Parque de Lazer da Lapa

O Parque de Lazer da Lapa é uma obra da Junta de Freguesia de Alqueidão da Serra, numa altura em que era presidente o Sr. José da Silva Catarino.

É o resultado da recuperação do espaço onde se encontrava uma lapa, da qual, há milhares de anos, jorrava água abundante nos meses de Inverno.

A obra ficou concluída em Abril do ano 2000, e teve o apoio do Programa Leader II.

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Padre Manuel Ferreira

O Padre Manuel Ferreira foi pároco de Alqueidão da Serra de 1950 a 1958.

Padre Manuel Ferreira (ao centro, sorridente) com outros padres, na escadaria da Residência Paroquial no Alquiedão

Padre Manuel Ferreira (ao centro, sorridente) com outros padres, na escadaria da Residência Paroquial no Alquiedão

Era muito activo, e muito dedicado aos migrantes que o Alqueidão tinha espalhados por todos os cantos de Portugal, mais especialmente Lisboa e arredores.

Criou o Dispensário materno-infantil, o que veio diminuir em muito a mortalidade infantil no Alqueidão, e que funcionava numa casa que fazia parte da escola primária, onde é hoje o Posto Médico.

Dispensário

Foi o Padre Manuel Ferreira que fundou a casa de trabalhos para as raparigas, que funcionou onde hoje é a Casa de S. José, edifício que foi cedido à Paróquia pelo Sr. Adolfo Vieira da Rosa.

Criou uma biblioteca para a juventude, mandou fazer a chave de prata para a porta do nosso sacrário, e também foi ele quem plantou as duas tílias do adro, entre outras.

Aqui trouxe também as primeiras sessões de cinema, e algumas ao ar livre, nas noites de Verão. Existia no largo da escola velha uma parede branca que era da ti Joana Batista. Era nesta parede que ele projetava os filmes, com a máquina de filmar ligada à bateria do carro. Não havia transito. O único carro que existia era o do padre Manuel Ferreira.

Acolheu uma menina húngara refugiada da II Guerra Mundial e responsabilizou-se pela sua educação.

O Padre Manuel Ferreira conheceu bem de perto as dificuldades das pessoas que aqui viviam. Quando chegou ao Alqueidão, na década de 50, a população vivia numa extrema pobreza.

Crianças(década de 50)

Crianças do Alqueidão, na década de 50

Em homenagem ao Padre Manuel Ferreira foi construído um jardim, que fica situado perto da estrada romana.

Laargo Padre Manuel Ferreira

Padre Manuel Ferreira
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Salva

Salva

A salva é uma das plantas mais utilizadas desde há muitos séculos pelas suas propriedades medicinais.

Os romanos consideravam-na uma planta sagrada e na Idade Média pensava-se que a salva podia alongar a vida do ser humano. 

A floração da Salva ocorre no final da Primavera ou Verão. As flores são muito procuradas pelas abelhas. Toda a planta exala um agradável odor. Pela sua aparência vistosa e a Salva também é utilizada como ornamental.

Partes utilizadas: Folhas, flores e sementes.

Conservação: As folhas de salva devem ser secas à sombra em local ventilado, e podem ser armazenadas em potes de vidro bem fechados.

Propriedades: Anti-sudorífica, anti-inflamatória, desinfectante e anti-depressiva.

Indicações: Inflamação de garganta, sinusite, tónico e estimulante da digestão, infecções da boca, aftas, tosses, bronquites. Ajuda a fazer a digestão e é anti-séptica, fungicida e ajuda a combater a diarreia.

O chá é bom para as gengivas inflamadas, além de aliviar diabetes e sintomas de menopausa. Diminui suor excessivo e é restauradora de energia, tendo poder tonificante sobre o fígado. Usada também para depressão, tremores e vertigens.

 Aplicações :

Anti-depressivo – Colocar 7 colheres-de-sopa de folhas de salva numa garrafa de vinho branco de qualidade. Após uma semana de maceração, deve-se coar e voltar a colocar na garrafa, fechando-a com uma rolha. Toma-se um cálice, três vezes por dia.

Infusão : 5 gs de folhas em 100 ml de água a ferver por 10 minutos.

Para picadas de insectos esfregar as folhas frescas no local atingido.

Para clarear os dentes friccione-os com salva.

 Chá de Salva: Misturar 5 gramas da planta por cada litro de água.

 Outros usos:

Colocar as folhas secas de salva entre as roupas, para afastar os insectos. 

A Salva usa-se para cozinhar com carnes gordurosas (porco, pato e salsichas), misturar com cebola.

A salva dá um bom vinagre aromatizado. Pode também fazer-se manteiga de ervas que pode ser utilizada nos assados. Faz deliciosos pães. Substitui o louro na aromatização de carnes e cozidos. 

Na aromaterapia, o óleo essencial de salva é usado como antioxidante, estimulante e tónico, é indicado para cabeça e cérebro activando os sentidos, a memória e fortalecendo os nervos.

A Infusão de Salva é um bom adstringente para pele oleosa e escurecedor de cabelos. A infusão também é boa para combater a caspa e inflamações do couro cabeludo.

 Para remover tártaro e clarear os dentes: Sal marinho e salva.

A Salva pode causar súbita subida da tensão arterial. Não consumir em grandes quantidades ou por longos períodos de tempo consecutivos.  

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A Luz Eléctrica

Foi na primavera de 1960 que começaram a ser colocados os postes para o fornecimento de energia eléctrica, deixando na população aquela ansiedade de experimentar uma situação completamente nova, deixando para trás as velas e as candeias de azeite.

