Tamarilhos

O Tamarilho também conhecido por tomate-japonês ou tomate arbóreo é um fruto nativo dos Andes na América do Sul. Tem um sabor agridoce, não é um fruto que se use por tradição no Alqueidão da Serra, no entanto ele pode ser encontrado em algumas hortas ou jardins na aldeia.

Na culinária,

O tamarillo é utilizado para a preparação de saladas de frutas, geleias, compotas e em uma enorme variedade de doces. O tamarilho ainda pode ser consumido em pratos feitos com carnes e com sabores combinados.
 Propriedades Medicinais
O tamarillo é rico em fibras, fósforo, proteínas, ferro, cálcio, carboidratos, niacina, riboflavina e vitaminas A e C, que atuam no controle do colesterol. É usado como um antioxidante, fortalecendo o sistema imunológico e a visão. Também é uma excelente fonte de pectina e é recomendado para dietas de emagrecimento. Pelo seu alto teor de vitamina C,  é  aconselhado para prevenir a gripe.
Publicado em Salada de Frutas | 1 Comentário

Couves

Couves são plantas originárias da costa ocidental europeia. São ricas em vitamina C, A e K, cálcio e fibras. São muito utilizadas como verdura na cozinha, para sopas e acompanhamentos, e por isso é muito cultivada nas nossas hortas e quintais.

Existem muitas variedades de couves:  Repolho, Lombarda, Couve galega, Couve crespa Couve de Bruxelas, Couve-flor, Couve-nabiça, Penca,Tronchuda, etc.

Algumas aplicações terapêuticas das Couves

Tratamento de úlceras de estômago: Obtem-se o suco centrifugando a couve crua e toma-se quatro ou cinco vezes diariamente.

Aos doentes do estômago e do intestino devem dar-se naturalmente só as mais finas espécies de couve, tais como couve-nabiça e couve-flor.

Aos doentes com prisão de ventre crónica se devem dar as espécies mais fortes, excitantes das paredes intestinais, como couve galega e couve de Bruxelas, com as quais se sentirão aliviados.

0 suco de couve crua é especialmente eficaz como remédio contra as lombrigas, nomeadamente nas parasitoses intestinais infantis. Não só é barato como também, e ao contrário dos específicos vermífugos freqüentemente tóxicos, é absolutamente inofensivo.

As Couves na culinária

Feijões com Couves

Colocar na panela: água, azeite e cebola picada, juntar o feijão seco e deixar cozer. Quando o feijão estiver quase cozido, juntar as couves cortadas. Juntar o sal e terminar a cozedura. Serve-se enxuto com miolos de broa e azeite.

Papas de Sarrabulho

Quando existem restos de feijões com couves fazem-se as papas de sarrabulho: Ao resto de feijões com couves junta-se farinha de trigo e leva-se ao lume até ficar uma papa.

Publicado em Hortas e Quintais | Deixe um comentário

Azeitona

Em cada ano, no final do mês de Outubro e durante o mês de Novembro, as oliveiras estão carregadas de azeitona, que as pessoas apanham, e levam para o lagar para fazer o azeite.

Antigamente juntavam-se grandes grupos de pessoas para ir apanhar azeitona. Colocavam a azeitona em sacos e traziam-na para casa em cima dos burros. Depois estendiam os grandes panos de serapilheira num sitio onde fizesse vento. Colocavam a azeitona junto com as folhas em cima dos panos, e com uma pá, atiravam tudo ao ar, contra o vento.

O vento é que separava as folhas. Depois colocavam a azeitona limpa dentro de sacos e uma parte ia para o lagar para fazer o azeite, que depois era colocado em talhas e usado durante todo o ano, e a outra parte era guardada para retalhar.

Para retalhar a azeitona, davam-se 2 ou 3 golpes com uma faca em cada azeitona. Depois de todas as azeitonas retalhadas, colocavam-se em bacias largas com água da chuva, (porque as azeitonas são incompatíveis com água tratada), e sal, e deixavam-se ficar as bacias na rua, a apanhar chuva, de forma que as bacias bordavam e a água estava sempre a ser renovada.

A cor da Azeitona varia do verde aos tons acinzentados, dourado, castanho-claro, roxo ou preto. 

