Dia da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem origem nas manifestações das mulheres por melhores condições de vida e de trabalho. Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas, e um salário igual ao dos homens.

Foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como “Dia Internacional da Mulher”.

Com as celebrações deste dia pretende-se chamar a atenção para o papel da mulher na sociedade.

DSCN1685No ano de 2013, para celebrar o Dia Internacional da Mulher, no Alqueidão foi feita uma homenagem a Nossa Senhora, mãe, exemplo de dignidade, coragem e esperança para todas as mulheres.

Durante a celebração da Santa missa as mulheres presentes ofereceram a Nossa Senhora 33 rosas, representando os 33 anos que Nossa Senhora acompanhou seu filho Jesus na terra.

Depois da missa foi feito um convívio onde não faltaram bolinhos e bebidas que as mulheres levaram para partilhar, e no qual puderam contar com a presença do Padre Manuel Pedro.

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Páscoa

Antigamente, quando a população do Alqueidão se dedicava à agricultura e à criação de gado, durante o inverno os pastores levavam os rebanhos para a Serra, e por lá ficavam até àquela altura de Abril em que a Primavera já oferecia mais quantidade de pastos cá em baixo.

Se a Páscoa calhava em Abril, uma ou duas semanas antes dela começavam os preparativos para a volta que era na quinta-feira Santa ou na sexta-feira de Paixão. Até essa data, e durante as horas do pastoreio, cada um se entretinha a tecer uma série de archotes com moitas, feno seco, sargaços, pimenteira, alecrim e mais outros arbustos serranos. Tudo isto era depois muito bem ligado por meio de correias de trovisco para não se desmanchar. Para terem maior duração era depois tudo besuntado com borras de azeite.

Encontravam-se todos numa altura mais perto do pôr-do-sol, e começavam  a ensaiar os cânticos habituais.

Na tarde do dia da partida já os rebanhos estavam prontos a marchar até ao local fixado para o encontro de todos.

Os que tinham feito estadia pelo Covão da Micha, Chão Falcão, Andorinha, Chão Vermelho, Cabeça do Sol e Canivete, desciam para o Vale de Ourém. Ao lusco-fusco já estavam todos no Penedo Grande. Daí por diante caminhavam em silêncio.

Logo que anoitecia acendiam os archotes, e o ar ficava cheio do aroma resultante da queima do alecrim, do sargaço e da pimenteira. Nisto, a voz dum pastor rasgava o silêncio, e começava o canto dolente dos versos tradicionais.

Marchavam vagarosamente por aí abaixo a cantar em voz forte e bem timbrada. O seu canto contribuía de um modo muito poderoso para a criação da atmosfera de recolhimento imposta pelos mistérios celebrados nesta época litúrgica.

Tirando o canto dos pastores, nem palavra de homem, nem voz de animal ou pio de ave se ouvia! Daí, a extrema facilidade com que acompanhavam distintamente o drama que os versos iam desdobrando aos ouvidos de todos:

Bendita e louvada seja
A Paixão do Redentor,
Que, para nos livrar das culpas
Morreu por nosso amor.
 
Suportou grandes tormentos,
Duros martírios, na Cruz!
Morreu para nos salvar,
Bendito seja Jesus!
 
Na Vossa santa cabeça
C’roa de espinhos cravaram;
Entre agudíssimas dores,
Fontes de sangue manaram!
 
Vossos cabelos divinos
Foram em sangue ensopados,
Sangue que veio remir
Os nossos feios pecados.
 
Vossos puríssimos olhos
Choraram lágrimas ternas,
Para livrar nossas almas
Do Fogo e penas eternas.
 
Vossas santíssimas faces
Sofreram mil bofetadas;
Por duros, feros algozes
Escarnecidas, pisadas.
 
Vosso puríssimo rosto,
Cheio de escarros nojentos!
Por nossos feios pecados,
Sofrestes tantos tormentos!
 
Vossa puríssima boca,
Vinagre e fel amargoso
Provou, poupando nossas almas
De castigo eterno, horroroso!
 
Vosso pescoço divino,
De grossas cordas ligaram;
De rua em rua com elas,
Como réu Vos arrastaram.
 
