São Brás

O dia de São Brás comemora-se anualmente a 3 de Fevereiro.

Na igreja do Alqueidão a imagem de São Brás encontra-se à veneração dos fiéis, no nicho do lado esquerdo do altar de Nossa Senhora de Lurdes.

Pedidos de intercessão e orações são dirigidos a São Brás quando existem doenças ou complicações relacionadas com a garganta.

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São Brás é o padroeiro dos veterinários, dos animais, dos pedreiros, escultores, operários de construção civil, e é também o protetor contra as dores de garganta.

Quem foi São Brás?

Nasceu na Arménia, era médico e era muito bom na sua profissão, mas sentia falta de ter Deus no seu coração, e então começou a procurar mais a Deus.

O seu encontro com Deus também foi transmitido aos seus doentes, uma vez que muitas pessoas começaram a ser evangelizadas por ele quando eram atendidas.

Depois de algum tempo de evangelização na sua profissão, São Brás resolveu deixar o trabalho e entrar em retiro para ter mais tempo para rezar, fazer penitência, e interceder para que mais pessoas se encontrassem com Deus.

Sabendo da santidade de São Brás, o povo chamou-o para substituir o bispo de Sebaste que tinha morrido. São Brás disposto a fazer a vontade de Deus, foi ordenado padre e depois foi bispo daquele lugar.

Como naquela época a Igreja era muito perseguida, São Brás foi preso e convidado a renunciar à sua fé, mas ele negou fazer isso e foi encaminhado ao martírio.

A caminho do seu martírio, quando iam matá-lo, uma mãe chegou junto dele com o filho que estava a morrer engasgado com uma espinha de peixe. São Brás olhou para o menino fez uma oração a Deus e milagrosamente a espinha saiu da garganta da criança. É por este motivo que São Brás é conhecido como o protetor da garganta.

A bênção de São Brás:
Por intercessão de São Brás,
Bispo e Mártir,
livre-te Deus do mal da garganta
e de qualquer outra doença.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ámen.

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A Saloia do Carolino

Chamava-se Maria Amado, nasceu no Alqueidão a 27 de Janeiro de 1906 e foi batizada logo no dia 4 do mês seguinte.

Veio a casar com José António dos Santos, mais conhecido por José Carolino, em Agosto de 1930. Chamavam-lhe Maria Saloia.

Seu marido, o ti Zé Carolino, era um homem alegre, sempre bem disposto e amigo de contar as anedotas mais brejeiras. Ele era indispensável em tudo quanto eram pequenas obras e  arranjos que era necessário fazer na igreja, e na preparação das festas religiosas. Durante muitos anos, ele e a esposa fizeram urnas (caixões) artesanalmente, para sepultar os seus conterrâneos. Os últimos enfeites era a ti Maria Saloia que fazia.

Mãe de 11 filhos, que criou com enormes dificuldades, uma vez que o sustento provinha unicamente de um velho moinho de onde retirava algum dinheiro e umas tigelas de farinha. Por vezes a única refeição do dia era um prato de papas de farinha de milho.

Muitas vezes ela dispensou farinha a quem não podia pagar, e esperou pacientemente por melhores dias…

Desde sempre em sua casa o terço se rezou em família, à lareira, e aos seus filhos contava histórias bíblicas e os acontecimentos de Fátima em 1917, a que assistiu, e que marcaram profundamente toda a sua vida.

Era grande a sua devoção a Nossa Senhora.

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Maria Amado: a primeira à esquerda, no Centro de Dia de Alqueidão da Serra

Contava que em 13 de Outubro de 1917, foi a Fátima com a sua mãe e um grupo de pessoas do Alqueidão. Tinha então onze anos. Levava pela cabeça uma saia de riscadilho, e na mão uma saca de retalhos com meia broa e sardinhas fritas.

Deixou o farnel junto a uma figueira, e correu para perto da azinheira. De lá viu tudo. Assistiu ao milagre do Sol. Com uma grande lucidez de memória falava de Lúcia, do sol a girar e da chuva que se fez sentir nesse dia, e como de repente ficou tudo seco, como se não tivesse chovido nada.

Burro, Benvinda e Maria Saloia

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A ti Maria Saloia não sabia escrever, mas aprendeu a juntar as letras e lia muito.

