Nossa Senhora do Carmo

Numa aldeia onde existe tradicionalmente uma grande devoção a Nossa Senhora que nos foi transmitida pelos nossos antepassados, não passa despercebido o dia 16 de Julho. É dia da Senhora do Carmo.

Uma visão do frade carmelita Simão Stock mostrava a Virgem Maria cercada de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e dizendo:

“Recebe, meu filho, este Escapulário da tua Ordem, como sinal distintivo da minha confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os Carmelitas. O que com ele morrer, não padecerá o fogo eterno. Este é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos e prenda de paz e de aliança eternas”.

Vem daí a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo.

José Mirante Carreira Frazão, enquanto pároco da freguesia do Alqueidão da Serra, nas cerimónias do dia 16 de Julho, fez a imposição do escapulário do Carmo a centenas de pessoas desta terra.

O que é o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo?

 – É um símbolo, um hábito, um compromisso.

Na vida cristã existem muitos símbolos. Jesus utilizou o pão, o vinho, a água, para nos fazer compreender realidades que não vemos.

Na celebração da Eucaristia e nos sacramentos como o batismo, confirmação, reconciliação, matrimónio, ordem sacerdotal, os símbolos tais como a água, óleo, imposição das mãos, alianças, etc, exprimem o seu significado e levam-nos a uma comunicação com Deus, presente através deles.

O Escapulário do Carmo é um desses símbolos.

Representa o compromisso de seguir Jesus como Maria, abertos a Deus e à sua vontade.

O Escapulário só pode ser utilizado depois da cerimónia de imposição, realizada pelo Sacerdote e não deve jamais ser deixando de utilizar. Quando uma pessoa recebe este escapulário recebe uma “veste” como os frades da Igreja Católica.

Escapulário do Carmo

Foi com a expulsão dos carmelitas de Israel que a devoção a Nossa Senhora do Carmo começou a  espalhar-se por toda a Europa. Foram construídas várias igrejas, capelas e até catedrais dedicadas à Senhora do Carmo.

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Alqueidão no Coração

Um poema de Manuel Salvador Calvário Gomes

Em meus versos ou dizer

O que é a minha aldeia

Mas um favor eu lhes peço

Não me digam que ela é feia.

Se lhe chamarem pirosa

Fico triste, não lhes minto

Mas gosto de pôr em meus versos

Tudo aquilo que sinto.

Minha aldeia é o Alqueidão

Foi ele que me viu nascer

É do Alqueidão que eu gosto

No Alqueidão quero morrer

É uma aldeia normal

No concelho de Porto de Mós

Também foi nela que nasceram

Os meus pais e os meus avós.

Cada canto tem um nome

Sua graça e beleza

Os seus campos são verdinhos

Neles reina a natureza.

Da Fonte à Eira Velha

Tudo tem a sua graça

Ao observar a Barreira

Encanta quem por lá passa.

A rua da Srª da Tojeirinha

Tem no cimo a sua ermida

São muitos os que por lá passam

Quando chega o fim da vida

Alguém que Deus já lá tem

Não passa por lá jamais

A mágoa sinto-a eu

São os meus queridos pais.

A casa onde nasci

Foi  a mesma onde casei

Os motivos porque foi vendida

Só eu é que os sei.

10º

Recordo com saudade

A escola que lá frequentei

A minha professora D. Conceição

E as reguadas que levei

11º

A minha aldeia deixei

Noutra longe fui criado

Da outra sou amante

Com a minha sou casado.

Foi com a idade de 9 anos que Manuel Salvador deixou o Alqueidão, tendo acompanhado seu pai que, por motivos de trabalho se mudou para Lisboa com a família toda.

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Serra do Alqueidão

 Mangas do Goivado

Subindo a estrada para os Bouceiros, chegando à britadeira velha, a serra que fica do lado esquerdo tem o nome de Mangas do Goivado. Do lado direito da estrada fica a Cabeça do Sol.

Britadeira Velha

Britadeira desativada desde a década de 80. Era explorada por Rui da Cunha Carvalho, dos Marrazes.