Vossos puríssimos ombros
Pesada cruz conduziram;
Entre agudíssimas dores,
Mais e mais chagas se abriram!
 
Vossas puríssimas mãos
Pregaram nesse madeiro!
Dele, pendente, ficastes,
Senhor meu, Deus verdadeiro!
 
Vosso santíssimo peito
Foi cruelmente rasgado!
Dele correu, abundante,
Remédio para o pecado.
 
Os vossos pés sacrossantos
Foram, com ferros, fendidos!
Mas foi rasgada a sentença
Contra milhões de perdidos.
 
Vosso amável coração,
Pois o abriu dura lança!
Convida a que nele entremos,
Cheios d’amor e confiança.
 
Por mer’cimento infinito,
De tão amargosa Paixão,
Terno Jesus, concedei-nos
Dos nossos crimes, perdão.
 

Iluminando o caminho com os archotes e cantando a história da Paixão de Cristo, os pastores chegavam com os seus rebanhos ao cimo da Carreirancha.

Por costume de outros anos, os habitantes do lugar já sabiam que o cortejo se realizava por esta altura, e ainda os pastores vinham longe já ouviam a cantoria que enchia os ares. Todos queriam presenciar o espectáculo.

Das primeiras casas do povo saíam crianças de olhos esbugalhados, surpresas com o desfile. Interessava-lhes a parte vistosa da cena.

Os homens, de casaco pelas costas, ficavam pensativos, encostados à ombreira da porta. Preocupava-os o destino terreno e o sobrenatural.

As mulheres ficavam junto dos filhos pequenos, e não conseguiam conter as lágrimas que teimavam em saltar dos seus olhos.

A mesmíssima coisa se ia passar na Calçada, na A-do-Ferreiro, Fundo do Lugar e pelo Alqueidão fora. Ninguém era alheio nem indiferente em toda a correnteza de casas que ladeava o caminho, ou dos que ficavam lá mais para dentro do povoado.

Este cenário continuava sem a mínima alteração, até que algum pastor chegasse em frente à sua casa. Este ficava em casa e os outros continuavam a cantoria com o mesmo entusiasmo. Era assim até que cada um dos pastores chegasse a sua casa.

O que tinha de ser o último a recolher, encurralava o gado, mas nem por isso interrompia o canto. Isto só acontecia quando, já com o pé assente no arrebato da casa paterna, soltava o brado:

– “Bendito seja Jesus!”

Esta tradição terminou quando a população iniciou outras actividades para além da agricultura e criação de gado.

No domingo de Páscoa o sacerdote visitava todas as casas da aldeia levando água benta, amêndoas e confeitos. Depois de uma breve oração benzia o lar e distribuía as amêndoas pelas crianças presentes.

Este costume terminou quando chegou o Sr.Padre Frazão, que substituiu a visita pascal por uma procissão com o Senhor Ressuscitado que se realizava no final da missa do Domingo de Páscoa. No final da procissão era dada a benção a todos os presentes.

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Com a chegada do Padre Manuel Pedro, foi retomada a antiga Visita Pascal e algumas outras tradições.

A Vigília Pascal começa no Sábado Santo fora da igreja, onde o fogo é abençoado pelo Sacerdote. Este novo fogo simboliza o esplendor do Cristo ressuscitado dissipando as trevas do pecado e da morte.

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Na noite em que Jesus Cristo passou da morte à vida, reunimos-nos em oração. Esperamos em vigília a Ressurreição de Cristo.

A celebração da Vigília pascal tem quatro partes:

1 – A liturgia da luz: Bênção do fogo e preparação do círio pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo.

2 – A liturgia da Palavra: Algumas leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas leituras do Novo Testamento.

3 – A liturgia baptismal: Faz-se a bênção da fonte baptismal e a renovação das promessas do Baptismo.

4) A liturgia eucaristica: Memória do sacrifício da Cruz. Presença de Cristo Ressuscitado.

Por ter ressuscitado, Jesus Cristo vive. Ele vive hoje.

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A Lenda de Santo Estevão

Conta a tradição que a imagem de Santo Estevão foi encontrada numa loca situada nas Covas de Santo Estêvão, nas imediações da Capela de Nossa Senhora da Tojeirinha.

