Pontos de Encontro

No tempo da primeira Republica, (de 5 de Outubro de 1910 até 28 de Maio de 1926) era na taberna do Santareno que o pessoal se encontrava para falar sobre as questões conflituosas sociais e políticas dessa época. Esta taberna ficava ao meio da ladeira, do lado esquerdo de quem sobe do cruzamento da Casa do Povo até à Rua de Cima.  De tal maneira a taberna era popular, que até a ladeira foi conhecida durante muitos anos como “a Ladeira do Santareno”.

Ladeira do Santareno

Na geração seguinte, a malta encontrava-se na Casa da Sociedade, (Café Alqueidoense) que ficava no Largo da Rua de Cima. Lá se falava de futebol, e lá se combinavam jogos e ensaios de teatro. Nos dias 13 de cada mês, a casa enchia-se para ouvir as transmissões de Fátima num radiozito que lá existia, e que por acaso até era o único da aldeia.

A Casa da Sociedade

A Casa da Sociedade

A geração que se seguiu encontrava-se mais no Farinhas (Café Cordeiro).

Por esta altura já existia muita gente fora da aldeia, (quer fosse por causa do trabalho ou por causa dos estudos), mas logo que chegavam à santa terrinha, iam ao Farinhas. Era por lá que se encontrava toda a gente que interessava para pôr a conversa em dia.

Onde era que se ia depois do trabalho e aos fins de semana, e onde era que se passavam serões inteiros na companhia dos amigos? No Farinhas, naturalmente!. E foi assim sempre, até o café fechar.

E agora? Onde é que a malta se encontra?

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Vinagreiras

Aparecem por quase todo o lado desde Janeiro até ao início da Primavera. Formam densos tapetes verdes salpicados de flores amarelas. O impacto visual é de grande beleza.

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O nome desta planta silvestre é Oxalis pes-caprae, mas é vulgarmente conhecida por azeda, erva-canária, erva-mijona, etc. É originária da África do sul.

No Alqueidão antigamente as crianças tinham o costume de mastigar o caule destas ervas que conheciam pelo nome de Vinagreiras. Deliciavam-se com a acidez do suco, no entanto, quando ingeriam uma maior quantidade ficavam com vómitos, diarreia e dores de barriga.

As Vinagreiras produzem muitos bolbilhos que facilmente se fragmentam e dispersam, originando extensas colónias. Preferem terras cultivadas, sítios descampados e solos argilosos.

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As flores das vinagreiras parecem ser muito friorentas. Fecham-se com o aproximar da noite, e reabrem no dia seguinte, quando o sol já vai alto e as aquece. O mesmo acontece quando há vento fresco.

Uso Medicinal

As folhas da planta podem ser usadas esmagadas, sobre queimaduras e pequenas feridas. As flores são muito boas para o acne. Na época dos descobrimentos ajudaram os navegantes a combater o escorbuto.

Não podem ser consumidas em excesso por causa do ácido oxálico que em grandes quantidades pode ser tóxico. Não deve ser consumido, especialmente, por pessoas com problemas renais.

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Padre Manuel Frazão

Padre Manuel Frazão

Padre Manuel Frazão

Filho de José Frazão, e de Maria de Jesus Thereza moradores na Carreirancha (neto paterno de Francisco Frazão, e de Joaquina Franca) e (neto materno de José Vieira Amado, e de Joaquina de Jesus Thereza) Manuel Frazão foi baptizado pelo Padre Manuel Affonso e Silva na Igreja Paroquial do Alqueidão da Serra no dia 26 de Janeiro do ano de 1891.

Depois de terminados os estudos na escola primária do Alqueidão, com o professor José Candeias Duarte, Manuel Frazão decidiu entrar no seminário de Santarém, mas não conseguiu realizar o seu intento.