Reza a lenda que São Pedro escondeu uma cadeira de oiro nas Mangas do Goivado (para ler a lenda clique aqui). Foi nessas terras que começou a atividade a britadeira que atualmente se encontra desativada.

Quando o Manuel Grosso abriu a pedreira do outro lado da estrada, na Cabeça do Sol, e ao ver a enorme procura da pedra lá produzida, houve até quem fizesse este comentário: “Afinal parece que São Pedro não escondeu a cadeira de oiro nas Mangas do Goivado como diz a lenda, escondeu-a mas foi ali à frente, na Cabeça do Sol”.

Britadeira
A Cabeça do Sol, vista das Mangas do Goivado

  Cabeça do Sol

Parte integrante do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, a Cabeça do Sol tem 524 metros de altitude. Lá no cimo encontramos o Algar das Sete-Bocas, o Algar do Alípio e o Penedo do Boi.

Antigamente o caminho estava sempre livre porque o mato era todo cortado para fazer a cama do gado durante o ano, e também para queimar na lareira ou aquecer o forno para cozer o pão. Hoje em dia nada disto é necessário pelo que o mato cresce pelo meio do caminho que fica muito difícil de percorrer.

Serra da Murada

Avista-se do caminho do Chão Falcão. Por de trás dos altos carrascos vê-se a entrada de algumas cavernas.

Referem alguns autores que Alqueidão da Serra em tempos muito antigos se chamou Alqueidão da Murada. Algumas pessoas com mais idade dizem que a zona da serra da murada noutros tempos foi habitada.

Serra da Murada
Serra da Murada

   Os Vieiros

A zona que nos fica à direita quando, depois da fonte, começamos a subir na estrada de Porto de Mós para o Alqueidão, chama-se “Vieiros”.

Vieiro é sinónimo de veio de metal. Este local esteve ligado à exploração de ferro, no tempo dos Romanos. Antes da construção da estrada para Porto de Mós, ainda se encontravam nesta zona uns pedaços a que o povo chamava “borra de ferro”.

Sobre este pequeno e sobre-comprido monte, chegou até ao nossos dias a lenda das Moiras dos Vieiros, história dos tempos em que por este sito não havia casas nem estrada, existiam apenas estreitos caminhos. Para conhecer a lenda das Moiras dos Vieiros clique aqui. DSC00865

  A Serra Galega

Desta serra ficam mais perto os lugares de Covão de Oles, Casais dos Vales e Vales. Do outro lado da Serra Galega fica Alcaria. Antigamente tudo era semeado. Ainda se avistam partes das paredes de pedra que dividiam os terrenos. No cimo da Serra Galega cresce unicamente uma vegetação rasteira, como a pimenteira, e salva nos locais mais abrigados, devido aos ventos fortes e muito frios que sopram naquela zona.

 Cabo da Várzea

No decorrer da segunda metade do século XIX, franceses e ingleses manifestaram interesse em pesquisar o carvão e o ferro no concelho de Porto de Mós. Na sessão da Câmara de 12 de Outubro de 1856, a lavra das minas de carvão e ferro deste Concelho foi concedida a George Croft.

Apesar da discordância registada de um só vereador, a ideia teve seguimento e Croft realizou trabalhos, pelo menos no Alqueidão.

Pertence-lhe a exploração que foi praticada no Cabo da Várzea, numa fazenda que foi propriedade de Francisco Pereira Roque. Aí se abriu uma mina. “O inglês” afirmava que existia muito ferro lá no fundo, mas que a água não permitia explorá-lo.

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 Carreira da Serra

Descendo pelo Cabo da Várzea chegamos à Carreira da Serra. Este é o local do Alqueidão de onde a pedra preta é mais preta.

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Carreira da Serra

Cabeça

O lugar onde estão os moinhos da Cabeça, tem o nome de “Cabeça da Vaca”.

Na parte que fica voltada para os Vales, existia um local a que chamavam o Arieiro que era onde se ia com os burros buscar a areia para a construção das casas.

Nesta zona existia uma terra arenosa que se misturava com cal e era depois utilizada para fazer o reboco das paredes de pedra das casas de habitação.

