O Padroeiro

Em O Couseiro, o livro mais antigo em que se fala do padroeiro da freguesia de Alqueidão da Serra, lê-se:

“O mesmo Bispo D. Martim Afonso de Mexia desmembrou da freguesia do Reguengo o lugar do Alqueidão da Serra, na parte que é termo de Leiria, com outros lugares, e levantou aí a Freguesia, da invocação de S. José, na ermida que estava no mesmo lugar; e para se dizer missa na nova igreja se deu licença no ano de 1620.”

As memórias mais antigas indicam que São José, o padroeiro, estava no altar-mor, o lugar mais importante da Igreja, onde atualmente está a cruz.

A imagem de São José, que é hoje venerada na Igreja Paroquial foi uma oferta de todos os homens de nome José que existiam na paróquia.

Visita da Imagem do Padroeiro aos outros lugares da Freguesia

Pela primeira vez na história desta terra a imagem do padroeiro São José deixou a Igreja Paroquial para visitar os outros lugares da Freguesia.

Percorreu os lugares de Casais dos Vales, Covão de Oles, Covas Altas, Bouceiros e Casal Duro, e regressou à Igreja Paroquial.

São José, Padroeiro e Protetor

São José é um grande intercessor que temos diante de Jesus. Nunca tarda em nos ajudar a conseguir alguma graça, desde que a peçamos com fé.

A Sagrada Escritura diz-nos que  São José é era um homem justo, temente a Deus e que aceitou dar sua vida para criar e educar um filho que não era seu.

Diz-nos ainda que era carpinteiro, e pobre, porque quando foi levar Jesus ao Templo para ser circuncidado e Maria purificada, ofereceu como sacrifício um par de rolas, que era o que ofereciam as pessoas que não tinham condições para comprar um cordeiro.

Quando José soube da gravidez de Maria, e sabendo que não era seu o filho que ela esperava, planeou deixá-la em silencio para não a expor à vergonha e crueldade. Naquela época, as mulheres acusadas de adultério eram apedrejadas até à morte.

José foi também um homem de fé e obediente. Quando o anjo do Senhor lhe revelou num sonho o mistério sobre a criança que Maria esperava, imediatamente  a tomou como esposa, sem fazer perguntas e sem se preocupar com o que diriam os outros.

Quando o anjo lhe apareceu de novo para o avisar do perigo que a sua família corria, imediatamente deixou tudo o que tinha, bem como os parentes e amigos, foi-se embora para um país estranho e lá ficou, aguardando pacientemente até que o anjo do Senhor, no devido tempo, lhe disse que podia voltar.

Quando Jesus ficou no templo, perdido dele e da mãe, José, juntamente com Maria, procurou-o com grande ansiedade até que o encontrou ao fim de três dias.

José tratava Jesus como seu próprio filho, a tal ponto que os habitantes de Nazaré repetiam constantemente em relação a Jesus “Não é ele o filho de José?”.

São José é invocado em casos de doença, junto a agonizantes, em casos de dificuldades financeiras e pelas famílias. Na ladainha em sua honra ele é invocado como terror dos demónios.

Terço de São José

Hino a São José

Oração a São José

Lembrai-vos, São José, puríssimo esposo da Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa proteção e implorado o vosso socorro e não fosse por vós consolado. Com esta confiança venho à vossa presença e a vós, fervorosamente, me recomendo. Oh! não desprezeis as minhas súplicas, pai adotivo do Redentor, atendeis a Graça que vós peço agora; (peça a graça); dignai-vos de à acolher piedosamente; por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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Versos ao Papa

22 de Outubro é dia de São João Paulo II

Em 12 de Setembro de 2014 o diário vaticano L’Osservatore Romano anunciou:

“O Papa Francisco, tendo em conta os inumeráveis pedidos que chegam de todas as partes do mundo, dispôs por meio de um decreto, que as celebrações das festas litúrgicas dos Santos Pontífices João XXIII e João Paulo II sejam inscritas no Calendário romano geral – a primeira no dia 11 e a segunda no dia 22 de outubro – com o grau de memória facultativa”.

