante vários anos os seguintes cargos:
• Director do Jornal Cruzeiro;
• Director da Rádio Cruzeiro;
• Director da Catequese Paroquial;
• Membro da Direcção do Centro Cultural e Recreativo;
• Membro do Conselho Fiscal da Casa do Povo.

Aos 43 anos de idade, faleceu na madrugada do dia 28 de Julho de 2005, em Coimbra, vítima de doença prolongada, e está sepultado no cemitério da freguesia de Alqueidão da Serra.

Pedro Manuel Amado Roque de Matos

Excelente professor e investigador de mérito, deixa na ESTG um exemplo de dedicação, seriedade e alegria, que “aliadas ao elevadíssimo padrão ético e à impecável noção de serviço público que marcavam todas as actividades a que se dedicava, erguem-no a referência inesquecível para esta Escola e exemplo a seguir por toda a comunidade académica”.

Prémio Doutor Pedro Matos

O Prémio Doutor Pedro Matos é uma merecida homenagem ao colega Pedro Manuel Amado Roque de Matos, excelente professor e investigador de mérito da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria.

O Prémio Doutor Pedro Matos é destinado a alunos do Ensino Secundário e tem como objectivo fomentar a criatividade e o interesse pela Matemática e suas aplicações, bem como despontar novos jovens talentos.

Podem candidatar-se ao Prémio estudantes do ensino secundário, individualmente ou em grupo com o máximo de 3 estudantes. Do grupo pode ainda fazer parte um professor do ensino secundário, ao qual caberá o papel de orientador.

http://www.premiopedromatos.ipleiria.pt/

http://www.forum.pt/estudantes/concursos/5251-secundaria-de-ourem-

Homenagem da Junta de Freguesia de Alqueidão da Serra

 No dia 3 de Outubro de 2009 foi descerrada a placa que identifica a estrada que dá acesso à nova sede da Junta de Freguesia com o nome de Rua Dr. Pedro Matos.

Na cerimónia, estiveram presentes o Sr. Presidente da Junta de Freguesia Fernando Sarmento, o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós João Salgueiro, o Sr. Padre José Frazão, entre várias outras pessoas da freguesia.

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José da Silva Catarino

José da Silva Catarino nasceu em 5/10/1931 em Alqueidão da Serra. Foi o primeiro filho de José Augusto Vieira Catarino (que nasceu a 5 de Outubro de 1910), e de Maria da Conceição da Silva Carvalho (nascida em 30 de Dezembro de 1907).

José da Silva Catarino de alcunha “O Marinha” frequentou a escola primária em Alqueidão da Serra, onde completou a 4ª classe.

marinha

Com cerca de 14 anos de idade, e devido ao falecimento de seu pai, o Marinha teve que ir trabalhar para garantir o sustento dos seus irmãos.

Trabalhou na agricultura no Alentejo e posteriormente nas mondas do arroz e na construção civil, em Lisboa. Depois destas experiências foi trabalhar para Minde.

Tinha cerca de 20 anos quando foi para Minde onde começou por dar serventia a pedreiros, e depois foi trabalhar para uma vivenda como jardineiro.

Casou na Igreja Paroquial de Alqueidão da Serra em 21 de Outubro de 1956 com Maria Trindade de Jesus Frazão, e depois continuou a trabalhar em Minde na sua actividade de jardineiro, até ao nascimento do seu primeiro filho, Vitor Frazão Silva.

No final do Verão de 1958 o casal regressa ao Alqueidão da Serra. Nessa altura o Marinha recebeu um convite para ir para os Correios, começando então a trabalhar como carteiro, cargo que desempenhou durante 36 anos.

José da Silva Catarino iniciou a sua carreira politica na Junta de Freguesia de Alqueidão da Serra, como tesoureiro, entre 1964 e 1968, sendo nesta altura o presidente António da Silva Correia. Nos quatro anos seguintes, de 1968 a 1972 continuou a desempenhar as funções de tesoureiro.

Depois do 25 de Abril de 1974, continuou na Junta de Freguesia, desempenhando as funções de Presidente, cargo que desempenhou durante vários mandatos. Em 1990 cedeu o lugar a Félix Reis, e nas eleições de 12 de Dezembro de 1993 regressou de novo à presidência.

