O Posto de Ensino dos Casais dos Vales

Depois dos Bouceiros, o primeiro lugar da Freguesia que teve o benefício do ensino primário foi o dos Casais dos Vales. Ali se criou  um Posto de Ensino destinado às crianças deste lugar, dos Vales e do Covão da Oles.

No dia 2 de Abril de 1937, o Posto foi solenemente inaugurado, sendo regente Matilde Pontes, que para o efeito preparou uma cerimónia apropriada à circunstância.

Do programa fez parte a deslocação de um grupo de alunos ao Alqueidão, onde foram convidar professores e alunos das escolas da Freguesia que se associaram a eles.

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Padre Manuel Francisco Vieira Inácio

Nasceu em Alqueidão da Serra no dia 16 de Maio de 1874. Era filho de Manuel Inácio, que também usava o nome de Manuel Baptista, e de Maria do Rosário Correia.

Maria do Rosário Correia (Maria Reala)

e Manuel Inácio (Manuel Batista)

Frequentou a escola do Padre Manuel Afonso e Silva.

Em 1892 foi admitido no Seminário Patriarcal de Santarém onde cursou Teologia, tendo acabado este curso em 25 de Junho de 1903.

Em 15 de Junho de 1903 fez exame para presbítero, ordem que veio a receber, juntamente com Francisco Vieira Real e Joaquim Pereira, em 20 de Dezembro de 1903 conferida pelo Arcebispo de Mitilene, D. José Alves de Matos, na capela do Seminário de S. Vicente de Fora em Lisboa.

No jornal “O Portomosense”  descreve-se com pormenores, a celebração da “Missa-Nova” dos Padres Inácio, Pereira e Real, pelo Natal de 1903, na igreja do Alqueidão.

Por carta de 19 de Janeiro de 1904, foi nomeado coadjutor de Pataias durante um ano. Neste mesmo ano, a 29 de Fevereiro, foi autorizado, pelo espaço de doze meses, a benzer objectos religiosos como terços, coroas, imagens de Cristo, de Nossa Senhora e dos Santos.

Ainda em 1904 é-lhe confirmado cargo de coadjutor, com obrigação de celebrar missa na capela da Mélvoa. A 4 de Fevereiro de 1905 foi-lhe renovada a carta de coadjutor da dita freguesia, sob a cláusula de fazer homília e catequese.

No mês de Fevereiro de 1906, obteve renovação da carta de coadjutor, por um ano, na forma anteriormente concedida. A 22 de Março imediato, volta a receber provisão para celebrar missa na capela de Mélvoa com obrigação de fazer exercícios espirituais.

A 7 de Fevereiro de 1907, foi novamente autorizado a fazer as bênçãos atrás referidas.

Em 25 de Setembro de 1908, foi nomeado pároco da freguesia do Espírito Santo de Vale de Cavalos.

Tem a data de 12 de Maio de 1909, a carta que o transfere como pároco da freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Moita dos Ferreiros, durante um ano.

Por fim, com data de 20 de Setembro de 1910, recebe a promoção de pároco da Abrã. Nesta freguesia, exerceu o ministério sacerdotal até à sua morte.

As pessoas que conheceram o Padre Francisco Vieira Inácio e dizem que era um padre muito simples e esteve a paroquiar a freguesia de Abrã durante doze a treze anos.

Faleceu em Abrã, na década de 20, e lá se encontra sepultado.

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Padre João Vieira Amado

Nasceu em 12-12-1857, e foi baptizado na igreja paroquial de Alqueidão da Serra. Era filho de José Vieira Amado e Joaquina de Jesus Theresa.

Com a preparação intelectual que lhe deu o Padre Manuel Afonso e Silva foi admitido no Seminário de Leiria. Entrou como pensionista, “pagando com grande sacrifício de sua família a mensalidade de 2.400 reis”, como ele próprio escreveu.

Neste seminário, fez exame de Latim no dia 2 de Julho de 1881. Em 5 de Julho de 1882, foi examinado em Francês e Português. A 6 de Julho de 1883 prestou provas de Filosofia (1ª parte) e de Aritmética e no dia 1 de Julho de 1884, respondeu a Literatura e a Geografia.