No ano seguinte, voltou a fazer o mesmo pedido, enviando para o Seminário o seguinte requerimento:

“Ex.mo e Rev.mo Snr.:

Manoel Frazão, de 15 anos, e filho de José Frazão e de Maria de Jesus, natural da freguezia de S. José de Alqueidão da Serra, Concelho de Porto de Mós, Patriarcado de Lisboa, tendo requerido já em princípios de Agosto de 1905 a graça da admissão como aluno no Seminário Diocesano, visto sentir vocação para o estado eclesiástico, e tendo sido indeferido o seu requerimento, mui humilde e respeitosamente de novo vem aos pés de V.ª Em.cia pedir-lhe a referida graça da admissão como aluno gratuito, visto ser pobre.

E. R. M.

Alqueidão da Serra, 30 de Julho à de 1906

Manoel Frazão”

Manuel Frazão nasceu no Patriarcado de Lisboa, (porque tinha sido extinta diocese de Leiria) e estudou no seminário de Santarém, onde foi admitido no dia 10 de Outubro de 1906, matriculando-se no primeiro ano.

Segundo os registos do seminário, poucos dias depois dos exames do primeiro ano de Teologia, recebeu a Prima Tonsura e os quatro graus das Ordens Menores. Foi em 6 de Julho de 1913. E, quanto às outras Ordens, nada mais consta do arquivo do Seminário devido ao facto de elas lhe terem sido conferidas noutro ou noutros locais, que não estão apontados no Livro das Ordenações.

Na revista “A Vida Católica”, de 5 de Agosto de 1916, vem publicada a notícia de que “Sua Eminência conferiu a sagrada ordem de presbítero, no dia 16 de Julho, na sua capela particular, a alguns Diáconos e a Manuel Frazão”. Ainda segundo a mesma fonte informativa, no dia seguinte fizeram exame de confessor e de pregador, tendo ficado aprovados por um ano. 

Não se sabe em que data celebrou a Missa Nova, no entanto o semanário leiriense, “O Mensageiro”, de 24 de Novembro de 1916, referindo-se ao P.e Manuel Frazão, diz:

”Foi nomeado pároco do Paço, em Torres Novas este nosso amigo que este ano celebrou a sua primeira missa no Alqueidão da Serra, de onde é natural.”

A vida paroquial do Padre Manuel Frazão foi interrompida na altura em que foi convocado para cumprir o serviço militar,  e teve de partir para o campo da batalha, como tantos outros portugueses.

A guerra de 1914/18 continuava a matar gente, a destruir cidades e a desgraçar o Mundo. Os alemães tinham declarado guerra a Portugal a 9 de Março de 1916.

Em Janeiro de 1918, Sidónio Pais, que acumulava o Ministério da Guerra, permitiu o “recrutamento” de novos capelães voluntários (Oficio n.º 141, de 16 de Maio de 1918).

Em Junho de 1918 Portugal enviou para França os seguintes Capelães:

  • Manuel João Gonçalves
  • Alexandre Pereira de Carvalho
  • Manuel Francisco dos Santos
  • Manuel Frazão
  • João Augusto de Sousa
  • Joaquim Antunes Pereira dos Santos
  • António Alves Pacheco
  • Manuel Ramos Pinto

O Padre Manuel Frazão acompanhou o primeiro grupo de enfermeiras militares portuguesas, que chegaram a Paris  destinadas aos hospitais de base do C.E.P.

As Damas Enfermeiras do Triângulo Vermelho Português em Paris (antecessor da cruz vermelha) chegaram a Paris acompanhadas por dois capelães do exército português: o alferes-capelão Joaquim António Pereira dos Santos e o alferes-capelão MANUEL FRAZÃO.

Data 24-06-1918 Arquivo Hemeroteca Digital Tipo de Iconografia Imagem de publicação Fonte Ilustração Portugueza, série II, nº. 644, Lisboa, 24 de Junho de 1918, p. 497.