Das obras realizadas, enquanto presidente da Junta de Freguesia, destacam-se:

  • A criação da Pré-Primária em Alqueidão da Serra e nos Bouceiros;
  • O Alcatroamento da estrada que liga o Alqueidão às Covas Altas;
  • Recuperação do edifício da Escola Velha, onde estava sediado o CCR de Alqueidão da Serra, e que seria posteriormente a sede da Casa do Povo, Posto Médico e Junta de Freguesia;
  • Construção do Jardim Infantil em Alqueidão da Serra e nos Bouceiros;
  • Alargamento e reforço da rede eléctrica, e iluminação em vários locais da Freguesia
  • Construção da Casa-Velório
  • Construção do parque de merendas, e do edifício junto à Estrada Romana
  • Monumento ao Jurássico;
  • Construção da ponte em ferro que dá acesso à Lapa;
  • Entupimento da Barreira e construção do Jardim em homenagem ao Major;
  • Construção do Jardim com o monumento ao emigrante (o Jardim das Oliveiras);
  • Construção do Centro de convívio da 3ª idade;  Etc.

Em 28 de Setembro de 2001 José da Silva Catarino anunciou à Assembleia Municipal a sua decisão de abandonar todos os cargos políticos que exercia, e escreveu também ao Padre Américo Ferreira que não tardou em enviar-lhe uma resposta.

  Teor da carta que o Padre Américo Ferreira enviou a José da Silva Catarino

“Exmo Senhor

  José da Silva Catarino

  Alqueidão da Serra

        Acabo de receber a sua carta com data de l5  de Outubro de 2001, que, penhorado,  agradeço.

       Informa-me, na mesma carta, que as suas funções de Presidente da Junta de Freguesia terminaram. E o motivo que alega – o estado de saúde da Trindade – preocupou-me, sobremaneira. Que Deus a conforte e lhe conceda as melhoras que deseja. Eu rezarei por ela.

       Ao terminar  a sua nobre e notável obra de bem servir recordo, com enlevo, os tempos distantes dos inícios da década dos anos sessenta, em que alegre e ardorosamente, como Secretário da Junta, já pugnava pelo progresso da freguesia, tão carenciada de meios económicos e  estruturas de serviço público.

     Com mais de três dezenas de anos ao serviço do difícil como honroso poder  autárquico, o senhor José deve sentir- se orgulhoso pela obra que ajudou a concretizar, nos domínios do progresso económico, cultural,  social e desportivo da freguesia.

     Querer enumerar todos os actos que enobrecem a história do Alqueidão, no decurso  do seu serviço de autarca competente e lutador, seria  minimizar os méritos alcançados por tantas bemerências  prodigalizadas a todos os seus conterrâneos .

    Há dias resolvi visitar o Alqueidão de hoje e peregrinei, sentimentalmente, até Janeiro de 1958. Tomei a estrada do Celeiro de maquedame esburacado e encontrei a primeira casa da aldeia, a do Adelino Crenco; enchi o peito de fresca brisa no irregular e pequenino campo de futebol da Chã; contornei a velha escola e cantina muito pobre: inflecti pela curva da fonte, onde  encontrei  muita gente a lavar roupa,  no lavadouro, e muitos burros com cântaros aos pares  a equilbrar  cangalhos.

      Entre  o pó levantado dos buracos que “alcatifavam” a estrada encolhi-me na curva da Valicova  e desci a Porto de Mós. Que pobreza!

      Regressei.  Depois, a pé, atravessei a Carreirrancha e subi até á  casa da mulher que, todos os dias, ia  à vila, buscar e levar o correio (não me recordo do nome dela); meti-me pelas congostas dos carreiros ínvios do Vale de Ourém e, num dia 8 de Setembro quando ia aos Bouceiros festejar Nossa Senhora da Saúde,  contei 112 burros, carregados de milho,  de regresso a casa dos seus donos, sem que antes tivessem experimentado o vexame dumas vozes mansas e o  carinho duns golpes de bonomia.

      A seguir, subi até  ao Valongo soalheiro e parei no Casal Duro vaidoso. Eram tempos pobres  de gente humilde,  mas alegre,  bairrista e amante da sadia convivência.

      E  nas sinuosidades do encéfalo, rebusquei as tardes divertidas dos domingos, com muita gente na igreja  na devoção  vespertina; muitos pares de namorados, amparando os muros toscos e desalinhados da aldeia; as reuniões da LAC e da Conferência de São Vicente de Paulo, esta com honras de acta, redigida pelo Senhor Carlos.

      Volvidos quarenta e cinco anos, retomei a estrada do Celeiro que me transportou  a uma terra arejada, que continua a receber com fidalguia, mas desta vez, na sua sala de visitas, em ambiente de monumento ao emigrante. Parabéns.