Poema dedicado a João Paulo II escrito no 1º sábado de Abril de 2005, o dia em que o Papa morreu.

  • Sereno e persistente
  • Contra a fome e contra a guerra
  • Ele está sempre presente
  • Onde houver um inocente
  • É Jesus Cristo na terra.
  • Doem os corações
  • Ao saber da sua agonia
  • Façamos as orações
  • Ao que arrasta multidões
  • Ao devoto de Maria.
  • Que o Senhor faça de ti
  • O que melhor Lhe aprouver
  • É Jesus que te sorri
  • Vai levar-te para Si
  • Para deixares de sofrer.
  • Capacidade de amar
  • Deu-nos ele essa lição
  • Foi à prisão confessar
  • O turco que o quis matar
  • E deu-lhe a absolvição.
  • Estamos todos contigo
  • Estás a lutar contra a morte
  • Foste o Papa mais amigo
  • Do mais novo ao mais antigo
  • Deus te destinou essa sorte.
  • Viajante do Senhor
  • Mais branco do que a pura neve
  • Beija o chão com amor,
  • Do país aonde for
  • E ao partir diz “até breve”.
  • Com ternura no olhar
  • Conquistou a juventude
  • Mandando a todos rezar
  • E sobretudo amar
  • Que é uma grande virtude.
  • Fiz estes versos ao Papa
  • Com enorme gratidão
  • Eu estava na hora exata
  • Bem perto da Consolata
  • Quando lhe toquei a mão.

autor:  José Amado de Matos

 

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Nascidos em 1935

Em 18 de Outubro de 2015 reuniram mais uma vez, para o jantar de confraternização, os nascidos em 1935.

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Era dia da festa do Sagrado Coração de Jesus, e todos participaram na celebração em ação de graças pelos seus 80 anos de vida.

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Retrospetiva do Ano de 1935

O governo do Estado Novo era liderado por António de Oliveira Salazar. Vivia-se no tempo da ditadura, um tempo de medo e repressão. Todos tinham medo de falar, não estivesse por perto algum informador da PIDE.

O Bispo de Leiria era nesta altura D. José Alves Correia da Silva (1920-1957).

Cá na aldeia, as autoridades que toda a gente respeitava eram o padre, o presidente da junta e o regedor.

Por esta altura o pároco era Joaquim Vieira da Rosa também natural do Alqueidão da Serra, e que foi substituído em 23 de Agosto de 1936 pelo padre Henrique Antunes Fernandes que por cá ficou até 15-11-1950.

Vivia-se da agricultura e criação de gado.

Não havia água nem luz, nem telefone. O telefone publico só cá chegou  em 5 de Julho de 1938, que foi o dia em que fizeram a instalação do aparelho no estabelecimento de João Ferreira Cecílio, conhecido por Ti João Vitório, e que ficava situado onde actualmente se encontra o Centro de Dia.

Também não havia televisão, nem cinema. O primeiro contacto que as gentes do Alqueidão da Serra tiveram com a “Sétima Arte” foi em 1946, pela mão de Manuel Aparício que era conhecido pelo nome de “Lambion”.

Quanto a divertimentos, jogava-se a cantarinha, e o jogo da bola que era um jogo muito parecido com o chinquilho, com dois fitos com cerca de 30 cm de altura, mas neste caso as malhas tinham também a forma de um fito com um tamanho de cerca de 20 a 25 centímetros. Jogavam 2, 4, 6 ou 8 jogadores ao mesmo tempo.

A primeira bola de futebol só chegou ao Alqueidão em 1936. Foi comprada em Leiria e custou um pouco mais de 100$00.

Em Portugal, 1935 foi o ano de estreia do filme “As Pupilas do Sr. Reitor”, um filme a preto e branco com uma duração de 102 minutos. 

Foi também o ano em que faleceu Fernando Pessoa, poeta português.

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Nossa Senhora Aparecida

Anualmente a 12 de Outubro comemora-se o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

A imagem de Nossa Senhora da Aparecida é também venerada na Capela do Casal Duro, e o dia 12 de Outubro é dia de festa naquele lugar pertencente à Freguesia do Alqueidão da Serra.

