Retiro Popular

Caminhada Quaresmal

O Retiro Popular é um tempo de oração, que é feito durante a quaresma, e que é proposto a todos os fiéis cristãos, de qualquer idade, às famílias, e até mesmo aos que pouco frequentam as igrejas. Pode fazer-se em família ou grupos de famílias, ou membros da mesma comunidade.

Cada encontro demora cerca de uma hora. Inclui momentos de oração, de leitura e compreensão da Palavra de Deus, de meditação pessoal e partilhada, de canto e de compromisso de mudança de vida.

Estes encontros podem realizar-se em qualquer lugar, desde que se cuide da preparação de um ambiente acolhedor e propício ao recolhimento. O que importa é que sejam verdadeiros espaços de “escuta de Deus, de meditação e de experiência da fé”.

No contexto do Centenário da Restauração da Diocese, o tema  geral que o Bispo D. António Marto propõe aos diocesanos de Leiria-Fátima para esta Quaresma de 2018 é “A Igreja, memória e missão”.

O Guião existe em formato de livro que está disponível numa edição de 5.500 exemplares que é distribuída pelas paróquias.

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A Sopa dos Pobres

A ‘Sopa dos Pobres’ surgiu durante a I Guerra Mundial (1917) para matar a fome da população de Lisboa.

Naquela época Portugal era  um país profundamente rural, atrasado, e pobre, com taxas de mortalidade infantil avassaladoras e carências alimentares gravíssimas. Os produtos que Portugal produzia eram exportados, a comida era racionada e as pessoas passavam muita fome.

Algumas instituições em Lisboa começaram a servir a sopa dos pobres, que para muitas pessoas era a única refeição diária, e por isso era uma sopa forte, com grão, feijão, toucinho, acompanhada por um naco de pão.

A situação de pobreza manteve-se ao longo dos anos, um pouco por todo o país, e em 28 de Janeiro de 1947 a Sopa dos Pobres começou a funcionar em Alqueidão da Serra.

Socorria quinze pobres, distribuindo-lhe sopa abundante, que dava para duas refeições. Esta era levada pelos beneficiários para suas casas. Manteve-se com a quota dos sócios, com as ofertas voluntárias do povo e com o subsídio de mil escudos mensais do Governo Civil.

Atualmente a população, felizmente, já não tem o analfabetismo que tinha, e muitas questões foram ultrapassadas, mas estes problemas rebentam sempre que surge uma crise, os rendimentos baixam e o desemprego aumenta.

Em 1917 foi uma guerra, em 2012/2013 foi uma crise económica muito grave, e pelas mais variadas razões existem sempre pessoas que enfrentam situações económicas difíceis.

Para minimizar um pouco estas situações que atualmente existem na nossa terra, o Coral Calçada Romana organiza todos os anos, com a colaboração de todas as Associações da Freguesia, o Almoço Solidário, cujo proveito reverte a favor daqueles que, na nossa aldeia, passam por maiores necessidades.

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Falgar

Chamamos Falgar às terras de cultivo que ficam ao lado esquerdo de quem desce a estrada velha para Porto de Mós, mais para o lado da Fonte (logo à saída da povoação chamamos “Costinha”, e Tojeiros lá mais para o cimo da encosta.)

É uma das zonas mais férteis da nossa terra. Alfredo de Matos referia-se a estes terrenos como a “terra onde se cria muito do variado com que Deus torna mimosa a alimentação das gentes, a par da ferrã viçosa para os gados”.

Antigamente ter um terreno no Falgar era uma riqueza. Todos os bocadinhos de terra eram cultivados. De lá vinham as frutas, os legumes e as verduras necessárias para a alimentação. O acesso era um carreiro estreito por onde passavam os burros carregados com os produtos da terra e as alfaias agrícolas.

Com o passar do tempo foi-se alterando o modo de vida das pessoas, o caminho do Falgar foi alargado para permitir a passagem de veículos, mas isso não impediu que muitos terrenos ficassem abandonados e cobertos de silvas e fetos.

Actualmente alguns terrenos do Falgar voltaram a ser cultivados,  por lá abundam oliveiras e laranjeiras, e o caminho é também muito percorrido pelos que fazem as suas caminhadas, ou passeios de bicicleta.

Nesta zona abunda o tufo calcário.

O tufo é uma disposição ordenada de elementos geológicos, de origem sedimentar cuja consistência aumenta na razão em que a sua porosidade diminui e vice-versa.