Quem a encontrou foi o pastor duma cabrada, na qual entremeava algumas ovelhas.

O guardador deste rebanho misto, tocou o gado pelas Bacalhoas abaixo em direcção às propriedades que hoje se chamam Covas de S.to Estêvão. Despreocupado porque naquele local os animais não tinham onde ir fazer mal, deixou as cabras e as ovelhas a pastar livremente.

O silêncio somente era quebrado pelo ruído feito pelas ovelhas que comiam o grão das espigas perdidas. O que lhe despertou a atenção foi o facto de as cabras comerem tão pacificamente que fazia admiração a qualquer um. Cheio de curiosidade resolveu aproximar-se para descobrir a razão para o que via.

Com a ponta do cajado arredou as guias das silvas. Não teve grande dificuldade no inicio da averiguação, mas à medida que avançava tudo ia ficando mais difícil. Ia abrindo caminho pelo meio do mato, o tufo de verdura crescia e aumentava a densidade das silvas. Isto aguçava no pastor a curiosidade por ver o fim daquilo que se lhe tornava cada vez mais difícil perceber.

Venceu todos as dificuldades, que foram muitas, mas não bastantes para o deter. Com a roupa esfarrapada e com a pele riscada por inúmeros e grandes arranhões, deu consigo em frente da entrada de uma gruta no sopé do monte.

Ainda lhe veio à ideia parte daquilo que ouviu contar a respeito de bruxas, de lobisomens e de moiras, mas atirou com isso tudo para trás das costas e decidiu avançar por ali dentro.

Esfregou os olhos que não viam nada na escuridão e, quando começou a enxergar alguma coisa foi tacteando o piso e verificando a altura da entrada com a ajuda do cajado, e ele aí vai em busca do desconhecido.

Seguiu encostado a um dos lados, por motivos de segurança e de orientação. Tudo correu sem novidade até ao fim. A luz não lhe dava a claridade suficiente, mas o tacto dizia-lhe que não tinha tocado em nada. Seguindo a mesma táctica de pesquisa, procurou saber a outra dimensão do buraco em que se metera.

Aí pelo meio do percurso, percebeu  que existia uma parte que não foi cavada até ao nível do piso geral, fazendo, assim, uma espécie de mesa. Estendeu-lhe o braço por cima e verificou que ela tinha a largura aproximada de um palmo e meio.

Continuando o exame, não tardou que os dedos tocassem num objecto poisado em cima da“mesa”. Tentou deslocá-lo e não conseguiu. Empregou as duas mãos e o que quer que aquilo fosse, não deu de si. Fincou os cotovelos, puxou e o pesado objecto inclinou-se.

Pelas formas que a palpação lhe dava, nada concluiu. Achou que aquilo era uma pedra com uns feitios esquesitos. Baixou-se ligeiramente o que fez com que o objecto passasse da mesa para o seu ombro e, apoiando-se no cajado tomou o caminho da saída.

Cá fora, arrumou a carga em cima da  parede mais próxima e deu de caras com a imagem de um Santo. Maior espanto não podia ter! E ao Santo  parece ter acontecido o mesmo, tão abertos estavam os seus olhos!

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Que fazer? Com tudo aquilo que se tinha passado, as horas voaram, sem que o pastor desse por isso. Era noite… A única ideia que lhe ocorreu foi meter a imagem na loca, juntar o gado e pôr-se a caminho de casa. Depois se veria…

Chegando a casa, as explicações do atraso fizeram com que tivesse que contar tudo o que se tinha passado. A família, em peso resolveu ir certificar-se do que ouviu. Pegaram numa lanterna e fizeram-se ao caminho com tal alvoroço que chamaram a atenção da vizinhança toda.

Todos no mesmo propósito seguiram em romaria, alumiados pela luz das suas lanternas, com a ideia declarada de lá chegarem o quanto antes.

Entrou o primeiro grupo que ficou abismado perante a confirmação do facto tirada pelos seus próprios olhos. Saíram para darem o lugar aos que não tinham cabido e ansiavam por admirar o espectáculo. O mesmo veio a dar-se com os que se lhe seguiram, até ao último.