Estão presentes na imagem: no primeiro plano, da esquerda para a direita: Julia Peixoto Lima Beça e Encarnação Péon Sanches; no segundo plano: Marques da Silva, delegado oficial do Triangulo Vermelho Português em Paris, o alferes – capelão Joaquim António Pereira dos Santos, Aurora Alves Loureiro, […] de Sá Viana, Maria do Rosario Prego, Cecilia Freitas e Clotilde Gomes, Palmira Pinho, F. Conceição Faria e Maria de Lourdes e o alferes – capelão sr. Manuel Frazão (à direita).

Do Padre Manuel Frazão, em serviço nas trincheiras, sabe-se que em Setembro de 1918 pertencia à 1ª Brigada de Infantaria.

Era o “mestre escola” do Batalhão, fornecia aos soldados, por conta da Assistência religiosa, absolutamente gratuito, o papel e envelopes que precisavam para escrever todos os dias às suas famílias.

O Padre Dr. Avelino de Figueiredo na sua obra, “A Cruz na Guerra”, refere que o Padre Manuel Frazão consta na lista dos Capelães Militares que trabalharam em França.

O que é possível dizer sobre o regresso do Padre Manuel Frazão a Portugal, mais concretamente, sobre a data em que voltou, é o que em 5 de Junho de 1919, o correspondente do “Portomozense”no Alqueidão, noticiava:

”Encontra-se aqui o nosso amigo Padre Manuel Frazão, há pouco regressado de França, onde foi alferes-capelão. As nossas boas vindas.”

Ao regressar de França, ainda que a diocese de Leiria já tivesse sido restaurada, encontrou na mesma as freguesias dela que, por efeitos da extinção, tinham sido anexadas ao patriarcado de Lisboa. Isto porque a Santa Sé ainda não escolhera o Bispo da renascida diocese.

Foi por estes motivos e circunstâncias que o Padre Manuel Frazão ficou ao serviço de Pataias, lugar em que se manteve, mesmo depois de Leiria estar provida de Bispo próprio.

Foi depois nomeado pároco da freguesia do Paço, Vigairaria de Torres Novas, com a facilidade de binar na capela dos Soudos, da mesma freguesia, até ao fim do ano, que era o de 1921. Ao fim de algumas semanas de atroz sofrimento, faleceu em 22 de Julho desse mesmo ano e ficou sepultado no cemitério paroquial. Presidiu ao funeral e lavrou o assento de óbito o Padre João Vieira Amado, também natural do Alqueidão, que assinou como “pároco provisório”.

O Músico

A biografia do Padre Manuel Frazão ficava claramente prejudicada sem um apontamento, a respeito do seu gosto e clara tendência para a música.

Nasceu dotado de um extraordinário ouvido musical. A prova disso é um papel de musica que ele próprio ofereceu a Francisco Pereira Roque onde se lia na parte de cima da comprida folha:

“Ao Francisco Pereira Roque, oferece este “Te-Deum”, copiado de ouvido na igreja de (…), o Padre Manoel Frazão.”

Isto é a prova da excelência do seu ouvido e da memória musical de que era dotado. Doutra maneira, ser-lhe-ia completamente impossível reproduzir uma peça da natureza dum “Te-Deum”, sem recurso a qualquer ajuda.

O Padre Manuel Frazão ensinou música, quando era  ainda estudante do Seminário, e do que aprendeu, interpretava vocalmente inúmeras composições religiosas, quer para missas cantadas quer para as cerimónias da Semana Santa.

Tocou o órgão nas solenidades realizadas na Sé Catedral de Leiria, quando o Sr. D. José Alves Correia da Silva fez a entrada solene na diocese.

Muito mais era de esperar do Padre Manuel Frazão se a morte não lhe ceifa a vida com pouco mais de trinta anos e sete meses.

 

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Rebanhos e Pastores

Nos tempos em que a vida local exigia a existência de rebanhos de cabras e de ovelhas, mal começavam as sementeiras cá em baixo na aldeia, os donos desses animais tratavam de pensar em transferi-los para a Serra.

