Imaculada Conceição

Celebra-se no dia 8 de Dezembro a vida e virtude da Virgem Maria mãe de Jesus, concebida sem pecado original. Este dogma de fé foi definido como festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV.

Em Portugal o dia 8 de Dezembro é feriado nacional.

Em 25 de Março de 1646 numa cerimónia solene em Vila Viçosa, D.João IV agradeceu pela restauração da independência de Portugal em relação a Espanha, e declarou Nossa Senhora da Conceição como a padroeira e rainha de Portugal, e de todos os domínios portugueses, dando-Lhe honras de soberana e oferecendo-lhe a coroa real.

Depois desse dia mais nenhum rei português usou coroa na cabeça porque esse privilégio estava disponível apenas para a Imaculada Conceição.

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No Alqueidão, a missa do dia 8 de Dezembro é solenizada, dando grande destaque à imagem de Nossa Senhora da Conceição que é colocada junto ao altar. Esta data é geralmente escolhida para a celebração de casamentos ou batizados.

Este ano de 2013 pudemos contar com a presença do padre José Frazão Correia, e durante a celebração foi batizada uma menina.

Cânticos tradicionais

 Nossa Senhora mãe de Jesus

Nossa Senhora, Mãe de Jesus,
Dá-nos a graça da Tua luz,
Virgem Maria, divina Flor,
Dá-nos a esmola do Teu amor!
 
Miraculosa, Rainha dos Céus,
Sob o Teu manto, tecido de luz,
Faz com que a guerra se acabe na terra,
E haja entre os homens a paz de Jesus!
 
Se em Teu regaço, bendita Mãe,
Toda amargura remédio tem:
As nossas almas pedem que vás,
Junto da guerra, fazer a paz!
 
Pelas crianças, flor’s em botão,
Pelos velhinhos, sem lar, nem pão,
Pelos soldados que à guerra vão,
Senhora, escuta a nossa oração!
 
Virgem sob’rana e Mãe de Deus,
Ouvi as preces dos filhos Teus,
E lá do Céu vem nos valer,
A paz de Deus vem nos trazer!
 
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8 de Dezembro

1936

Tinha sido fundada recentemente em Porto de Mós a Juventude da Acção Católica e para formalizar esta nova instituição iria fazer-se um grande encontro de jovens.

Era dia de Nossa Senhora da Conceição, os jovens do Alqueidão e das outras localidades do concelho de Porto de Mós, com seus pais e catequistas, dirigiram-se para o local escolhido para o efeito, a escola de Porto de Mós (onde está atualmente o quartel dos bombeiros).

De entre as crianças que seguiam para a escola destacavam-se as crianças da Cruzada Eucarística, com seus fatinhos brancos com uma cruz vermelha sobre o peito.

Uniforme da Cruzada Eucarística
Meninas da Cruzada Eucarística

O edifício da escola ficou coberto de gente. As salas do rés do chão e do 1º andar estavam cheias e ainda havia pessoas muitas pessoas no átrio e nos corredores e até sentadas nas janelas.

Na sala do 1º andar estavam as meninas e os meninos da Cruzada Eucarística rodeados por muitas pessoas que se comprimiam umas contra os outros por falta de espaço, quando o chão cedeu, caindo sobre os que estavam no rés do chão.

O Dr. Galamba anuncia que vai eleger-se o presidente da Juventude da Acção Católica, começa algumas explicações prévias e ouve-se um estalo de madeira a rasgar, soa um estrondo medonho, em uníssono com um pavoroso grito humano; o pavimento abre-se ao meio, longitudinalmente, onde estão as crianças; bate no pavimento do rés-do-chão; este abre-se, também, dando mais cerca de três metros àquele fatídico funil.”

(Texto de João Matias na primeira evocação do desastre da escola)

Meninos da Cruzada Eucarística

Morreram 36 crianças e 8 adultos, num total de 44 vítimas, entre centenas de feridos. Foi uma tragédia horrível que o tempo nunca vai conseguir apagar.

Todas as freguesias do concelho de Porto de Mós ficaram de luto. Muitas mães perderam os seus filhos.

Da nossa freguesia morreu o Jesus. Era um dos filhos de Manuel Laranjeiro, que tinha a alcunha de Plante e Maria de Jesus, a quem chamavam Perquita. Tinha 18 anos.

A Voz do Domingo

Como forma de homenagear as vítimas, os familiares e os sobreviventes deste acidente, a Câmara de Porto de Mós editou o livro  “Voz às Memórias”, uma obra que apresenta uma série de depoimentos dados na primeira pessoa, por quem viu e sobreviveu ao desastre.

Foi também colocada no local do acidente uma placa onde constam os nomes e as localidades dos que aqui perderam a vida.

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Árvore de Natal

 A primeira árvore de Natal foi decorada em Riga, na Letónia, em 1510.

Nas vésperas do solstício de inverno os povos pagãos da região dos países bálticos (Lituania, Letónia e Estónia) cortavam pinheiros que depois levavam para as suas casas onde os enfeitavam de forma muito parecida ao que hoje fazemos com as árvores de Natal.