Tradicionalmente depois da missa realiza-se a procissão das velas com a imagem de Nossa Senhora Aparecida. A festa continua normalmente com o jantar e baile.

Em 2015 (ano das comemorações da criação da freguesia) a missa foi às 19h00, seguiu-se a procissão das velas com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, e no convívio que se seguiu houve filhoses e café d’avó. Não se fez jantar, nem houve animação musical.

Origem da festa da Senhora da Aparecida, no Casal Duro

Adelino Ribeiro, emigrante no Brasil, tinha já perto de 60 anos quando regressou ao Casal Duro, sua terra natal.

Tinha uma grande devoção a Nossa Senhora, por intercessão da qual, dizia ele, angariou a sua grande fortuna no Brasil, por isso mandou construir, no Casal Duro, uma Capela em honra de Nossa Senhora, onde colocou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Nossa Senhora Aparecida (Casal Duro)

Adelino Ribeiro faleceu em 09-04-1987, um ano depois da inauguração da Capela. A partir dessa data as gentes do Casal Duro começaram a fazer  a festa de Nossa Senhora Aparecida anualmente a 12 de Outubro.

História de Nossa Senhora Aparecida

Em 1717 três pescadores, após de várias tentativas frustradas de apanhar peixe no rio Paraíba do Sul (São Paulo – Brasil), apanharam nas suas redes uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, mas não tinha cabeça. Lançarem as redes outras vez e apanharam a cabeça da imagem. Depois disto seguiu-se uma farta pescaria que surpreendeu os três homens.

Depois da imagem recomposta e limpa, expuseram-na à veneração dos fiéis em casas de família.

O pároco decidiu então construir uma capela capaz de satisfazer o numero crescente de devotos da Virgem. Esta capela foi substituída por outra maior em 1745, e em 1846 foi iniciada a construção de um templo ainda maior.

Em 1930 o Brasil foi solenemente consagrado a Nossa Senhora Aparecida.

No ano de 1980 foi concluída uma monumental basílica que acolhe numerosas peregrinações durante o ano inteiro.

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O Futebol no Alqueidão da Serra

Nos princípios da década de 30 o desporto mais popular no Alqueidão era o jogo da bola, que era jogado principalmente no Caminho Velho.

Este jogo era muito parecido com o jogo do chinquilho, com dois fitos com cerca de 30 cm de altura, mas neste caso as malhas tinham também a forma de um fito com um tamanho de cerca de 20 a 25 centímetros.

Jogavam 2, 4, 6 ou 8 jogadores ao mesmo tempo.

Destacaram-se nesta altura, neste jogo da bola, o Francisco Coiceira, o Francisco Gabriel e o ti Antoinico.

Com o passar do tempo o Jogo da Bola deu lugar ao Chinquilho que também se jogou durante muitos anos no Caminho Velho.

A Primeira Bola de Futebol

A primeira bola de couro e câmara de ar, atacada por cima com uma espécie de atacador e com um pipo comprido, chegou ao Alqueidão em 1936. Foi comprada em Leiria e custou um pouco mais de 100$00.

Esta bola foi bastante utilizada com pontapés para o ar, para ver quem conseguia chegar mais alto com o pontapé.

Durou relativamente pouco tempo, porque se descolou. O tio Zé Carvalho (que trabalhava na Conservatória), levou-a para colar em Porto de Mós, mas a bola nunca mais voltou para o Alqueidão. Lá ficou por Porto de Mós.

O Alqueidão ficou sem bola, até 1940. Nesta altura chegou a 2ª bola trazida pelo Manuel Santana que trabalhava lá para os lados do Estoril. Era uma bola já um bocado gasta, mas mesmo assim o pessoal comprou-a. Também durou pouco tempo.

Em 1942 chegou a 3ª bola trazia pelo tio Alfredo (o pai do Matateu) que a trouxe da tropa.