A Bíblia era o seu livro de cabeceira, mas para além disso ela lia tudo sobre Fátima, e os jornais de índole religiosa da Diocese.

Era também devota de Santo António, e por isso muitas pessoas iam ter com ela para que rezasse o Responso, quando perdiam alguma coisa.

Vitima da doença de Parkinson, tremia muito e tinha uma enorme dificuldade em falar. Nos últimos anos da sua vida, frequentou o Centro de Dia de Alqueidão da Serra, onde era muito estimada por todos.

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Faleceu em Agosto de 1994. O seu funeral foi uma grande manifestação de amor, admiração e pesar. Ficou sepultada no cemitério de Alqueidão da Serra.

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A Comissão da Igreja

A Comissão da Igreja era formada por um grupo de homens, que tinham por função zelar pelos bens da igreja, ajudar o pároco nas suas funções e também organizar as festas religiosas tradicionais. Como verdadeiros heróis eles procuravam levar a cabo a sua missão no desempenho das funções que lhe estavam atribuídas.

Esta Comissão desapareceu, no ano de 2002, altura em que foi concretizada a escolha sobre alguns elementos da Comunidade, para constituírem com o Pároco (José Mirante Carreira Frazão), o novo Concelho Económico Paroquial (CEP), que viria a substituir a Comissão da Igreja.

E quais são agora as Funções Atribuídas ao CEP?

  • Velar pela guarda e preservação do património cultural da Igreja
  • Providenciar a sustentabilidade da Igreja local
  • Proceder à elaboração e divulgação de um Plano de Actividades
  • Investir na colaboração com as instituições locais
  • Desafiar a comunidade a encontrar formas alternativas a realização dos tradicionais serviços de recolha da côngrua e inovar a realização da Visita Pascal
  • Descobrir novas formas de participação da comunidade nos serviços tradicionalmente confiados aos membros da “Comissão da Igreja” nomeadamente os ofertórios das missas e a realização das festas.

A garantia de realização das festas não é da competência do CEP. Este apenas realizará o suporte logístico das mesmas.

Os membros do CEP exercem funções durante 3 anos, ao fim dos quais são nomeados novos elementos que asseguram as funções no triénio seguinte.

CEP 2012 Conselho Económico Paroquial

de 26-02-2012 a 25-01-2015

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Tomada de Posse do Conselho Económico Paroquial

Ao fim do primeiro ano de actividade do CEP que iniciou funções em 25 de Janeiro de 2015, destaca-se o zelo e o brio com que tratam as coisas da igreja, e o esforço por manter e restaurar o património existente.

Foi bem visível o apoio que prestaram à comissão das festas de 2016 que era composta pelos nascidos em 1976.

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Tal como os elementos do CEP de anos anteriores, também eles têm prestado todo o apoio ao pároco em tudo o que é necessário, inclusivamente acompanhando-o nas visitas pascais (por altura da Páscoa), e no Mês de Outubro, percorrendo toda a paróquia para receber a côngrua.

Também se nota a sua presença no que diz respeito à catequese, e também participam nas limpezas do adro e dos salões da igreja quando a situação assim o exige.

Bem hajam pelo trabalho prestado.

No domingo 21 de Janeiro de 2018, tomou posse o novo Concelho Económico Paroquial composto da seguinte forma:

  • Hugo Leonel Reis Ferraz
  • Margarida Maria Palmeira Gomes
  • Rita Vanessa Amado Correia
  • Júlio Ribeiro Fetal
  • Armando da Costa Carreira
  • Pedro Filipe Amado de Matos dos Santos

 

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São Sebastião

20 de Janeiro é dia de São Sebastião

 

Da grande devoção que o povo do Alqueidão tinha ao mártir São Sebastião fazia parte a sua festa anual  que era tradicionalmente organizada pela mocidade da Freguesia. O cerimonial constava de missa cantada, sermão, procissão de bandeiras, imagens, andores de bolos e fogaças pelas ruas públicas da aldeia. Nos anos 50 esta festa ainda se realizava.

A História de São Sebastião

Sebastião chegou a Roma através de caravanas de migração que se faziam pelo mar mediterrâneo. Alistou-se no exército romano com a única intenção de defender os cristãos enfraquecidos por tantas torturas.

Era muito querido dos imperadores Diocleciano e Maximiano que ignoravam que ele era cristão e por isso o nomearam capitão da sua guarda pessoal, a Guarda Pretoriana.