Chamavam “transumância” a esta medida que datava de anos sem memória nem conta na história desta terra. Com isto pretendiam os donos dos animais evitar os prejuízos que lhes viriam inevitavelmente da diminuição das zonas de pasto por causa do aproveitamento do terreno para cultivar.

Evitavam assim de ouvir as justas reclamações dos proprietários que, não tendo cabrada, iam dar com as suas culturas devastadas e com as árvores todas roídas. As actas das sessões municipais estavam cheias de protestos desta natureza e de medidas contra semelhantes abusos, entre as quais figuravam as coimas, mas tudo sem resultado que se visse.

A todas estas claras vantagens havia que somar os lucros resultantes do aproveitamento das pastagens da Serra, precisamente na altura em que a vegetação espontânea atingia o melhor da sua qualidade e o máximo da sua quantidade.

E ainda havia outras vantagens, como por exemplo, a economia resultante do facto de a permanência dos gados na Serra evitar as despesas e trabalhos com o transporte do estrume, que sendo produzido mesmo dentro da propriedade, era só passá-lo do monte em que tinha sido junto, para o terreno da sementeira ao qual o curral estava ligado.

Por todos os motivos, resumidamente enumerados, a Serra povoava-se de cabeças de gado. Era coisa digna de se ver: as ovelhas comendo a viçosa relvinha verde e as cabras, que eram um bicho bulido, a comer os grelos das silvas ou as folhas mais tenras dos rebentos e outros  mimos que a Natureza lhes colocava diante dos olhos.

Cá abaixo à aldeia, quando o vento do Nordeste soprava pela garganta do Penedo Grande fora, chegava a música dos chocalhos, e ouvia-se o balir grave das ovelhas-mães a chamar pelas crias, tudo à mistura com os prolongados “mééés” dos cordeirinhos que saltavam de penedo em penedo.

Ao  anoitecer recolhiam ao curral. Aí ruminavam a barrigada, ficavam ao abrigo do frio e também mais protegidos do inimigo.

O curral era a construção mais simples que imaginar se pode. Os materiais utilizados resumiam-se a pedra armada uma sobre outra a tecer parede, umas tábuas na porta com uma tranca de madeira na padieira, uns barrotes e umas ripas sobre as quais era colocada a vulgar telha moirisca.

Quanto às medidas e aspecto exterior, podia representar um quadrado ou um rectângulo, e nas paredes só havia uma brecha, a da porta. O piso era o chão da Serra, coberto daquele mato de que resultaria um excelente estrume.

Entre o chão e o telhado existia uma espécie de sótão, com muito reduzidas dimensões. Era onde o pastor passava as suas noites. Ali dormia embrulhado nas quentinhas mantas de lã pura que, tosquiado o seu gado, era cardada pelos velhos especialistas mindricos e depois de enovelada pelas dobadoiras passava a ser urdida nos antigos teares manuais da Freguesia. Deste modo se resguardavam da friúra nocturna da Serra.

O tamanho do rudimentar curral orçava pelo número de rezes do seu proprietário. E se era maior, prestava-se a que o dono beneficiasse desse facto, consentindo que um amigo ou vizinho recolhesse nele o seu próprio gado, o que aumentava a produção de estrume.

Além de abrigo nocturno para rebanhos e pastores, o curral servia também para arrecadação de alfaias agrícolas (arado, grade, etc.) durante o tempo em que não tinham préstimo.

Utilizavam-no ainda para arrecadar a erva cortada que vinha da meda, e também para a recolha do pasto e dos crutos secos.

E quantas vezes ele deu providencial resguardo aos caçadores, aos roçadores de mato e aos passantes de acaso, colhidos de surpresa por uma daquelas ventanias e escardoças de chuva!

Mas a verdade é que o fim principal dos currais era garantir acolhimento ao pastor e ao rebanho.