Foi construída a Cabine no centro da aldeia, e fizeram-se as ligações para o abastecimento das casas.

Para colocar as luzes e as fichas dentro das casas viveram dois electricistas do Reguengo do Fetal. Um deles tinha a  alcunha “Caga Lérias” e o outro chamava-se Agapito.

Estes sócios tinham zaragatas e discussões bastante aparatosas por causa da distribuição do trabalho, mas lá acabavam por cumprir o seu dever.

Aproveitaram até para vender alguns rádios eléctricos a algumas pessoas, o que acabou com a audiência que costumava ter o único rádio a pilhas que existia na Casa da Sociedade, onde o pessoal se juntava para ouvir as transmissões das cerimónias de Fátima.

A Casa da Sociedade

A Casa da Sociedade

No dia em que a electricidade alimentou pela primeira vês as tomadas das casas dos Alqueidoenses, fez-se uma grande festa na antiga Escola Primária (sitio da actual Casa do Povo).

Paulo Amado

Paulo Amado

O Sr. Paulo Amado e o Sr. Padre Américo, discursaram na presença dos membros da Junta de Freguesia de então, que era constituída por Carlos Vieira da Rosa (presidente), Francisco Patrão e José Bartolomeu Frazão (conhecido por Zé Frazãozico), e na presença do Presidente da Câmara que era o Dr. Cruz de Mira de Aire.

No momento em que as luzes se acenderam e os rádios tocaram pela primeira vez, foram lançados morteiros e houve até quem se comovesse até à lágrimas.

Depois do copo d’água oferecido à autoridades, o Padre Américo fez questão de levar a presidente da Câmara a passear pelas ruas em direcção à Igreja, a fim de lhe mostrar a bela iluminação desta, e o lindíssimo lustre iluminado pela primeira vez.

Entretanto algumas pessoas deram conta de que em suas casas nem as lâmpadas acendiam nem os rádios funcionavam, devido a instalações mal feitas, o que resultou numa grande procura ao Caga-Lérias e ao Agapito.

Passaram os anos, a electricidade tornou-se indispensável para garantir a qualidade de vida das pessoas, e o Alqueidão passou a ter um papel importante na produção de energia eléctrica.

Depois de alguns anos de medições da força do vento, e de estudos de impacto ambiental, teve início a construção do Parque Eólico do Chão Falcão que ficou concluído em 2005.

Parque Eólico

No início do funcionamento do Parque Eólico houve grande polémica por causa da repartição dos 2,5% dos rendimentos anuais, o que originou um processo em tribunal, mas  a decisão não foi favorável a esta freguesia.

A Junta de Freguesia recebeu uma verba nos primeiros cinco anos, mas durante o restante período de 20 anos de concessão, a percentagem nos proveitos do parque eólico instalado nesta freguesia, vai toda para a Câmara Municipal de Porto de Mós.

A Junta de Freguesia ficou com um orçamento insuficiente para responder às necessidades da população.

Continuando a apostar nas energias alternativas

Numa entrevista publicada no Jornal “O Portomosense” de 24 de Abril de 2013 o presidente da Junta de Freguesia, Rui Marto, afirmou que vai avançar com um projecto de microgeração.

O equipamento para a produção de energia eléctrica a partir da energia solar será instalado no antigo edifício sede da Junta de Freguesia, que actualmente está a ser usado pelo Coral Calçada Romana.

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Padre José Frazão Correia

O Padre José Frazão Correia nasceu em Alqueidão da Serra no ano de 1970. Entrou na Companhia de Jesus em 1995 e foi ordenado padre em 2004.

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A Ordenação Sacerdotal realizou-se em Coimbra em 10 de Julho de 2004. A Missa Nova, ou seja, a primeira missa que celebrou foi no Alqueidão em 18 de Julho de 2004.

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José Frazão

Trabalhou 2 anos como director do Centro Académico de Braga.

Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Filosofia da UCP, em Braga, e em Teologia na Universidade Gregoriana, em Roma; fez o Mestrado em Teologia Fundamental no Centro Sèvres, em Paris, e doutorou-se em Teologia Fundamental na Universidade Gregoriana, em Roma, em 2010.

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Em 2013 (Ano da Fé) o Padre José Frazão Correia publicou um livro com o título “A Fé vive de Afecto” uma edição da Editora Paulinas.

de José Frazão Correia

Em 2014, com 43 anos, foi nomeado pelo padre geral da Companhia de Jesus, Adolfo Nicolás, como novo provincial dos jesuítas em Portugal. A tomada de posse para o mandato de três anos foi no dia 19 de março de 2014 em Lisboa.

Não deixa nunca de estar presente nas principais festas da sua terra natal, o primeiro de Janeiro e festa de Nossa Senhora, celebrando sempre a missa da Festa, a convite do nosso pároco.

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Em 2015 também pudemos contar com a agradável presença do padre Zé no Magusto que nesse ano foi no Casal Duro.

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  • 2016 A Companhia de Jesus realiza, a partir de 3 de outubro, na Cúria Geral, em Roma, a 36ª Congregação Geral (CG) para eleger um novo responsável mundial, após a renúncia do padre Adolfo Nicolás.

Neste encontro participam 215 jesuítas de 62 países, responsáveis pela eleição de um novo superior geral, que acontece por «uma maioria simples de 50%».

Portugal estará representado pelo Provincial da Companhia, P. José Frazão Correia, e o Reitor da Comunidade Pedro Arrupe, P. Miguel Almeida.

Após a eleição, é comunicado ao Papa o nome do novo responsável mundial da Companhia de Jesus e, só posteriormente, é que o nome é anunciado publicamente.

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