Cerca de 25% da sua composição é azeite. Não contém colesterol. Apesar de benéfica, a azeitona contém gordura o que a torna muito calórica. Os nutricionistas recomendam consumir o fruto moderadamente como aperitivo ou acrescentá-lo a pratos com carne, massas, saladas, etc.

azeite é um produto alimentar produzido a partir da azeitona. A região mediterrânea é responsável por 95% da produção mundial de azeite, favorecida pelas suas condições climáticas propícias ao cultivo das oliveiras. 

O Azeite e a Saúde

  • Ajuda a prevenir a arteriosclerose e seus riscos;
  • Melhora o funcionamento do estômago e do pâncreas;
  • Digere-se com maior facilidade do que qualquer outra gordura comestível, não tem colesterol e proporciona a mesma caloria dos outros óleos;
  • Acelera as funções metabólicas;
  • Produz efeito protector e tónico da epiderme;
  • Estimula o crescimento e favorece a absorção de cálcio e a mineralização.

 O azeite de oliveira é o mais adequado para ser consumido tanto ao natural como em frituras. Em virtude de sua composição, o azeite de oliveira mantém suas propriedades, mesmo nas temperaturas mais elevadas. Uma fritura feita em azeite de oliveira, na temperatura adequada, protege o alimento mantendo suas propriedades e incorporando seus elementos positivos.

 O Azeite e a Pele

Há cinco mil anos, as mulheres egípcias descobriram os efeitos benéficos do azeite de oliveira para sua pele. Criaram o primeiro sabonete, misturando azeite, essências e cinzas.

Os gregos o utilizavam para massagens, confiando no seu poder para aumentar a beleza e a virilidade. Foi comprovado que o azeite de oliveira é uma forma natural de manter a beleza da pele, das unhas e dos cabelos.

O Azeite e  a Alimentação

Utilizado em cru (como tempero), em cozinhados (como ingrediente), bem quente (como meio de cozedura) ou a frio (como agente conservador de enchidos, azeitonas, alguns legumes e queijos), o azeite marca presença na cozinha, não conhecendo limites nos doces e salgados.

 A dieta mediterrânica é um dos padrões alimentares mais saudáveis do mundo, na qual abundam alimentos de origem vegetal (cereais, legumes e frutos), a carne é comida moderadamente, preferindo-se o peixe e ovos, o azeite é utilizado regularmente e o queijo e iogurtes são consumidos diariamente. É também frequente o consumo de quantidades moderadas de vinho tinto às refeições. Em associação com todos estes alimentos, o azeite proporciona todos os nutrientes necessários à preservação da saúde. Vários estudos provam que o azeite é um elemento fundamental da “dieta mediterrânica”.

Podem-se juntar diferentes aromatizantes (alho, cebola, nós moscada, tomilho, louro…) e desta forma ter à mão azeites dos mais diversos sabores e dietéticos.

O azeite de oliveira possui vitaminas A, D, K e E, e é um poderoso antioxidante, o que ajuda a retardar o envelhecimento da pele.

 O Azeite e a Cosmética

Por todas as suas propriedades, ele se revelou como uma estrela da cosmética.

As suas aplicações na área da estética e beleza são inumeráveis: funciona como anti-rugas, hidratante e suavizante para peles secas; é purificador, calmante, e serve para amolecer as impurezas da pele e tornar mais fácil a remoção; melhora a elasticidade da pele, dá brilho aos cabelos e é perfeito para banhos relaxantes e massagens.

 Beleza natural com azeite:

Massaje o couro cabeludo e o cabelo com azeite, deixando estar cinco minutos antes de lavar com champô. Isto irá nutrir o cabelo, mantê-lo liso e dar-lhe um brilho saudável.

Use-o na pele, esfregando suavemente especialmente nas áreas com pele seca ou rachada, beneficiando assim dos efeitos hidratantes do azeite.

Massagem Facial

Misture 2 colheres de azeite, uma colher de sopa de açúcar e uma gema de ovo. Esfregue no rosto suavemente e depois lave. Seque com uma toalha de algodão limpa.

Esfoliação corporal antes do banho

Misture duas colheres de sopa de azeite, com 2 colheres de sopa de sal marinho. Esfregue na pele antes do duche ou banho de imersão. È um excelente esfoliante, económico e eficaz.