Só no rosto das crianças é que se via um certo retraimento. Era por causa do receio que lhes meteram os olhos esbugalhados do Santo que, ainda por cima estava com uma pedra na mão…

Tiradas as dúvidas relativas ao inesperado e improvável caso, alguém perguntou que destino se devia dar ao religioso achado, que ninguém sabia dizer que Santo do Céu representava.

Discutiu-se largamente, houve mil e uma sugestões mas nada ficava definitivamente resolvido. Já uns falavam em ir dormir e que no dia seguinte se estudaria a solução para o caso, mas a proposta foi mal acolhida pela maioria.

Já a noite ia alta quando se decidiu por unanimidade, construir uma capela e logo alguns queriam que se iniciasse a obra no dia seguinte. Alguém lembrou que havia necessidade de licença do prior da Freguesia.

Rompeu a manhã e o pessoal continuava a discutir os problemas daquela ocorrência. Acabaram por decidir chegar até Porto de Mós e entender-se com o Prior de S. João, freguesia a que estava ligada aquela zona do Alqueidão.

O Prior ouviu atentamente a narração de todos os factos relativos ao aparecimento da imagem, e decidiu despachar o pedido de licença para a construção da capela. Mais ainda, acabou por pedir para também ele ver a imagem de que lhe falavam, e todos se dirigiram para o local onde ela se encontrava.

 – “Realmente!”, foi a palavra que saiu dos lábios do Prior afirmando-se melhor na estátua, disse explicativamente:

– “É o mártir S.to Estêvão, sem tirar nem pôr…”

Imagem encontrada pelo pastor

Imagem encontrada pelo pastor

Durante todo o tempo que demorou a construção da Capela,  a imagem do Santo ficou na Igreja de São João em Porto de Mós, uma vez que a zona do Alqueidão onde a imagem foi encontrada pertencia, naquela altura, à Freguesia de São João.

Santo Estevão

Santo Estêvão foi o primeiro mártir do cristianismo.

Segundo os Actos dos Apóstolos, Estêvão foi um dos sete primeiros diáconos da igreja nascente, logo após a morte e Ressurreição de Jesus, pregando os ensinamentos de Cristo e convertendo tanto judeus como gentios.

Foi detido pelas autoridades judaicas, levado diante do Sinédrio (a suprema assembleia de Jerusalém), onde foi condenado por blasfémia, sendo sentenciado a ser apedrejado (Atos 8). Entre os presentes na execução, estaria Paulo de Tarso, o futuro São Paulo, ainda durante os seus dias de perseguidor de cristãos.

Durante os primeiros século do cristianismo, o túmulo de Estêvão achou-se perdido, até que em 415 (talvez pela crescente pressão dos peregrinos que se deslocavam à Terra Santa), um certo padre, de nome Luciano, terá dito ter tido uma revelação onírica de onde se encontrava a tumba do mártir, algures na povoação de Caphar Gamala, a alguns quilómetros a norte de Jerusalém.

Gregório de Tours afirmou mais tarde que foi por intercessão de Santo Estêvão, que um oratório cristão a ele dedicado, na cidade de Metz, onde se guardavam relíquias do santo, foi o único local da cidade que escapou ao incêndio que os hunos lhe deitaram, no dia de Páscoa de 451.

Fonte:Wikipédia

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A Confraria das Almas

O capítulo de “O Couseiro” que é dedicado ao Alqueidão foi escrito no ano de 1629 e refere que “no Alqueidão há uma confraria de defuntos, no termo de Leiria, cuja renda está aplicada à fábrica da igreja, para aliviar os fregueses”, no entanto não que faz qualquer referência à data em que foi criada a Confraria das Almas.

Tudo leva a crer que a confraria existe desde o início da criação da Freguesia, com a designação de Confraria dos Defuntos. Isto porque ela já existia no Reguengo, de onde o Alqueidão foi desmembrado, e também devido à necessidade social que os habitantes sentiam dela, sempre que era necessário fazer algum funeral.

Em 1773  o Juiz da Confraria das Almas era Manuel Francisco Alfaiate.