        Saudoso,  subi ao velho campo de jogos da Chã  e envaideci-me com um harmonioso, moderno e  amplo  parque desportivo.

      Detive-me a observar o remodelado edifício da sede da Junta de Freguesia e do Cento de Saúde. E estive com os idosos,  no seu Lar, pedaço harmonioso e benquisto da alma do velho burgo.

        Desci à escola com a sua cantina nova e admirei o monumento  ao Fiscal Louenço da Costa. Sentei-me no relvado ajardinado  do Largo João Major e prestei  homenagem aos homens “pequenos” que fizeram grande o Alqueidão.

          Subi a estrada que leva aos Bouceiros e ao ler  os topónimos  da terra, fiquei  triste porque a placa toponímica  que mereceria o nome dum pároco, seria a do Pe Henrique Fernandes, o grande cabouqueiro e dinamizador da alma cristã do Alqueidão.

          Esgotada  a escalada dos Bouceiros não encontrei  nenhum burro.

      Avancei até ao Casal Duro. Desci as Covas Altas e,  no Covão da Oles, ri-me com o Trinta Quilos. Parei nos Casais dos Vales, recordei o seu rocio, a senhora Mariazinha, o tipo do camponês: o Domingos e o seu irmão e chorei a sua escola, ontem buliçosa, ora deserta. Inflecti para zonas vizinhas da ponte da Valicova.  

       Que contraste gritante entre a de ontem e a de hoje!

      Por onde passei, descobri progresso, abonado por casas dignas e arejadas , afirmando bem estar, poder económico, bairrisnmo sadio. Em tudo, bocados de alma do José Catarino, o incansável obreiro e impulsiondor do muito o que constitui o Alqueidão renovado de 2001.

    Se o homem se sente feliz quando se reconhece como útil, o  senhor José, ao terminar as suas funções autárquicas deve senti-se ufano por ter propiciado aos seus conterrâneos  esta rica sementeira de de bem e de progresso.

      Parabéns  e o obrigado pela obra realizada, fruto do espírito empreendedor e amor desvelado ao seu povo.

      Deus lhe pague. Todo o bem que fazemos Deus o faz connosco.   

      Deixa o cargo, mas a obra realizada ficará a falar por si, tempos fora.

      Volvidos tantos anos e ao sentir a  sua acção,  dói-me a alma por tão pouco ter dado a esta terra que tanto me deu a mim e com quem tão pouco partilhei.

 Obrigado pelo nobre exemplo de bem servir que nos legou.  E continue a dar algo de si à sua família e à sua terra. Sinta-se  util!

Leiria, 31 de Outubro de 2001

( Pe Américo Ferreira)”

José da Silva Catarino faleceu no dia 7 de maio de 2007, num incêndio ocorrido num dos seus terrenos na serra, quando procedia a uma queimada.

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Coral Calçada Romana

Calçada Romana -Via de Cultura – Coros XIX

Sons entre Mar e Serra

Julho 20, 2014 no Salão da Casa do Povo

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Maestro Noé Gonçalves

Nascido no ano de 1979 iniciou os seus estudos musicais aos dez anos na classe de piano do professor Alexandre Rodrigues. Após a conclusão do Ensino Secundário ingressa na licenciatura em Educação Musical no Instituto Politécnico de Coimbra e, concomitantemente, inicia os estudos de contrabaixo no Conservatório da mesma cidade.

Após a conclusão da licenciatura, em 2001, inicia a carreira no ensino, assim como os estudos na área do Jazz na escola de Jazz do Hot Club de Portugal na classe de contrabaixo.

Inicia a sua formação em direcção coral com o maestro José Robert, trabalhando ainda com Luis Bragança-Gil, Roberto Perez, Jean Sebastian Bereau e Edgar Saramago.

Em 2010, simultaneamente com a actividade como professor das Classes de Conjunto do Conservatório de Música de Ourém e Fátima, concluiu a licenciatura em Formação Musical na Escola de Artes Aplicadas de Castelo Branco.

Actualmente, coordena as Classes de Conjunto do Conservatório de Música de Ourém e Fátima, integra a Orquestra de Jazz de Leiria, assume a direcção artística do Coro Fátima Chorus e dirige o Coral Calçada Romana de Alqueidão da Serra.

O Grupo Coral Calçada Romana começou os seus ensaios em Novembro de 1993, e era nessa altura composto por cerca de 30 elementos.