Isto quanto ao aproveitamento intelectual. Sob o ponto de vista do aproveitamento moral, atesta o Reitor “que o seu comportamento foi muito regular, e assaz demonstrativo da sua vocação para a vida sacerdotal”.

Fez os últimos exames no Seminário de Leiria, em 7 de Julho de 1884, e neste mesmo ano  fez o exame de Latinidade ( estudo superior da língua latina) no Seminário de Santarém no dia cinco do mesmo mês e ano.

João Vieira Amado recebeu a Prima Tonsura e Ordens Menores, a 27 de Março de 1885 conferidas, na igreja de S. Vicente de Fora, de Lisboa, pelo Arcebispo de Mitilene que então era D. João Rebelo Cardoso de Meneses.

Foi na mesma igreja, lhe recebeu o Sub-diaconado em 18 de Dezembro de 1886.

O Diaconado recebeu-o em 4 de Junho de 1887, na capela do Paço de S. Vicente de Fora, de Lisboa, sendo oficiante o Arcebispo de Mitilene, D. José Gaudêncio Pereira.

Quem lhe conferiu a ordenação sacerdotal foi o Cardeal Patriarca D. José Sebastião Neto, na capela do Seminário de Santarém a 3 de Julho de 1887.

Deu provas públicas de concurso para a freguesia de Paio Pele e foi aprovado com dez votos em quatro votações.

Posteriormente, foi nomeado coadjutor da freguesia de S. Pedro da Ericeira, por um ano.

A 21 de Julho de 1891 obteve carta de paróquia da freguesia de S. Pedro e Salvador, de Torres Novas, com a pensão de dar o terço da côngrua para o Seminário.

No dia 4 de Janeiro de 1894 foi dispensado da paroquialidade de S. Pedro e a 23 de Junho imediato foi autorizado a celebrar durante um ano, na capela da Meia Via, Torres Novas.

Neste mesmo ano colou-se na freguesia do Alqueidão, em 24 de Agosto. Por aqui se manteve até Setembro de 1898.

Por informação de “O Portomosense”, de 9 de Janeiro de 1901, sabe-se que nesta data estava à frente dos destinos religiosos da freguesia da Roliça, ao tempo do concelho de Óbidos mas que depois de 28 de Março de 1914 foi integrada no concelho do Bombarral.

Ainda no ano de 1901, regressou a Torres Novas. Desta vez ficou na freguesia de S. Tiago durante um ano.

A este sacerdote se refere “O Mensageiro”, citando a respeito da dinamitação do P.e Júlio Pereira Roque, ao falar doutro padre que foi espancado no Alqueidão, a coberto da impunidade vigente no Concelho.

Faleceu em Torres Novas, a 8 de Agosto de 1928.

(com base numa pesquisa de Alfredo de Matos)
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Padre Joaquim Vieira da Rosa

Nasceu em Alqueidão da Serra no dia 6 de Janeiro de 1866, e aí foi baptizado também.

Era filho de Domingos Vieira da Rosa e Maria da Silva. irmão dos padres António Vieira da Rosa e Francisco Vieira da Rosa.

Com dezassete anos passou das aulas do Padre Afonso para as do Seminário de Santarém no princípio do ano académico de 1883/84.

Depois dos preparatórios, entrou na Teologia cujas matérias estudou ao longo de três anos.

Foi em 16 de Junho de 1891 que terminou o curso de ciências eclesiásticas, segundo o programa daquele tempo.

Foi no decurso do ano de 1891 que subiu o escadório de todas as ordens, desde a Prima Tonsura até ao Sacerdócio, inclusivamente.

Assim, a Prima Tonsura e Ordens Menores conferiu-lhas o Cardeal D. José Sebastião Neto, a 21 de Fevereiro, na igreja do Seminário Patriarcal. Nesse mesmo dia e nas mesmas circunstâncias de lugar, recebeu o Subdiaconado.

Foi Diácono a 14 de Março. A ordenação sacerdotal, em que oficiou o Arcebispo de Mitilene, D. Manuel Baptista da Cunha, realizou-se a 28 de Junho de 1891, na capela do Paço de S. Vicente de Fora, de Lisboa. Para ela, tinha feito exame em 30 de Maio, no qual mostrou suficiência de conhecimentos para o exercício do presbiterado.