Da vida da Confraria, sabe-se que durante a Quaresma inteira, todas as noites depois da ceia e da reza familiar, um dos membros da Confraria andava pelas ruas do Alqueidão convidando o povo a rezar pelas Almas do Purgatório. Usava um amplo gabão que era pertença da Irmandade, ao mesmo tempo que ia fazendo soar a matraca de madeira, e chamava a atenção de todos com  a sua toada soturna e lenta:

– “Irmão, lembra-te de rezar pelos que já lá estão”.

Os membros desta velha confraria pagam uma quota anual que lhes confere o direito a terem funeral religioso e a três missas de sufrágio, se a qualquer das coisas não se opuser o Direito Canónico. Os confrades, se possível, devem tomar parte nos actos funerais. O mais normal é comparecer sempre uma pessoa de cada fogo, pelo menos, tratando-se de falecido da sua área.

Os membros da Confraria das Almas beneficiavam de alguns débeis rendimentos que lhes eram devidos por serem donos de certas propriedades rústicas, que lhes foram doadas porque os seus remotos possuidores assim o resolveram, para estímulo dos irmãos na sua prática especifica das Obras de Misericórdia.

Mais Bens da Confraria das Almas

O desleixo dos alqueidanenses do passado encarregou-se de fazer com que não houvesse livros em ordem, escriturados e guardados. Mesmo que eles existissem de nada valia porque nos caiu em cima a praga infernal do vandalismo dos soldados franceses que roubaram o que tinha valor material, e queimaram tudo o mais que não lhes interessava.

A Confraria das Almas possuía também um sarrado de horta na fonte, e uma carreta que estava numa arrecadação da capela da Senhora da Tojeirinha.

Segundo informações, enviadas às Cortes, no dia 25 de Maio de 1821, pelo Cura Domingos Amado, esta Confraria tinha os seguintes rendimentos anuais: 10 alqueires de trigo, provenientes de um foro e 4.700 reis de juros.

Um corte na existência da Confraria

Não se sabe o ano em que a Confraria das Almas começou a existir. Não existe nada escrito que declare claramente a extinção desta Irmandade, no entanto é certo que existiu um corte na existência desta Irmandade.  Para o demonstrar basta a leitura do que, em 28 de Março de 1758, declarou o Padre desta freguesia. Esvreveu ele: “está huma Irmandade do  Rosário, e não há mais Irmandades algumas nesta Igreja.

O que ressalta destas palavras, é  que a Confraria das Almas foi suprimida.

Em meados de Novembro de 1762, os  seus Irmãos celebraram o contrato de aforamento do “sarrado da orta sita onde chamam a fonte”.

Na pior das hipóteses, o período da extinção durou os seus vinte e quatro anos.

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Atualmente a confraria das Almas é composta por 9 elementos, sendo 3 do Alqueidão, 3 dos Bouceiros e 3 do Casal Duro.

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O Apostolado da Oração

O Apostolado da Oração é uma organização composta por leigos católicos. A sua finalidade é a santificação pessoal e a evangelização. Tem uma devoção especial ao Sagrado Coração de Jesus e todos os seus membros rezam diariamente pelas intenções do Santo Padre.

coração de jesusO Apostolado da Oração nasceu da devoção ao Coração de Jesus numa casa da Companhia de Jesus, em Vals na França em 23 de dezembro de 1844. A Organização foi aprovada pelo Bispo diocesano e o Papa PIO IX concedeu-lhe as primeiras indulgências.

Apostolado da Oração significa trabalho e sacrifício seguindo o exemplo dos apóstolos que se desprenderam de tudo para se dedicarem a pregar a Palavra de Deus a todas as criaturas.

Em Alqueidão da Serra, o Apostolado da Oração existe desde 1889. A missa da primeira sexta-feira de cada mês é aplicada segundo as intenções dos associados. Em caso de óbito, a associação manda rezar seis missas pelo falecido.

A nova direção do Apopstolado da Oração tomou  posse a 14 de Janeiro de 2018, e é composta do seguinte modo:

  • Maria da Conceição de Jesus Vieira Laranjeiro
  • Ilda Gomes Matos Amado
  • Inês de São José Carvalho
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