A apresentação do coral ocorreu no dia 6 de Março de 1994, no encontro de coros “Calçada Romana – Via de Cultura II” na Casa do Povo de Alqueidão da Serra.

1coral

O Coral tem efectuado inúmeros concertos por toda a região Centro, sendo de destacar locais como o Castelo de Leiria, O Centro Pastoral Paulo VI, o Teatro José Lúcio da Silva, o Mosteiro da Batalha, etc.

Deslocou-se por várias vezes ao  estrangeiro, tendo actuado em França e Espanha, orgulhando-se de ter pisado importantes palcos como a Catedral de Sainte-Marie (Oloron de Sainte-Marie), a Catedral de Santiago de Compostela (em 1999 e 2005), a basílica de Covadonga (2002), a Igreja de San Juan El Real (Calatayud), a Igreja de Santa Mónica (Saragoça), a basílica de Guadalupe (Património da Humanidade, em Espanha), o Centro Asturiano de Oviedo (em 2007), a Catedral de Cáceres (2008) e o Santuário de Lurdes (2009).

Actualmente constituído como associação cultural, o Coral Calçada Romana conta com cerca de 26 elementos e foi dirigido desde a sua fundação até ao ano de 2011, pelo Maestro Joaquim Vicente Narciso.

Maestro Joaquim Vicente Narciso
Foi aluno do Instituto Gregoriano de Lisboa onde trabalhou com D. Júlia d’Almendra. No mesmo Instituto cursou Órgão com Sibertin-Blanc. Frequentou na Gulbenkian um curso de Iniciação Musical e Pedagogia Infantil dado por Edgar Willems; igualmente na Gulbenkian frequentou Direcção Coral com o Professor Pierre Kelin. Em cursos de Música Antiga trabalhou com Santiago Kastner e Simões da Hora. Trabalhou com Arsène Bedois em curso de aperfeiçoamento e técnica de Órgão, nas Semanas Gregorianas, em Fátima.
Tem frequentado diversos cursos nacionais e internacionais relacionados com a Música, direcção musical e Órgão; Dirigiu o Coral da Sé de Leiria durante 8 anos. Foi Mestre de Coro e Organista no Santuário de Fátima. Dirigiu o Coral da Filarmónica das Cortes, tendo realizado e dirigido o 1º e 2º Encontros Nacionais de Coros de Semana Santa, realizados na Sé de Leiria, organizados pelo mesmo Coral.
Promoveu e dirigiu o 1º Encontro de Coros do Distrito de Leiria, organizado pelo Coral do BNU – Leiria. É professor de Órgão em escolas de música. Foi recentemente agraciado com a Medalha de Mérito Cultural “Austregésilo de Athayde” pela Academia de Letras e Artes de Paranapuã – ALAP- Brasil.
Em 1993 foi galardoado pelo Município de Leiria pela dedicação e entusiasmo ao estudo e divulgação da música.
Realizou o “Magnificat” de Pergolesi com a Orquestra de Fornos (Santa Maria da Feira) e com os Corais que dirigia aquando dos 125 anos da Filarmónica dos Pousos.
Pesquisou, recolheu, realizou e dirigiu, em estreia absoluta, o “TE DEUM” (composto em 1870) de Inácio Aires de Azevedo, compositor leiriense, obra que se julgava perdida. Realização levada a efeito com a colaboração da Orquestra Juvenil de Fornos – Santa Maria da Feira e o Coral “QUODLIBET”- agrupamento de cinco corais criado para a realização de obras Corais Sinfónicas.
Foi o organizador e responsável gráfico pelo “Cancioneiro de Entre Mar e Serra da Alta Estremadura”, de José Ribeiro de Sousa – o maior cancioneiro até agora publicado em Portugal. Dirige o Coral Cantábilis, da Caixa Geral de Depósitos de Leiria. Dirigiu o Coral Calçada Romana, de Alqueidão da Serra, desde a sua fundação até Outubro de 2011, ao longo de 18 anos.