As principais indicações biográficas já na prática da vida sacerdotal são:

Em 1891 foi nomeado coadjutor da freguesia da Benedita, por carta de 3 de Agosto. Teve curta duração este despacho, uma vez que outro, de 12 do mesmo mês e ano, lhe dá a coadjutoria de S. Pedro e de S. João de Porto de Mós, sob condição de se fazer examinar para as funções de confessor.

Ainda neste ano, mediante proposta de Francisco Ferreira Cacela, professor de Alcaria e do curso nocturno do Alqueidão, ficou a substituí-lo na regência do curso.

Em Fevereiro de 1892 fez o exame a que estava obrigado, com aprovação por três anos e, por carta de 18 de Agosto, tem licença para celebrar missa no Tojal, durante um ano.

A 24 de Maio de 1893 fez provas públicas, para a igreja de S. Vicente do Paúl e ficou aprovado com nove votos em quatro votações. Continuando a exercer o lugar de coadjutor de S. João, por despacho 18 de Agosto do ano em curso.

No dia 8 de Junho de 1894 recebeu a colocação na igreja da freguesia de Assentis e, poucos dias depois foi autorizado a celebrar missa na capela da Calvaria, durante um ano.

Foi nomeado prior de Alpedriz, em 28 de Novembro de 1895. A colocação tinha a validade de um ano.

Em 20 de Agosto de 1900, foi colocado na freguesia de S. João, Porto de Mós.

Em 17 de Fevereiro de 1902, participou nas provas do concurso aberto para a igreja da Azueira (Mafra). O resultado foi a aprovação com 16 valores em cinco votações. Meses depois, em 20 de Setembro, foi a exame para colação na igreja paroquial de Santiago, de Torres Novas. Dele resultou a aprovação por maioria.

De conformidade com o que vem nos registos, no dia 1 de Setembro de 1903, obteve licença por um ano para celebrar missa na capela de S. Mamede, da freguesia do Reguengo do Fetal.

“O Portomosense” de 7 de Outubro de 1904, escreve:

”Foi transferido da igreja de Sant’Iago de Torres Novas, para a freguesia do Alqueidão da Serra, o Sr. P.e Joaquim Vieira da Rosa”.

De 1908 a 1910, celebrou sempre missa  na capela de S. Mamede, como se lê na documentação oficial do Patriarcado de Lisboa.

Entrou na luta pela restauração da diocese de Leiria, como fizeram os outros sacerdotes da região dentro de suas possibilidades e competências. Na diocese restaurada, continuou a exercer o cargo de Vigário da Vara em que fora provido pelo Cardial D. António Mendes Belo. Neste posto se manteve enquanto duraram suas funções de pároco do Alqueidão, que se estenderam ao longo de mais de trinta anos.

Por incumbência do seu competente superior hierárquico, participou no processo eclesiástico instaurado ao caso das Aparições de Nossa Senhora, na Cova da Iria, em 1917, inquirindo pessoas da sua Freguesia, testemunhas oculares dos extraordinários casos verificados a 13 de Outubro, no sol com sua “dança” e nas pessoas com suas imprevisíveis reacções.

Faleceu no Alqueidão, em cujo cemitério está sepultado. Sucedeu-lhe, na paróquia e na vigairaria, o Padre Henrique Antunes Fernandes.

Em homenagem ao padre Joaquim vieira da Rosa, foi dado o seu nome à rua onde está a casa em que ele viveu.

A casa onde viveu o padre Joaquim Vieira da Rosa, ficava no Prazo, e junto tinha uma extensa propriedade agrícola. Para a época esta era a melhor casa da aldeia. Anteriormente tinha sido pertença do padre Afonso (Manuel Afonso e Silva.

Casa dos padres Rosa, Francisco e Joaquim Rosa, Pedra do Alqueidao, Pia, Alpendre e átrio de entrada

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A Preguiça

A preguiça morta de sono,
quase de sono morria
Só para não fechar os olhos
há quantas noites não dormia!
 
Preguiça aprendeu costura
mas sempre que costurava
só para não por o dedal
sempre os seus dedos picava.
 
Preguiça foi para a escola
Ler, escrever e contar
Deixava a memória em casa
com preguiça de a levar.
 
A preguiça muito a custo
fez a cama e se se deitou
Para não mais a fazer
Nunca mais se levantou.
 
Fonte: Tia Adélia (em 2 de Julho de 2012)
 
 


							
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