No início do século XVIII, o monge beneditino São Bonifácio tentou acabar com essa crença pagã que havia na Turíngia (Alemanha), para onde tinha ido como missionário, e com um machado cortou um pinheiro sagrado que os habitantes locais adoravam no alto de um monte.

Como não teve nenhum sucesso na sua tentativa de erradicação da crença decidiu dar-lhe um sentido cristão e associou o formato triangular do pinheiro à Santíssima Trindade e suas folhas resistentes à eternidade de Jesus.

Durante o século XIX esta prática foi levada para outros países europeus e para os Estados Unidos, tendo chegado à América Latina  no século XX.

Atualmente esta tradição é comum a católicos, protestantes e ortodoxos.

Embora cada um decore a sua árvore de natal da forma que mais gosta, os tradicionais enfeites das árvores de Natal são:

  • Estrela: geralmente colocada no cimo da árvore simboliza a fé que deve guiar as nossas vidas.
  • Bolas: Originalmente eram maçãs e representavam as tentações. Hoje, as bolas simbolizam os dons de Deus aos homens.
  • Fitas: Tradicionalmente laços, representam a união das famílias.
  • Luzes: Representam a luz de Cristo.

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Presépio

No Natal têm surgido ao longo do tempo vários símbolos de importação estrangeira:

  • O Pai Natal é de origem nórdica.
  • A Árvore de Natal é de origem germânica.
  • Presentes, muitos presentes que ainda fazem lembrar as ofertas entregues pelos Reis Magos aquando do nascimento de Jesus.

Verdadeiramente tradicional em Portugal é o Presépio.

O primeiro presépio foi construído por São Francisco  em 1223, quando representou o nascimento de Jesus com figurinhas de barro feitas por ele próprio.

A partir dessa altura o presépio passou a ser feito nos conventos e casas nobres, com representações muito luxuosas, algumas consideradas autênticas obras de arte. Com o tempo o presépio foi-se adaptando às posses de cada família, e foi-se tornando cada vez mais simples e mais popular. Foram-se acrescentando mais figurinhas tais como o burro, a vaca, os reis magos, pastores, ovelhas, anjos, etc.

Antigamente no Alqueidão, o presépio da Igreja Paroquial era feito na Capela de São Francisco que ficava ao lado esquerdo, onde hoje está a porta que dá para a sacristia.

Era feito com musgo e ocupava a capela toda. Representava a cidade e o monte onde estava a gruta onde nasceu o menino. As figuras eram de barro e além das imagens principais (Nossa Senhora, São José, o menino, Reis Magos, o burro e a vaca), tinha também casas, igrejas, moínhos, lagos, ovelhas, pastores, figurinhas que representavam trabalhadores do campo, etc.

Outros anos houve em que este presépio era montado na Capela onde estava a Pia Batismal, que ficava ao fundo da Igreja onde actualmente está a escada para o coro. Também ocupava a capela toda mas além do musgo também eram utilizados outros materiais, como por exemplo, papel, palha, cartão, etc.

Actualmente o presépio da Igreja é construído ao cimo dos degraus de acesso ao altar mor, e é composto unicamente pela gruta e pelas imagens principais.

Para além de se fazer o presépio dentro da igreja, durante alguns anos foi montado no adro um presépio feito por dois nossos conterrâneos, que por falta de zelo e cuidado na sua arrumação, ficou destruído em poucos anos.

NATAL

 

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Advento

É tempo de preparação para o Natal. Tem uma duração de quatro semanas.

Nestas quatro semanas vamos nos preparando para a vinda de Jesus que celebramos a 25 de Dezembro.

Coroa de Advento

Coroa de Advento

Semana de 1 a 7 de Dezembro

Acenderemos a 1ª vela da Coroa do Advento

Durante esta primeira semana as leituras bíblicas convidam à vigilância na espera da vinda do Senhor: “Velem e estejam preparados, pois não sabeis o dia nem a hora”. 

Semana de 8 a 14 de Dezembro

Acenderemos a 2ª vela da Coroa do Advento.

Durante a segunda semana, a liturgia convida-nos à conversão e a refletir na mensagem do profeta João Batista: “Preparem o caminho, Jesus vai chegar”.

Semana de 15 a 21 de Dezembro

Acenderemos a 3ª vela da Coroa do Advento

O evangelho fala-nos sobre a visita da Virgem à sua prima Isabel e relembra o testemunho da mãe de Jesus que vivia servindo e ajudando ao próximo.

De 22 a 25 de Dezembro

Acenderemos a 4ª vela da Coroa do Advento

As leituras bíblicas focam-se na disposição da Virgem Maria diante do anúncio do nascimento do menino. Como já está tão próximo o Natal iremos nos reconciliar com Deus e com nossos irmãos.

Agora resta-nos esperar a grande festa, a festa da família, com o firme propósito de acolher Jesus nos nossos corações.

Presépio feito por Clotilde Gabriel

Esculturas feitas à mão por Clotilde Gabriel

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