O nome cientifico desta planta é Gladíolo illyricus, também é conhecida por Espadana dos Montes, no Alqueidão chamamos-lhe “Cachuchos”, e nas Covas Altas ela é conhecida por “Calças de Cuco”.
Antigamente estas plantas cresciam em grande quantidade, junto com as papoilas, no meio dos campos de trigo, e eram utilizadas para decorar o altar de Nossa Senhora no mês de Maio.
Actualmente como já não existem as cearas de trigo, o habitat desta planta é em matagais e terrenos incultos. Floresce durante os meses de Março a Junho.
Cachuchos
Espadana dos Montes
Calças de Cuco
Gladíolo illyricus é o mais pequeno dos gladíolos silvestres. A denominação “gladiolus” vem do termo “gladius” que, em latim, significa espada, numa referência à morfologia das folhas desta planta.
A Ninita, nascida em aldeia sertaneja, tinha um porte de menina fina, distinta no porte, sedutora no sorriso, vanguardista na moda, que se comprazia em desafiar, com desusado primor.
Ao domingo, ela ia sempre à missa das sete, envergando um traje de requintado recorte, estilo Versage.
Antes da missa, num domingo, estava eu no altar, voltado para o povo, a rezar um Pai – Nosso por “avençados” defuntos.
Entretanto, a Ninita entra, senhoril, na igreja, com as galanteios da última moda: saia muito, muito travadinha e sapatos de tacão muito alto e muito fino, com um preguinho na extremidade, que legava buracos às tábuas da nave.
Qual peralvilho encalamistrado de missangas e lantejoulas, tresandando elegância, avançava ela, petulante, pelo corredor central, esmagando o soalho. A tantas, parou para fazer a genuflexão com a graciosidade usual.
Mas a saia não tinha folga suficiente e … catrapuz; com ruído estatelou-se no chão.
Eu, que estava tão somente atento na reza dos pai-nossos, distraí- me e soltei uma enorme risada que contagiou todos os devotos. Tive pena. Depois falei com ela e ambos rimos…rimos… E quando nos encontramos, rejuvenescem os risos.
14 de Maio de 2011
O facto deu pretexto para eu, rapaz novo, fazer umas palestras tontas sobre a moda, alardeando que a moda define a pessoa: os traços do seu rosto e os decalques do seu corpo; que a moda está ao serviço da pessoa para a libertar e autenticar e nunca para a amesquinhar e escravisar.
Chamava-se Manuel de Matos, nasceu no Alqueidão da Serra em 4 de Maio de 1938. Era filho da Laura Sarrana e do Manel Galo.
Com as sobrinhas
Chamavam-lhe Sôr porque quando ele criança dizia sempre “o Senhor Sôr” para se referir a um professor novo que tinha chegado para dar aulas no Alqueidão.
O Sôr era o responsável pelo fabrico das mantas nos teares que existiam em casa de seus pais, e onde trabalhava com os irmãos. As mantas eram depois vendidas nas feiras pelo Zé de Matos, que por esse motivo ficou conhecido nas redondezas pelo nome de Zé das Mantas.
Enquanto jovem o Sôr foi um elemento activo da Acção Católica Rural. Ele era também uma “vedeta” do futebol, e participava na maioria dos teatros que na altura se faziam. Todos tinham por ele uma grande admiração.
Em 1965 casou com Maria de Lurdes Matos e emigrou com a esposa para a Alemanha, onde viveu durante três anos e lhe nasceu o primeiro filho, Tomás de Matos.
Em 1968 deixou a Alemanha e partiu para o Canadá com a esposa e o filho. Foi em Toronto que nasceram mais dois filhos.
O Sôr integrou-se imediatamente na comunidade católica de Toronto, passando a ser ministro extraordinário da comunhão.
Em 1990 mudou de residência e ficou a pertencer à paróquia de Santo António, na mesma cidade de Toronto. Aqui ele próprio dirigia o coro da Igreja, e organizou muitas iniciativas.
Fundou a Associação de Nossa Senhora de Fátima e promoveu a devoção dos cinco primeiros sábados, juntando também as crianças dos Cruzados de Fátima que ele próprio integrou na paróquia.
Grande devoto de Nossa Senhora de Fátima, com o apoio do Sr.Padre Luis Kondor, responsável pela Vice-Postulação dos Videntes de Fátima, fez chegar a Toronto uma linda imagem de Nossa Senhora peregrina, que as famílias recebem nas suas casas.
Faleceu inesperadamente, em Toronto quando se preparava para viajar para a sua terra natal. Teve missa de corpo presente na Igreja de Santo António em Toronto com grande participação de amigos e conhecidos.
Em 28 de Junho de 1996 foi sepultado na sua terra natal, Alqueidão da Serra, onde também teve missa de corpo presente, presidida pelo padre Américo Ferreira, antigo pároco, em representação do Sr. Bispo de Leiria-Fátima. Estiveram também a concelebrar, o padre José Mirante Carreira Frazão, o padre António Pereira Faria, e ainda o seu grande amigo o padre Luis Kondor.
Nesta celebração tomaram parte todos os familiares e uma multidão de amigos que jamais o esquecerão.