Cabe, neste lugar, a pergunta: Como é que o pastor vivia, no que respeita à sua própria alimentação?

Alguns partiam aviados de farnel para alguns dias. Quando  acabava, eram reabastecidos para mais alguns dias e assim sucessivamente, conforme ficava combinado previamente com todos os pormenores, tais como quantidade e qualidade dos alimentos, dia, hora e local de entrega.

Outros recebiam, diariamente, o comer indispensável à vida pela mão da família ou de quem tomasse a cargo essa pensão.

Também acontecia dois ou três pastores combinarem entre si a maneira de serem diariamente abastecidos de comer de tacho. À vez, cada um deles se deslocava à povoação e recebia das famílias respectivas aquilo que tivessem cozinhado para esse efeito. Depois, era só aquecer, e para isso não faltavam carrascos, pinhas e gravetos sem discriminação.

E também havia aqueles que, despreocupados quanto à sorte das suas rezes, ceavam todas as noites em casa e dormiam na sua própria cama. A este número pertenciam as raparigas que exercessem o pastoreio. Elas nunca ficavam fora e levavam sempre consigo o rebanho.

Mesmo assim, o dia do pastor oferecia-lhe algumas compensações morais. Valia-lhe o recurso a saudáveis folguedos em que passava horas. É que, não tendo o gado onde causasse prejuízos no alheio, (por andarem tão longe das terras de semeadura ou das árvores de fruto), o tempo era deles sem limite, além daquele que o sol marcava.

Ora, como havia sempre um pífaro, aberto a canivete por mãos habilidosas num ramo de sabugueiro, a qualquer hora e com toda a facilidade e muita frequência se armava o bailarico.

Este era um dos aspectos da vida que por lá passavam. Uns, a maioria, ficava pela Serra até àquela altura de Abril em que a Primavera já oferece mais quantidade de pastos cá em baixo. Outros por lá ficavam até fins de Maio.

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As condições de vida das pessoas mudaram, e já não existem os grandes rebanhos de antigamente, no entanto ainda se encontram algumas ovelhas e cabras a pastar nas locais mais afastados da aldeia.

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5 dias de vida

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Frei João do Menino Jesus

João Pires da Silva, filho de João Pires e Catharina Vieira, fez os primeiros votos em 29 de Abril de 1690 e adoptou o nome de Frei João do Menino Jesus.

Nasceu nos Vales, em 1679. Por esta altura a localidade que hoje conhecemos por “Vales” tinha a denominação de “Vales de Ourém” e pertencia à freguesia de São João – Porto de Mós, Bispado de Leiria. Só passou a fazer parte da nossa freguesia numa das várias reformas administrativas do séc. XlX.

Era irmão de Manuel Vieira que também seguiu a vida religiosa entrando para o Convento de Nossa Senhora dos Remédios em Lisboa a 8 de Dezembro de 1696, onde professou a 14 de Dezembro de 1697, adoptando o nome de  Frei Manoel de Santa Maria.

Num manuscrito existente na Secção de Reservados da Biblioteca Nacional de Lisboa, com a cota Cód. 8207/210, lê-se que Frei João do Menino Jesus faleceu em 7 de Março de 1698 vitima de gota coral (epilepsia), tinha dezanove anos de idade.

“Aos 7 de Março de 1698 foi Deus Seruido leuar pare Si ao Irmão frei João do Menino Jezus, corista professo. teue hûa dittosa morte, sendo que padeceo anticipadamente muitos accidentes de gota coral, mas sempre em seu Juizo perfeito, e muito conforme com a uontade de Deus. tinha de idade dezanoue annos, e dous de habito esta enterrado na Caza do Lauatorio da Sanchristia, junto adonde estão os sapatos. Deus lhe tenha a sua alma na gloria, amen.”

Foi dado o nome de Frei João do Menino Jesus ao largo dos Casais dos Vales, onde foi construído o nicho em honra de Nossa Senhora.

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