Fábrica das Mantas

Funcionou na cave da casa da Tia Laura Sarrana até à década de 50. Era um negócio de família.

O Sôr é que era o responsável pelo fabrico das mantas que depois eram vendidas pelo irmão José de Matos, que era conhecido em todo o lado como “O Zé das Mantas”. Os outros irmãos também ajudavam quando era necessário e nas alturas de maior movimento trabalhavam lá dois empregados: O Biu e o Gaiola.

Nessa altura ainda não existia electricidade, os teares eram manuais e trabalhavam com grandes bobines de fio de lã. Este era o produto final:

mantas

Além das mantas faziam também tapetes e passadeiras.

Mais tarde adquiriram uma máquina de tricotar manual, e passaram a fazer camisolas por medida.

Tudo terminou na década de 60, quando o pessoal teve de emigrar em busca de uma vida melhor.

Publicado em Actividade Económica | 1 Comentário

Coscorões

Para fazer os coscorões típicos do Alqueidão, precisamos de:

1 kg de farinha,
uma colher de chá de fermento de padeiro,
3 colheres de sopa de açucar,
1 colher de chá de soda (bicabornato de sódio),
125 gramas de margarina,
uma colher de sopa de banha de porco
uma colher de sopa de azeite 
um cálice de aguardente
uma dúzia de ovos
 

Faz-se assim:

1 – Desfaz-se o fermento de padeiro em aguardente, e junta-se uma colher de chá de sal.

2 – Derrete-se a margarina e a banha de porco e junta-se um pouco de azeite.

3 – Coloca-se a farinha no alguidar

Em cima da farinha e junto à borda do alguidar, coloca-se o açucar, a soda, a margarina (que já se encontra derretida com a banha e o azeite), 6 ou 7 ovos e a aguardente (na qual já se derreteu o fermento de padeiro e se juntou o sal).

Depois vai-se incorporando a farinha aos poucos e amassando, e vão-se juntando os restantes ovos um a um à medida que se amassa.

DSCN1800

Amassa-se durante cerca de uma hora, até que a massa comece a fazer bolhas.

DSCN1802

Depois tapa-se e deixa-se levedar durante uma ou duas horas.

DSCN1803

Coloca-se um tacho ao lume com 1 litro de óleo e deixa-se aquecer.

DSCN1837Estende-se a massa com o rolo, e depois fazem-se 2 golpes com o bico da faca.

DSCN1855

Fritam-se no óleo bem quente, e polvilham-se imediatamente com açucar e canela.

DSCN1862

 

(com a colaboração de Cristina Santos e Helena Amado de Matos)
Publicado em Receitas Típicas - Guia Prático | Deixe um comentário

Magnólia

As magnólias são arbustos ornamentais que aparecem nos jardins, principalmente em locais de clima temperado. Produzem abundantes flores rosadas grandes e perfumadas.

DSCN1879

DSCN1890

DSCN1896

As magnólias apresentarem estruturas reprodutivas e anatómicas que se acredita serem extremamente primitivas em relação a todas as outras flores. Alguns estudos sugerem que as magnólias podem ter sido as primeiras flores que surgiram no nosso planeta, mas isso não está comprovado.

Publicado em Flora | Deixe um comentário

Salsa

A salsa é muito usada em  culinária como tempero e também se usa na medicina caseira. Os antigos egípcios usavam-na como um remédio para dor de estômago e distúrbios urinários.

DSCN1691

É riquíssima em vitaminas A, B1, B2 e C, e tem uma boa percentagem de ferro, é um vegetal que dá um sabor agradável ao alimentos cozinhados, para além de os enriquecer com suas vitaminas.

Utilizada com cosmético a salsa combate as rugas, visto que é antioxidante. Friccionar a pele com suco de salsa elimina sardas e manchas da pele. Para dar brilho aos cabelos aconselha-se ferver salsa durante 20 minutos e enxaguar os cabelos com este chá depois da lavagem.

LIMPE OS SEUS RINS!

