Alqueidão Mavioso

Alqueidão Mavioso

Moras à beira da Serra

Com cheirinho a alecrim

Como é linda a nossa terra!

 

O Lugar do Alqueidão

tem figueiras ao redol

Tem rapazes como a Lua

Raparigas como o Sol

 

O Lugar do Alqueidão

é comprido mas é estreito

no meio se anda a criar

um cravo para o meu peito

 

Vêm as flores na primavera

Que nos fazem reviver

Mas temos que te deixar

para irmos trabalhar

Quem me dera cá viver!

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Calçada Romana

O troço de Calçada Romana da Carreirancha em Alqueidão da Serra foi construìda para o escoamento do ferro explorado nos Vieiros, na Figueirinha e no Zambujal, seguia para Tomar, via Bouceiros.

Nas Carrasqueiras, perto de Penedo Pascoal existiam também cerca de 50 metros desta Calçada que ia sair às Cortinas, Porto de Mós.

Foi por esta estrada que passaram as tropas de D.Nuno Alvares Pereira na véspera da batalha de 14 de Agosto de 1385, nos terrenos naquele tempo pertencentes a Aljubarrota, hoje de São Jorge.

Fonte:”Da Pré História à Actualidade – Monografia de Porto de Mós” de Francisco Furriel

Outras informações sobre esta estrada em http://www.portugalromano.com/2011/01/troco-de-via-romana-em-alqueidao-da-serra/

O troço de calçada romana existente na aldeia de Alqueidão da Serra, é considerado um dos mais importantes vestígios arqueológicos do período romano, no concelho de Porto de Mós.

A estrada tem cerca de 100 metros de comprimento e 4 metros de largura e estima-se ter sido construída entre o século I a.c. e o século I d.c..

Calçada Romana de Alqueidão da Serra em 2007

Ao longo das bermas existem pequenos blocos mais elevados colocados a espaços mais ou menos regulares, e nas zonas em que o terreno é desnivelado existem muros de suporte.

Existem ainda naquela zona, pequenos carreiros, que são troços da estrada romana já bastante degradados.

DSCN2063

Por divergências politicas a Estrada Romana foi quase destruída durante os primeiros anos da Republica.

Calçada Romana de Alqueidão da Serra em 2007

Durante o mandato de José da Silva Catarino como presidente da Junta de Freguesia, foi construído o edifício “Centro de Interpretação da Calçada Romana” e o parque de merendas, nos terrenos que ficavam junto à  Estrada Romana.

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Parque de Merendas da Calçada Romana

No parque de merendas existem grelhadores feitos com tijolos onde se podem colocar as grelhas para fazer churrasco e existe também um chafariz, o que faz deste sitio um óptimo lugar para os piqueniques de verão.

 

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Cantiga Popular

A laranja foi à fonte

O limão foi atrás dela

A laranja bebeu água

E o limão ralhou com ela

O Lugar do Alqueidão

Tem duas bicas de bronze

Onde o meu amor se lava

Das dez horas para as onze.

A fonte do Alqueidão,

tem duas pedras assentes

Uma é para os namorados

A outra para os padecentes

 

Aos domingos vai-se à fonte

Que alegria lá estar

Os pares pelo caminho

Vão murmurando a namorar.

 

O lugar do Alqueidão

Tem figueiras ao redor

Tem rapazes como a lua

e raparigas como o sol

O lugar do Alqueidão

è comprido mas é estreito

no meio se anda a criar

um cravo para o meu peito


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A Minha Aldeia

  • A minha aldeia, tem cem casinhas
  • Todas branquinhas  da cor do luar
  • Umas são novas, outras velhinhas
  • A Igreja ao centro a murmurar:
  • A Minha aldeia é tão linda.
  • Outra assim não há igual
  • è como a rosa florida
  • Num jardim de Portugal
  • É tão linda linda linda
  • minha aldeia é um primor
  • Mais brilhante que uma rosa
  • Ai, que uma rosa e mais bela que uma flor.
  • Pobrezinha a minha aldeia
  • mais pobre não pode ser
  • É lindo quanto a rodeia
  • Outra assim não pode haver.
  • Das tradições e encantos
  • Como ela não há igual
  • Minha aldeia honra tanto
  • tanto, tanto o nosso lindo Portugal.
  • A minha aldeia, já tão velhinha
  • é um cantinho de paz sem ilusões
  • Cada casinha, tão pequenina
  • Mimoso ninho de inspirações!
  • Há quem a veja, rosa florida
  • Quando a luz viva do sol a prateia
  • Imponente igreja no meio erguida
  • Mais puro enlevo da minha aldeia.
  • Lá mais ao cimo, muito branquinha
  • uma capelinha de antigo padrão
  • Nossa Senhora da Tojeirinha
  • Mais bela e pura recordação.
  • Tem seis moinhos, novos e velhinhos
  • Velas ao vento continuo a girar
  • Ruas estreitinhas, casas branquinhas
  • Que grande elevo é cá morar
  • Tem fazendinhas, hortas e vinhas
  • A minha aldeia é um formoso pomar
  • Tem verde o monte, água na fonte
  • pura e fresquinha a saltitar.

Autor: Francisco Amado de Matos

Jornal União Nacional - Semanário Leiriense de 1931 Neste jornal, há interessantes notícias e uma bela descrição do Alqueidão do início da século XX. Vê-e um rebanho de cabras, um moinho de vento, e um almocreve de venda de azeite. Pode ser consultado em qualquer Biblioteca .

Jornal União Nacional – Semanário Leiriense de 1931 Neste jornal, há interessantes notícias e uma bela descrição do Alqueidão do início da século XX. Vê-e um rebanho de cabras, um moinho de vento, e um almocreve de venda de azeite. Pode ser consultado em qualquer Biblioteca .





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Hino ao Alqueidão

Alqueidão és um cantinho
Feliz quem cá viver
Pois tu tens oh linda terra
Rosmaninho lá na serra
E água na fonte a correr

Alqueidão Alqueidão
Que formoso que tu és
Tu és a minha alegria
E tens de noite e de dia
A serra a beijar teus pés.

Vai-se lá abaixo à fonte
que alegria lá passar
Aos pares pelo caminho
Vão murmurando baixinho
pra ninguém os escutar

Alqueidão Alqueidão
És um jardim sem igual
Jardim de cravos e rosas
Com muitas flores mimosas
Cantinho de Portugal

Oh que lindos carreirinhos
que acarretam a saudade
aonde os pares vão sozinhos
Alegres muito juntinhos
Quando se tem amizade.

Alqueidão Alqueidão
Que formoso que tu és
Tu és a minha alegria
E tens de noite e de dia
A serra a beijar teus pés.

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