Sebastião cumpria as suas tarefas militares mas não tomava parte nos sacrifícios nem nos actos de idolatria. Sempre que podia, visitava os cristãos encarcerados e ajudava os mais fracos, doentes e necessitados. Podia dizer-se que era um soldado dos dois exércitos: o de Cristo e o de Roma.

Quando o imperador resolveu expulsar todos os elementos cristãos do seu exército, um soldado denunciou Sebastião.

Maximiano sentiu-se traído por Sebastião e rapidamente o chamou e exigiu que renunciasse ao cristianismo.

Sebastião comunicou ao imperador que não queria renunciar às suas crenças cristãs e o imperador ordenou a sua morte, através das flechas dos seus arqueiros.

Os arqueiros despiram-no, ataram-no a um poste e dispararam sobre ele uma chuva de flechas e abandonaram-no para sangrar até à morte.

Irene (Santa Irene), uma mulher cristã que apreciava os conselhos de Sebastião, junto com um grupo de amigos, foram ao local onde estava ele encontrava, e, com assombro, comprovaram que ainda estava vivo. Desamarraram-no e Irene escondeu-o na sua própria casa e curou-lhe as feridas.

Passado algum tempo, Sebastião, já curado, quis continuar o seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, apresentou-se de novo a Maximiano, o qual ficou assombrado.

Maximiano não deu ouvidos aos pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos e ordenou aos seus soldados que o açoitassem até a morte.

Após a sua morte, foi enterrado num cemitério subterrâneo sob a Via Ápia. Mais tarde a Igreja construiu na parte posterior da catacumba um templo em honra do santo: A Basílica de São Sebastião que lá existe até hoje e recebe grande romaria dos seus devotos.

 

Em vida, São Sebastião ajudava, protegia e orava junto dos leprosos que viviam isolados, por isso ele é considerado santo protector contra as doenças contagiosas e infecciosas.

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Montaria ao Javali

Hoje, 15 de Janeiro de 2017, o Clube de Caça Pesca e Tiro do Alqueidão da Serra e Reguengo do Fetal levou a cabo mais uma montaria ao Javali.

O dia amanheceu muito frio. Os termómetros marcavam -3 ºC às 8h30 quando começaram a chegar os caçadores ao local marcado para o encontro, que este ano foi o salão junto à Igreja dos Bouceiros.

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O cheff Márcio do Recanto dos Sabores preparou as mesas para o mata-bicho dos 140 participantes.

Entretanto o Miguel, um dos responsáveis pela realização deste evento, saiu com o matilheiro para lhe dar a conhecer os caminhos onde deviam ser largados os cães.

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Os cães desempenham aqui um papel muito importante porque fazem com que os javalis abandonem os seus refúgios e se tornem mais facilmente visíveis aos caçadores.

Depois de um farto pequeno-almoço, os 140 monteiros dirigiram-se para os locais de caça, e foram libertadas as matilhas.

Tudo pronto e pacientemente à espera. Passou o tempo e…. de javali nem sombra.

Foto de Helder Carvalho

Cadê os bichos?

E o resultado final da caçada foi:………… dois javalis e uma raposa, sendo que os dois javalis foram abatidos pelo mesmo caçador.

Depois da montaria, seguiu-se o almoço servido pelo cozinheiro de serviço, Márcio Marto.

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Foto de Helder Carvalho

A montaria ao javali é muito mais do que um desporto. A gestão da caça desempenha um papel importante no controle da densidade das populações de Javalis e mantém o equilíbrio ecológico.

Ao longo do ano os caçadores lavram os terrenos na serra para semear grandes quantidades de cereais para alimentação dos amimais, e deixam também tanques com água em alguns locais.

Os animais vivem livres na serra, escavam grandes buracos para fazer os seus abrigos, mas também estragam o trabalho dos agricultores, e por isso não são vistos com bons olhos. Espécies como o javali, correriam mesmo o risco de desaparecer, se não fosse o interesse na sua preservação para a caça.

O abate do animal é a parte mais visível da caça, mas não a mais importante. Quem participa numa montaria, contacta com a natureza, partilha com os outros caçadores  histórias e experiências e o tempo de paciente espera pelo animal que, na maioria das vezes pressentindo o perigo nem aparece por perto.

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