  • Se os poros rareiam, aí, o processo evolutivo da formação deu uma pedra esbranquiçada e macia, que se emprega na construção.
  • Quando os poros se multiplicam, então o tufo é uma camada espessa e improdutiva, que fica por baixo da terra cultivável. Também o tufo se emprega nalgum tipo de construção civil como substituto de areia.

Foi o trabalho persistente e a adubação natural duma agricultura que durante muitos anos usou o arado,  que conseguiu transformar o tufo em terra produtiva e muito, muito fértil, como a que temos na Várzea, na Horta da Fonte e no Falgar.

Falgar

De acordo com  o iDicionário a palavra Falgar signinifica “Terra vermelha, muito fértil, resultante principalmente de decomposição do calcário”.

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Caldo Verde

O caldo verde é uma sopa de couve galega (aqui chamamos-lhe couve de horto) típica da Região Norte de Portugal, mas muito divulgada em todo o país.

Devido à sua simplicidade e leveza, come-se no início de uma refeição principal. O caldo verde serve-se normalmente em tigelas e junta-se, no caldo, várias rodelas de chouriço. Fica bem acompanhado por bom vinho verde.

COUVES DE HORTO

A couve de horto cortada muito fininha é adicionada a um saboroso puré de batata e condimentada com azeite. É muito simples, toda a gente sabe fazer.

Os Benefícios do Caldo Verde

COUVES – As couves são a parte mais importante do caldo verde porque são muito ricas em fibras não-reabsorvíveis, vitamina A e vitaminas do complexo B. Para além disso possuem também cálcio, ferro, fósforo, potássio, e têm poucas calorias.

AZEITE — O azeite deve ser português porque é muito rico em ácidos não-saturados que fazem baixar o colesterol mau.

BATATA — serve para amaciar, tornar mais homogéneo o sabor do caldo verde, e o seu valor calórico não é muito significativo

ÁGUA QUENTE — A água quente do caldo verde é muito importante, porque faz funcionar muito melhor os sucos digestivos e os fermentos ou enzimas do aparelho digestivo. A água quente estimula a contracção normal da vesícula biliar e relaxa o estômago e os intestinos delgado e grosso, tornando a nossa digestão agradável e saudável.

SAL– Só o preciso! e usar apenas o SAL MARINHO Integral de 1ª.

CHOURIÇO — O chouriço para ser cortado às rodelas e juntar no caldo verde, deve ser cozido à parte para se deitar fora a água porque esta contem os produtos cancerígenos do chouriço devido ao processo de ter sido defumado.

BROA — A broa deve ser feita com o rolão e farinha de milho como se coze na nossa terra.

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Corrida São Silvestre

Vai realizar-se no dia 9 de dezembro de 2017, pelas 17h00 horas, a 2ª Corrida São Silvestre. A Corrida tem uma distância de 10 km, volta única, com partida no Pavilhão Polidesportivo do Campo da Chã.

Esta corrida, organizada pela Junta de Freguesia de Alqueidão da Serra, realizou-se pela primeira vez nesta freguesia em 2016 e foi bastante participada, tendo a cerimónia de entrega de prémios ocorrido no Mercado de Natal.

História da Corrida São Silvestre

Foi no Brasil em 1925 que a corrida São Silvestre começou. Recebeu este nome porque se realizou em 31 de Dezembro, dia de São Silvestre.

A prova, desde a sua criação até 1944, era disputada de noite e apenas por corredores brasileiros. Só começou a ser uma corrida mista em 1975, ano em que iniciou a participação oficial das mulheres.

Nos anos 50, a prova já tinha chegado à Europa e à América Latina. A Portugal, esta tradição chegou na década de 70, com a corrida na Amadora.

Começou depois a realizar-se nas principais cidades portuguesas, e em 2016 chegou ao Alqueidão da Serra por iniciativa da Junta de Freguesia liderada pela Lista Independente JFAS.

A corrida Internacional de São Silvestre realiza-se actualmente em várias localidades do país, sendo que algumas regras foram postas de parte: enquanto antes a prova acontecia sempre no último dia do ano e à noite — de forma a que a meta fosse cortada, precisamente, na altura das doze badaladas — agora ela acontece entre meados de dezembro e o início de janeiro, com diferentes horários, dependendo do local.

 

 

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