Alguns conselhos para a utilização do Azeite

Em cru

Como condimento de saladas, peixes ou legumes cozidos, ou  molhos, como por exemplo a maionese. Usa-se também nas sopas acabadas de cozer.

Para fazer um bom tempero para saladas, dissolva o sal em um pouco de água quente e acrescente vinagre ou sumo de limão e depois uma quantidade igual de azeite.

 Em guisados e estufados

Carne Guisada com Espirais

Ingredientes:

600 gr carne de vaca para guisar; 2 tomates maduros; 1 cebola média; salsa fresca; 1 tira de pimento vermelho; flor de sal; 1 lt caldo de carne; 250 gr massa espiral; azeite

Para a salada:

Alface; cenoura; banana: cebola qb; ananás natural; sal, azeite e vinagre.

Confecção:

Na panela de pressão (para apressar a cozedura da carne) coloque um fio de azeite. Junte a cebola, os tomates e o pimento cortado finamente e refogue em lume brando para a cebola amolecer.

Incorpore a carne, deixe-a ganhar cor uns minutos e de seguida incorpore o caldo de carne confeccionado com um cubo, tempere de sal, junte a salsa picada e tape a panela deixando cozinhar até a carne estar tenra.

Quando a carne já estiver cozida, acrescente mais caldo se necessário e introduza a massa até esta cozer.

Faça a salada. Lave e arranje a alface e disponha-a numa saladeira. Corte a banana em rodelas e o ananás em pedaços e junte à alface.

Descasque e rale a cenoura e introduza-a na salada também. Tempere de sal e regue com um fio de azeite e umas gotas de vinagre.

Acompanhe a carne guisada com a massa e a salada.

Em assados

As temperaturas para assar, especialmente carnes, são inevitavelmente altas. Dada a sua estabilidade, o azeite é a gordura mais indicada para todo o tipo de assados.

Tomates Assados com Oregaos e Azeite

Ingredientes

1 cacho de tomates maduros; 1 c.s. orégãos; 3 c.s. azeite

Faz-se um corte em cruz na base dos tomates, põem-se num pirex, polvilham-se com os orégãos e rega-se com o azeite. Leva-se ao forno uns 20 minutos. Servem-se com o que se quiser!!!

Em grelhados

Na brasa, o azeite ajuda a cozinhar, protegendo o alimento perfumado de ervas, para que este à mistura com a própria gordura do alimento, lhe empreste um sabor e aroma irresistíveis.

Chocos Grelhados

Ingredientes:

Choquinhos Limpos para Grelhar;| Sal;| Alho em Pó;| Azeite;| Cebola;| Alhos;| Salsa; Alface;| Tomate;| Cebola| Broa de Milho;| Azeite;| Vinagre;| Orégãos| Sal

Preparação:

Temperar os choquinhos com sal e alho em pó e grelhar. Depois de grelhados cortar aos pedaços e temperar generosamente com cebola picada, alho picado, azeite e salsa. A gosto pode polvilhar com pimenta.

A salada é bem simples de fazer. Basta lavar e escolher as folhas de alface. Adicionar tomate cortado aos pedaços, cebola lâminada e broa de milho cortada aos pedaços pequenos.  Tempera-se com sal, orégãos, azeite e vinagre e acompanha os choquinhos.

 Em fritos

O azeite é a única gordura que não regista modificações substanciais da sua estrutura quando submetido a uma temperatura de 200º C. Por isso, ele é particularmente recomendado para frituras.

Temperaturas para fritar:

 Quando aquecido, o azeite é a gordura mais estável, o que significa que ele se mantem em óptimas condições a altas temperaturas para fritar. O seu máximo ponto de aquecimento (210 º C) é bem acima da temperatura ideal para fritar alimentos (180 º C). A capacidade de digestão do azeite não é afectada quando é aquecido, mesmo quando é reutilizado várias vezes para fritar.

 Em massas

As massas alimentícias (esparguete, por exemplo) ficam mais suaves e soltas se juntar um pouco de azeite à água de cozedura.

Publicado em Hortas e Quintais | Deixe um comentário

O João D’Avó

O João vivia com a mãe e com 2 irmãs no largo onde começa a rua da Senhora da Tojeirinha.  Logo em frente, vivia a Ti Cecília com o marido e as  filhas.