Os nossos rins filtram o sangue, removem o sal, veneno e qualquer coisa indesejada que entra no nosso corpo. Com o tempo o sal vai-se acumulando no nosso organismo e por isso torna-se necessário fazer uma limpeza ao rins.

Para nos libertarmos do excesso de sal fazemos assim:

Lava-se um ramo de salsa, limpa-se, e depois corta-se em pedaços pequenos que se colocam numa panela, despeja-se água para cima  e deixa-se ferver por dez minutos.

Deixa-se arrefecer e depois filtra-se e despeja-se numa garrafa. Conserva-se no frigorífico e bebe-se um copo por dia. A salsa é conhecida como a melhor limpeza de tratamento para os rins.

A salsa aparece espontaneamente na natureza que nos rodeia, mas também é semeada nos jardins, nos canteiros, ou em qualquer sitio perto de casa. Para fazer as morcelas típicas do Alqueidão são utilizados enormes ramos de salsa.

DSCN1730O factor mais importante ao semear salsa, é não deixar que as sementes sequem durante o processo de germinação. As sementes devem germinar entre duas a quatro semanas.

Publicado em Ervas Aromáticas | Etiquetas , , , | Deixe um comentário

São José

Dia 19 de Março celebramos o dia de São José, Padroeiro da Freguesia de Alqueidão da Serra.

Foi em resposta a um pedido que lhe fez o Padre Manuel Afonso e Silva, que o Papa Pio IX concedeu ao Alqueidão uma grande graça de natureza espiritual:  o Jubileu de São José. Estávamos em 11 de Julho de 1872.

Houve tempos em que era considerável a afluência de pessoas de fora, à igreja matriz do Alqueidão por causa do Jubileu de S. José. Vinham do Reguengo, dos Golfeiros, das Alcanadas e da Fonte dos Marcos. Até 1925 muitos foram os que se deslocavam ao Alqueidão a fim de ganharem o Jubileu.

Anos mais tarde o Revº.Padre Américo Ferreira actuou no sentido de manter e dar novos alentos a esta tradição local do culto de S. José, intensificando a vida religiosa.

Com este objectivo específico, instituiu o Sagrado Lausperene, que durava desde as 7,30 horas do sábado em que abriu o Jubileu, até domingo depois da missa solene às 8,30 horas.

Durante as horas do dia, a participação nele era livre para ambos os sexos. Para de noite, levando em conta o louvor permanente enquanto dura a exposição do Santíssimo, criou zonas para os diversos turnos de rapazes e de homens.

A primeira vez que este facto se verificou na Freguesia, as zonas estavam marcadas da seguinte maneira:

Das 23 horas às 24, velavam os homens dos Casais, Vales e Covão de Oles;

Das zero horas à uma coube aos rapazes, e da da uma às duas aos homens da Carreirancha até à Barreira;

Das duas às três aos homens da Barreira até à escola;

Das três às quatro pertenceu aos homens do Alqueidão, lado nascente da estrada que dá para o Celeiro; e das quatro às cinco abrangeu os homens compreendidos entre esta estrada e a que leva a Porto de Mós e a das cinco às seis esteve a cargo dos homens situados na parte sul desta estrada.

saojosé

Com o passar do tempo esta devoção deixou de ser vivida com a intensidade que lhe é própria.

Este ano de 2013 o Padre Manuel Vitor de Pina Pedro incentivou os paroquianos a participar intensamente nas festividades em honra de São José.

Assim, das 00h00 até às 20h00 do dia 19, estará exposto o santíssimo Sacramento da Eucaristia. Nas horas da noite, cada hora vai ser assegurada por duas pessoas, numa sala aquecida preparada para o efeito.

 Durante o dia o Santíssimo estará exposto na Igreja.

A santa Missa deste dia será às 20h00.  Depois da santa Missa, haverá procissão com velas e a imagem do nosso grande padroeiro S. José. Depois haverá um lanche/convívio com café da avó e filhoses, biscoitos, etc. Estará também alguém para cantar algumas canções.

DSCN1754

DSCN1752

Publicado em Devoções | Etiquetas , | 1 Comentário