Coral Calçada Romana – 2010

Das actividades da Associação Coral Calçada Romana podem-se destacar:

  • Cantou  em directo para a TVI;
  • Participou no programa “Multipistas” da RDP Antena 1;
  • Gravou juntamente com os restantes corais do Concelho de Porto de Mós, o CD “Portus Molarum”,em 1998;
  • Teve várias actuações no concelho de Porto de Mós ao abrigo dos protocolos celebrados anualmente com a Câmara Municipal.
  • Colabora também regularmente com a delegação de Leiria do INATEL, tendo sido galardoado por esta instituição, em Dezembro de 1999, com a Medalha de Mérito Cultural.
  • Foi-lhe igualmente atribuída pela Câmara Municipal de Porto de Mós, a Medalha de Mérito Cultural do município, na passagem dos 10 anos de actividade coral.
  • Organiza anualmente o ciclo de música coral “Calçada Romana – Via de Cultura – Coros (Sons entre Mar e Serra), na sua 15ª edição, que tem contado com a parceria do INATEL-Leiria e com o alto patrocínio da Delegação de Regional da Cultura do Centro.
  • Organiza igualmente o Concerto de Natal de Alqueidão da Serra (que já vai na sua 14ªedição), bem como intercâmbio com outros coros nacionais e estrangeiros.
  • Promove, com o apoio da Câmara Municipal de Porto de Mós, o Prémio de Harmonização Coral José Ribeiro de Sousa, que se destina a incentivar o aparecimento de harmonizações para coros de peças do “Cancioneiro de Entre Mar e Serra da Alta Estremadura”.
  • Organiza a Festa Popular da Musica que vai na  2ª Edição, e que conta com a participação de todas as pessoas do Alqueidão que sabem tocar algum instrumento ou que têm  qualquer actividade ligada à musica.

Festa Popular da Musica 2010

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Alqueydam



http://www.alqueydam.com/

ALQUEYDAM é uma associação de direito privado, sem fins lucrativos que teve inicio em Setembro de 2009, e tem por finalidade :

  • Promover a execução e divulgação, com recurso às novas tecnologias de informação, de conteúdos sobre presente e passado histórico da freguesia;
  • Criar e dinamizar a biblioteca Digital Alfredo de Matos;
  • Promover e comercializar os produtos locais tradicionais;
  • Promover e apoiar a investigação e realização de estudos nos domínios temáticos que se enquadrem na actividade genérica da Associação;
  • Editar estudos, monografias e outras obras literárias, assim como materiais de divulgação cultural;
  • Organizar e promover iniciativas culturais em áreas que se inscrevam nos fins propostos pela Associação;
  • Estimular o conhecimento, junto da população, dos valores patrimoniais e culturais da freguesia de Alqueidão da Serra e incentivar a sua participação na defesa e divulgação de tais valores;
  • Promover e organizar sessões e cursos de formação nos âmbitos da História e do Património Cultural;
  • Prestar consultoria e serviços a entidades publicas e privadas na áreas de intervenção da Associação;
  • Celebrar protocolos e acordos de cooperação com instituições nacionais, assim como candidatar e/ou executar, nesse âmbito, projectos de investigação nas áreas da cultura, ciência e tecnologia;
  • Apoiar e dinamizar o intercâmbio cultural e troca de experiências com associações congéneres.

Podem ser admitidas como sócios desta Associação quaisquer pessoas individuais ou colectivas, que pretendam contribuir, na medida das suas possibilidades, para a persecução dos fins da Associação.

São seis as categorias dos sócios:

  • Fundadores: pessoas singulares que participaram na constituição da Associação, inscritas como sócios à data da primeira reunião da Assembleia Geral, e que mantenham ininterrupta a sua filiação;
  • Efectivos: pessoas singulares que após três anos de filiação, como sócios Aderentes, e de contribuição para os fins da Associação, tenham apresentado candidatura e sido admitidas pela Assembleia Geral;
  • Aderentes: pessoas singulares que proponham contribuir para os fins da Associação, tenham apresentado candidatura e sido admitidas pela direcção;
  • Correspondentes: pessoas singulares que residentes nas regiões Autónomas dos Açores e da Madeira ou no estrangeiro, se proponham contribuir para os fins da Associação:
  • Beneméritos: pessoas singulares ou colectivas que apoiem materialmente a Associação, mas que não intervêm na actividade da mesma;
  • Honorários: pessoas singulares ou colectivas que tenham prestado serviços relevantes à Associação Cultural Alqueidanense, ou que se tenham distinguido na defesa do património cultural e ambiental e tenham merecido a distinção, por voto maioritário da Assembleia Geral.

Plano de Actividades para o Ano de 2011

  • Lançamento e venda do livro “Legado Alqueidanense”
  • Manutenção da página da internet e dinamização da Loja Online
  • Preparação de colecção de livros infantis com a edição do 1º volume no Natal de 2011
  • Agregar e divulgar a obra literária dispersa de Alfredo de Matos
  • Investigação: “O Alqueidão na Guerra Colunial”
  • Organização do evento “Domingo das Cozinhas” no Domingo gordo
  • Trabalhar um roteiro cultural baseado no “Legado”
  • Estabelecer protocolo de cooperação com o Coral Calçada Romana

DG2010

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A Casa do Povo

recorte

A Casa do Povo de Alqueidão da Serra foi fundada em 1983, com estatuto de Instituição de Utilidade Pública.