O Padre Luis Kondor por quem o Sôr tinha grande estima, faleceu em 2009, a 28 de Outubro.
Existem centenas de tipos diferentes de Malaguetas que variam em tamanho, forma, cor e intensidade de sabor «picante».
As malaguetas são conhecidas pelas suas características afrodisíacas. São também consideradas um importante alimento na defesa do sistema imunitário porque as suas características têm capacidade para estimular a circulação sanguínea e irrigar os órgãos.
De onde vieram as Malaguetas
Em 1453 quando Constantinoplia caiu, a pimenta deixou de ser comercializada. Procurando alternativas para contornar este problema, os marinheiros encontraram um substituto: a malagueta.
Os navegadores portugueses trouxeram a malagueta para Portugal e para o Brasil, e ficou com o nome de pimenta-malaguta.
Utilização
As malaguetas são usadas como alimento e tempero e veneradas pelas suas qualidades medicinais. O componente activo é a capsaicina.
Estudos comprovam que quando a capsaicina é utilizada tanto por via oral como por aplicação local, tem capacidade para reduzir a inflamação de dores relacionadas com artrite reumatóide e fibromialgia, e de travar a propagação das células tumorais.
A ingestão de malaguetas está associada à perda de peso, porque a capsaicina têm a capacidade de regular o metabolismo, e de fazer com que se verifique um aumento do gasto energético e uma consequente redução da gordura corporal.
Curiosidades sobre a malagueta
Foram os astecas que descobriram que as malaguetas tinham propriedades medicinais importantes, que faziam baixar a pressão arterial, relaxando as artérias.
Em 1912 Wilbur Scoville fez a escala para classificar o picante das malaguetas. A escala vai de zero SHU a 16.000.000 SHU.
Um dos pimentos mais picantes do mundo é o Bhut jolokia, que tem origem no Bangladesh e Sri-Lanka e o cumari-do-pará (Brasil), que também pode chegar aos 300 mil SHU.
Oficialmente, o pimento mais picante do mundo e homolgado pelo «Guinness Book of Records» é originario da Trinidad e Tobag, chama-se Trinidad Scorpion Butch T (escala: 1,463,700 SHU). Na colheita é aconselhável usar luvas e deve ser preparado usando máscara protetora.
As malaguetas também são conhecidas por afastar os maus espíritos e os desgostos.
Vamos lá…
Plantar Malaguetas
Para conseguir as sementes basta secar uma malagueta ao sol e retirar as sementes que estão prontas para ser plantadas.
Não existe uma época definida já que elas crescem durante todo o ano com qualquer tipo de tempo, no entanto é mais rápido durante o tempo quente entre Maio e Julho.
O tempo que demora até se poderem colher é de aproximadamente 2-3 meses, e cada planta gera normalmente entre 10-30 malaguetas dependendo da espécie.
Antes de semear coloque a semente durante um dia dentro de água, depois pode semear em casa dentro de tabuleiros, para mais tarde tansplantar para vasos ou directamente no campo.
Coloque a semente na terra e em seguida cobra com 1cm de terra. Durante a fase de germinação é melhor manter a terra sempre húmida, assim que crescer cerca de 10 cm estão prontas para ser mudadas.
A mudança deve ser feira para terra com boa drenagem e as plantinhas devem ser colocadas a cerca de 30 cm de distancias umas das outras. Quando atingirem um tamanho médio, já não necessário regar muitas vezes.
A planta da malagueta é muito resistente ao clima, às pragas e doenças e suporta-se sozinha, no entanto nos dias de muito frio poderá cobrir-se com uma rede ou plástico para evitar que a geada queime as folhas e estrague as suas malaguetas.
Aproximadamente 60 dias depois de terem sido plantadas. as malaguetas estarão prontas para serem colhidas.
O nome científico desta planta é Quercus coccifera. É um arbusto de folha persistente e verde o ano inteiro, que conhecemos pelo nome de carrascos. Atinge, no máximo 2 metros de altura, ramifica-se abundantemente desde a base, os ramos entrelaçam-se e a serra torna-se completamente impenetrável.
Antigamente os carrascos eram difíceis de encontrar porque eles eram usados por toda a gente para acender o lume e para aquecer o forno para cozer o pão e as tradicionais “cavacas” os bolos típicos da nossa terra.
Actualmente os carrascos crescem livremente na serra tornando completamente impenetráveis alguns caminhos antigos. Os ramos formam uma massa densa e intrincada que serve de refúgio a coelhos e lebres e até perdizes, que aí fazem os seus ninhos, com toda a privacidade.
1 – Alqueidão da Serra: Apontamentos para a sua História – de Alfredo de Matos;
2 – A Comarca de Porto de Mós – de Alfredo de Matos;
3 – Dom António Pinheiro – de Alfredo de Matos;
4 – A Escola de Frei José e Frei Manuel da Conceição na Serra de Santo António – de Alfredo de Matos;
5 – Da Pré-História à Actualidade: Monografia de Porto de Mós – de Francisco Furriel;
6 – José da Silva Catarino: Uma Visão para além da Serra – de Nuno Matos
7 – Wikipédia
8 – Jornal “O Portomosense”
9 – Jornal “O Mensageiro”
10 – Tradição Oral