O pelotão onde estava o tio Alfredo comprou uma bola por 80$00, tendo cada um dos 40 soldados dado 1$50, cada um dos três sargentos que faziam parte do pelotão deu 2$50 e o Alferes deu o resto, ou seja 12$50.

Por decisão do Alferes quem ficou responsável pela bola foi o ti Alfredo, e por essa razão, quando o pelotão deixou de existir, o ti Alfredo trouxe a bola para o Alqueidão.

Em 1946 foi comprada outra bola, e aí também o ti Alfredo teve um papel determinante. A bola foi comprada em Leiria e o ti Alfredo deslocou-se até lá na bicicleta do ti Horácio (irmão do Hilário).

Em Leiria foi ter com o marido da D.Ema, o Sr.Santos que na altura era o presidente do Ateneu de Leiria e foram os dois comprar a bola que custou 60$00. Foi muito mais barata que as anteriores.

Os Campos dos Jogos

Entre 1942 e 1945 jogava-se, já com as regras atuais, nos restolhos do trigo e do milho, aquele que fosse ceifado mais cedo. Logo após as ceifas estava o terreno pronto para as peladinhas.

Foi assim que se jogou o futebol em terrenos particulares no Vale Perão (na cova do João D’Avó) e no Santo Estevão. Devido à natural oposição dos donos dos terrenos, passou também a jogar-se no Perulhal e no Chão Vermelho ( estes eram terrenos públicos mas de difícil acesso). Como não existiam as condições desejáveis pensou-se em comprar um terreno mais perto e com melhores condições.

O Campo da Chã

Estudados os locais que poderiam servir para a construção do Campo, veio a optar-se por um terreno na Chã que era quase plano.

Discutido o assunto no que respeita à compra do referido terreno que era do Inocêncio Carreira, veio a compra a efetivar-se pelo valor de 2.700$00.

Como não havia dinheiro nenhum, o Abel Laranjeiro e o Manuel Vieira Pedro dispuseram-se a financiar a compra, desde que o pudessem fazer gradualmente  até  completar os 2.700$00 do negócio.

Com base em algumas magras receitas provenientes das peças de teatro que eram realizadas no lagar do Manuel Jorge Furriel, foi possível fazer pagamentos parciais por conta dos 2.700$00, que só ficaram totalmente pagos em Janeiro de 1953.

João Bispo e Abel

Abel Laranjeiro e João Bispo numa das peças de teatro

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Nesta dinâmica nasceu o “Grupo Operário Alqueidoense”, com praticamente toda a população masculina associada. A evolução do desporto foi-se acentuando cada vez mais.

Para a contabilização das despesas existia um caderno de 35 linhas, datado de 30-03-1948, e assinado pelo nosso Francisco Furriel.

Para a utilização do Campo da Chã existia um regulamento datado de 05-08-1948, onde se fixavam penalidades ao seu não cumprimento, bem como se definia que o treinador era o Sr. Alfredo e o capitão da equipa o Sr. João Bispo.

Os sócios do “Alqueidão Operário Clube” em 25-07-1948 já formavam uma extensa lista, o que prova que havia uma adesão maciça da população às causas do Futebol.

A quota mensal então em vigor era de 2$50, e o número de sócios era de cerca de 150, dos quais o Sr. Rafael Gabriel (o pai do Vasco e do Telmo) era o nº 1.

Quotas

As obras de terraplanagem para o Campo da Chã, foram todas feitas manualmente, sem qualquer subsidio oficial, apenas com a boa vontade dos jovens e da população que lá trabalhou de dia e de noite.

Depois de cumpridos os horários de trabalho, à noite numa comunhão de esforços ali se juntava a maior parte da população ativa, com enxadas, marretas e todo o tipo de materiais adequados às necessidades.

Campo1

O Campo da Chã

Foi com o mesmo entusiasmo desta gente que por volta de 1948/49 se alargou o caminho para a Chã, onde até então mal cabia um carro de bois.

Tudo isto sem um centavo de ajudas exteriores, apenas com a contribuição  e o empenho dos jovens que iam sabendo  mobilizar toda a população.