Em 3 de Fevereiro de 1983 tomaram posse como membros da Comissão Organizadora da casa do Povo, nomeada por despacho de 21 de Janeiro de 1983 do Sr.Secretário de Estado da Segurança Social, os senhores:

  • José da Silva Catarino (Presidente)
  • Alfredo Amado Roque (Vice-Presidente)
  • Daniel de São José Correia ( Secretário)
  • Carlos Alberto Rosa Vieira (Tesoureiro)
  • João Manuel de Matos Amado Gabriel (Vogal)
  • Fernando da Silva Matos (Vogal)

A ideia era transformar a delegação da Casa do Povo de Porto de Mós, aqui existente, sem instalações próprias e sem grande actividade à época (1981), em Casa do Povo de Alqueidão da Serra.

Para isso se contou com a participação de toda a população que se juntou, realizando Cortejos de Ofertas que tiveram lugar em 1982 e em 1984, e em que o proveito das vendas das ofertas reverteu para as obras de construção da Casa do Povo.

  • Custo Global do Edificio: 20.330.000$00
  • Área Total: 856,56 metros quadrados (O 1ºPiso com 282,03 e o 2ºPiso com 574,53).

Distribuição dos Custos:

  • Casa do Povo: 14.388.548$50
  • Junta de Freguesia: 3.075.988$00
  • Serviços Médico-Sociais: 2.865.463$5o

Estimativa dos Custos de Equipamento para a Casa do Povo

  • Mobília: 3.500.000$00
  • Aparelhagem Sonora: 400.000$00
  • Iluminação do Palco: 650.000$00
  • Painéis Artísticos: 750.000$00
  • Tecto Falso: 700.000$00

A construção foi orientada e projectada por técnicos do Gabinete de Apoio Técnico (G.A.T.) de Leiria.

Até à data da inauguração, subsidiaram esta obra:

  • Junta Central das Casas do Povo: 4.500.000$oo
  • Ministério da Administração Interna: 1.500.000$00
  • Câmara Municipal de Porto de Mós: 1.250.000$00

As restantes despesas de construção foram pagas pelo povo.

Os Serviços Médico-Sociais passaram a funcionar neste novo edifício, no entanto não existiu qualquer subsídio por parte do Centro Regional de Saúde de Leiria.

O edifício-sede da Casa do Povo de Alqueidão da Serra foi inaugurado em 30 de Setembro de 1984. Na cerimónia de inauguração estiveram presentes, além do presidente da Câmara de Porto de Mós e do Presidente da Junta de freguesia de Alqueidão da Serra, o Vice- Ministro Prof.Dr. Mota Pinto, a Secretária de Estado da Segurança Social Leonor Beleza, o Secretário de Estado das Obras Publicas Eugénio Nobre.

No novo edifício, sede da Casa do Povo, para além de vários espaços para o desenvolvimento de actividades sociais e culturais da Instituição (salas de diferentes dimensões, balneários, bar, salão, etc), foi criado também espaço para o funcionamento da Junta de Freguesia, e um espaço para funcionamento do Posto Médico, que até esta data funcionava na garagem de uma casa particular.

Das actividades da Casa do Povo, o Centro de Convívio foi o primeiro passo. O Centro Regional de Segurança Social propôs-se a criar o Centro de Convívio para os mais idosos, desde que se conseguissem instalações.

A Igreja Paroquial colaborou, cedendo por empréstimo uma casa com dois pisos e amplas salas (a casa de trabalho – actual Casa de São José). Os custos de preparação do espaço foram pagos pela Casa do Povo, pela Junta de Freguesia tendo a Segurança Social colaborado com 150.000$00.

A Casa do Povo ficou a administrar este espaço que tinha a capacidade para 30 idosos que ali podiam passar as suas tardes lendo, trabalhando, distraindo-se.

Seguiu-se a construção do edifício do Centro de Dia da Terceira Idade e os protocolos com o Centro Regional de Segurança Social de Leiria para a criação do Serviço de Apoio Domiciliário e do ATL.

As instalações da Casa do Povo, bem como as suas viaturas têm estado ao serviço da população e de quem vem de fora, por exempo no apoio aos peregrinos, aos escuteiros, etc.

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