As irmãs do João casaram e foram viver para a carreirancha, tiveram filhos, e o João continuava sozinho a viver com a mãe.

O tempo foi passando, os sobrinhos cresceram, o João continuava com a mãe, e tinha o apoio dos vizinhos, principalmente da Ti Cecília de quem o João gostava muito, e que às vezes lhe dizia: – “Eu ainda hei-de ter uma filha que há-de casar contigo.”

Os sobrinhos, quando iam visitar a avó, viam lá sempre o tio, já com mais de 50 anos, e começaram a chamar-lhe “O João d’Avó.

A avó, já de idade avançada, ficou doente. A Ti Cecília mandou uma das suas filhas na altura com 19 anos, lá para casa para tomar conta da mãe do João.

Depois casaram: O João que tinha mais de 50 anos, casou com uma menina de 19 anos que era filha da Ti Cecília, e que se chamava Assunção (Maria da Assunção Correia).

Tiveram 10 filhos:  Maria Carvalho (Maria do João d’Avó); Tiago Carvalho (Soberano); António Carvalho (Láparo); Francisco Carvalho; Rafael Carvalho; Virginia Carvalho; Maria da Assunção;  Brigida; Manuel Carvalho e Adolfo Carvalho.

O João (João Carvalho) trabalhou o resto da vida para sustentar a sua grande família. A Tia Assunção era parteira. Quando alguma mulher aqui da aldeia começava a sentir as dores do parto, mandava logo chamar a tia Assunção. Ela ajudou a nascer muitos bebés, e era ela mesma que os mandava baptizar logo nos primeiros dias da sua vida.

Quando nasceu o ultimo filho, o Adolfo, o João d’Avó já tinha mais de 70 anos. Foi nessa altura que fez a promessa de rezar o terço todos os dias, enquanto andava á volta da Capela da Senhora da Tojeirinha, pedindo para não morrer enquanto o filho mais novo não completasse os 18 anos.

Toda a gente se lembra de ver o João d’Avó muito velhinho, com uma saca de serapelheira pela cabeça, à volta da Capela rezando o terço, todos os dias, sem se importar se fazia sol, chuva ou frio.

E a Senhora da Tojeirinha ouviu as suas orações. O João d’Avó, faleceu com mais de 90 anos, e o seu filho mais novo já era maior de idade.

Este nosso conterrâneo destaca-se pela sua grande fé,  e devoção a Nossa Senhora da Tojeirinha.

Na Rua de Nossa Senhora da Tojeirinha existe um beco a que foi dado o nome de “Beco eira  do Ti João d’Avó.

Publicado em Biografias | Etiquetas , | 1 Comentário

Padre Francisco Vieira Real

Nasceu em Alqueidão da Serra em 2 de Outubro de 1879, e foi baptizado na igreja paroquial. Era filho de José Vieira Real e de Maria de Jesus. 

Entrou para o seminário de Santarém com a preparação literária obtida nas aulas do Padre Manuel Afonso e Silva. Matriculou-se no ano escolar de 1893/94 e findou o quarto ano de Teologia em 25 de Junho de 1903.

A 25 de Março de 1901, o Cardeal-Patriarca D. José Sebastião Neto deu-lhe a Prima Tonsura e Ordens Menores na capela do Pequeno Seminário de Jesus, Maria, José, que funcionava no antigo convento de S. Vicente de Fora em Lisboa, como se lê no manuscrito 694, fls. 294 vs, do Arquivo da Câmara Patriarcal de Lisboa. Recebeu o grau de Diaconado em 24 de Maio de 1902.

Recebeu ordens de missa em 20 de Dezembro de 1903 sendo ministro consagrante o Arcebispo de Mitilene, D. José Alves de Matos. A cerimónia decorreu na capela do Seminário de S. Vicente, como vem no 1º Livro de Registo de Cartas de Ordens, fls. 118, da  Câmara Eclesiástica. Foi ordenado com dispensa de património.

Neste ano, teve lugar a sua festa de na igreja do Alqueidão, cuja descrição pormenorizada se lê em “O Portomosense” da época.