Durante mais de 40 anos foi o Campo da Chã o local onde o Alqueidão jogou, criando bastantes tardes de glória para os jogadores e exercendo uma forte ação social na dinamização e aproximação das gentes desta terra.

Não se sabe ao certo qual foi o dia da sua inauguração, nem quem foi o primeiro adversário a jogar na Chã, sabe-se que serviu de recreio durante quatro décadas, e que o Clube foi sempre considerado um dos melhores clubes da região, profundamente respeitador  e respeitado.

A primeira farda utilizada foi uma farda à Belenenses, para não se criarem as discussões inerentes à escolha de uma farda à Benfica ou Sporting.

Jogadores

Em 1949, num jogo realizado ainda no campo do Chão Vermelho contra as Alcanadas, o Alqueidão ganhou por 2 – 0.

Já no Campo da Chã em 1951, num jogo tendo novamente as Alcanadas como adversário, o Alqueidão ganhou por 7 – 1.

Campo da Chã Alqueidão 7 - Alcanadas 1 em 1951

Campo da Chã Alqueidão 7 – Alcanadas 1 em 1951

Os jogos com equipas de fora eram muito raros, talvez ao ritmo de 4 ou 5 jogos por ano. Eram frequentes os jogos entre Alqueidão X Carreirancha e Benfica X Sporting.

A Primeira Sede – 1951/52

 Até esta altura no Alqueidão não existia um lugar próprio que servisse de sede onde as pessoas se pudessem juntar.

Como o futebol era muito popular e os rádios para ouvir os relatos escasseavam, o tio Hilário cobrava 0$50 a todos aqueles que pretendessem ouvir o relato da bola.

Como forma de fugir a este custo, o Zé Carolino juntamente com o Telmo e o Zé Mocho compraram um rádio por 3.600$00, ficando a pagar 300$00 por mês durante um ano.

A primeira sede que se arranjou, foi junto à casa do Tesório (a casa da Ti Coelha).

Aos Domingos de manhã levavam o rádio a Porto de Mós para poderem carregar a bateria e ouvir o relato da parte da tarde.

Esta primeira sede durou 15 dias tendo-se mudado para a frente da casa do Hilário (onde se fazia o licor Lena), local que depois veio a ser o café do Fazendeiro (Café Alqueidoense).

Café Alqueidoense

Foi aqui que se veio a constituir a “Sociedade Alqueidoense”, terminando assim o Alqueidão Operário Clube.

Foi nesta sede que permaneceu a “Sociedade Alqueidoense” até à data do primeiro alargamento de Campo da Chã que ocorreu em 1956.

Na sua forma original, as dimensões do Campo da Chã eram bastante reduzidas, ou seja cerca de 65 metros por 35.

Em 1956 o pessoal da bola pensou em alargar e aumentar o Campo, e de novo se reuniram esforços com o objetivo de melhorar as condições do Campo da Chã. Aqui se juntou de noite e nos momentos disponíveis, todo o pessoal ativo.

Os materiais utilizados voltam a ser os mesmos, e de novo todo o trabalho foi feito manualmente. As pedras mais salientes foram arrancadas e o campo passou a ter 70 metros por 38.

Nesta altura foi colocada uma camada de tufo sobre o Campo. O tufo foi trazido de um terreno na Custinha que pertencia ao ti Rafael (pai do Vasco).

O Campo ficou pronto no verão de 1956. Para a inauguração deste Campo com um novo visual foi convidada a equipa de Vila Moreira, disputando-se o jogo de futebol num dia quente de verão desse ano de 56.

1956

O Alqueidão perdeu 3 -1 com um golo marcado pelo Batista, tendo alinhado do seguinte modo: Tesório, Sacristão, Batista, Amadeu, Jota, Parra, Chico Matos, Zé Matos, Sôr, Canivete e Ministro.

Restauração do Campo da Chã Alqueidão 1 - Vilamoreira 3 em Julho de 1956

Julho de 1956 – Campo da Chã Alqueidão 1 – Vilamoreira 3

(agradeço a colaboração do Dr.Carvalho)

E a história continua…

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A História Atribulada do Clube

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