Foi nomeado pároco das freguesias de Parceiros de Igreja e de Bugalhos em 14 de Janeiro de 1904.

A 26 de Fevereiro de 1905, foi-lhe passada carta de prorrogação da paroquialidade por mais um ano, com as cláusulas da primeira. Essas cláusulas consistiam em fazer homilia, dar catequese e entregar o terço do rendimento da paróquia de Bugalhos.

A posse do lugar foi-lhe renovada por mais um ano, em data de 26 de Fevereiro de 1906, com as imposições anteriores, salvo no respeitante ao terço de Bugalhos que foi convertido em esmola voluntária para o Seminário de Santarém. O mesmo se passou relativamente a 1908.

A seu requerimento, no dia 15 de Fevereiro de 1910, obteve nomeação para o cargo de ”capelão da Real Capela do Cabo Espichel” até ao fim do ano.

Num documento patriarcal de 24 de Março de 1915, originado por requerimento do P.e Real afirma-se:

  ”Pode o reverendo supplicante exercer as funções de Parocho, com a faculdade de binar na capela a que se refere, por tempo de quinze dias, dentro do qual explicará de modo attendível, as razões porque não requereu a renovação das suas licenças em devido tempo.”

A 16 de Agosto de 1916 é passada Provisão que o nomeia, por um ano, pároco encomendado da freguesia do Castelo em Sesimbra, podendo também dizer segunda missa na Capela do Cabo Espichel, como diz a “Vida Católica”.

A esta nomeação segue-se um intervalo de anos sem que os registos eclesiásticos dêem conta de lhe haver sido comunicado algum despacho.

Este intervalo de tempo, estende-se até 18 de Maio de 1921.

 Alguma coisa de importante e de anormal se passou,  sob o aspecto disciplinar, com sua condição de padre, porque foi nomeado Secretário da Câmara Municipal de Sesimbra, tomando posse em 6 de Dezembro de 1919.

É em 21 de Maio de 1921 que, no registo eclesiástico do Padre Real, se vê em palavra que lhe diz respeito e que vai ter directamente às funções civis que passara a desempenhar no Município de Sesimbra. É uma informação enviada para a competente esfera do Vaticano, a qual teve origem nalgum requerimento ou exposição feita pelo PadreVieira Real. Assina-a o Cardeal D. António Mendes Melo e, nos seus precisos termos, diz:

 “A Freguesia que o orador parochiava estava no respeitante aos meios precizos para a sua sustentação, nas mesmas condições em que se encontravam outras freguesias, cujos parochos se têm nellas mantido, sem recorrer a empregos civis. O cargo de Secretario de uma Camara Municipal, como o actualmente exercido pelo orador, não pode bem conciliar-se com o caracter sacerdotal, nem com a indole das funções proprias do Padre católico.

 A. Cardeal Patriarcha.”

Em 27 de Janeiro de 1922 prestou juramento segundo as cláusulas do Breve de 11 de Janeiro desse mesmo ano, no qual lhe é concedida licença, valedoira por cinco anos, para ser empregado da Câmara de Sesimbra.

Em 30 de Dezembro de 1930 é autorizando celebrar em todos os domingos e dias santos na capela da Misericórdia.  Em 1932 é nomeado capelão e coadjutor de Sesimbra com direito a continuar na capela da Misericórdia local.

De 12 de Janeiro de 1955,é nomeado para a freguesia de Santiago e para capelão do Calhariz até finais deste ano.

De coração bondoso, dava tudo para matar a fome a quem não tinha nada para comer. Como Capelão do Hospital da Misericórdia nunca recebeu um centavo. Como Coadjutor só tinha como remuneração a satisfação de ser útil à Igreja e aos colegas.

Faleceu vitima de doença prolongada, no dia 27 de Fevereiro de 1933, em Sesimbra. Morreu pobre, nada deixando à família, de quem era o único amparo. 

No seu funeral que se realizou no dia 28 de Fevereiro de 1933, não faltaram os pobres de quem o saudoso padre era desvelado protector. Havia lágrimas em todos os olhos, manifestando dor e saudade.

Fonte: Artigo do jornal “A Voz do Domingo” com data de 8 de Março de 1933, cedido pelo Professor Carlos
Publicado em Biografias | Deixe um comentário