Local antigamente denominado “Arieiro”

Cabeço do Moínho

Subindo em direção ao Covão de Oles, e já dentro desta localidade, cortando à direita numa estrada de terra batida que vai até Alcaria, estamos no Cabeço do Moinho. O Moleiro do Covão de Oles em tempos vendeu o moinho, pelo que levaram de lá as mós, as máquinas, etc…, ficaram as paredes.

 Cabeça Gorda

Logo a seguir ao Cabeço do Moinho, em direção a Alcaria, à nossa mão esquerda fica a Cabeça Gorda.

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Cabeça Ligeira

Chama-se Cabeça Ligeira a serra que, no alinhamento da Cabeça do Sol, vai desde o Covão de Oles até às Covas Altas.

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Lenda de Nossa Senhora da Tojeirinha

Conta a tradição que certa vez, um lavrador do Alqueidão se dispôs a tirar do poisio em que se encontrava, um terreno de sua propriedade que ficava nas imediações da capela de Santo Estêvão. Arranca os bois da manjedoira, põe-lhes a canga, pega no arado, e põe-se a caminho.

Como era perto, breve foi a caminhada. Arria o arado, e quando está tudo pronto começa o trabalho.

Já o trabalho ia a meio, e tudo corria tão bem que nem fez caso duma tojeira que florescia no eito daquele rego. Nem ela era coisa para merecer as atenções dum lavador que trabalhava com uma junta de bois daquelas!… Seguiu o mais descuidadoso que se pode imaginar.

E o caso é que o arado, à medida que entrava no espaço da tojeira, mais devagar e mais dificultosamente o fazia.  Chegou uma altura em que não avançava mais, apesar dos esforços dos bois e do lavrador.

Não encontrando explicação para uma coisa assim, decide apurar o segredo… Que raízes podia ter uma tojeira de tão reles aparência? Embicaria o arado nalguma pedra?

Com a ponta da bota cardada, afastou os ramos da tojeira, que nem eram tantos como isso, e ficou espantado com o que viu.

Quando a surpresa lhe deu liberdade de movimentos, dobrou-se e, estendendo os braços e levantou o que, de imediato, lhe deu a ideia de ser uma imagem religiosa.

Com toda a facilidade a identificou. De coroa, com o Menino Jesus ao colo e tudo… era Nossa Senhora!

Deixando tudo para trás o lavrador foi a correr ao povoado contar o que se tinha passado. Então o povo esclarecido quanto a todos os pormenores do aparecimento da imagem, imediatamente lhe deu apropriado nome, invocando-a com título de “Senhora da Tojeirinha”.

Organizou-se de imediato uma procissão, em que participou uma grande parte de povo que ali se juntou e, recolhidamente, a imagem aparecida foi levada para a capela de Santo Estevão, onde ficou exposta às súplicas e louvores dos habitantes do Alqueidão.

Quando foi à saída, cá fora, nova surpresa se apresentou aos olhos de todos. Os bois, dos quais ninguém mais se lembrou nem teve cuidados, ali estavam, em frente da porta da capela a olhar lá para dentro.

CapelaComo forma de devoção à imagem de tão misteriosa origem, começaram a levar os animais domésticos à capela, no dia de Ano Novo, e davam com eles três voltas ao templo, após o que o dono se ajoelhava no arrebato da porta principal e fazia a sua oração com o gado ao pé.

Durante muitas décadas os animais eram levados até à Capela no dia 1 de Janeiro de cada ano, para serem benzidos. Os animais, principalmente burros e bois, eram uma  indispensável ajuda no trabalho dos agricultores.

De onde veio a imagem de Nossa Senhora da Tojeirinha? Quem a enterrou nas imediações da Capela de Santo Estevão, para que ela tivesse sido encontrada pelo lavrador?

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Celeste Boal

A ti Celeste Boal lembra-se do avô dela lhe contar:

Existia em Espanha um convento, em cuja Capela era venerada a imagem de Nossa Senhora. Houve uma terrível guerra em Espanha, que originou uma violenta perseguição aos Cristãos. Para que a imagem de Nossa Senhora não fosse destruída, os monges fugiram com ela. Quando se encontravam já bastante longe do conflito, colocaram a imagem numa caixa e enterraram-na. O local escolhido foram os terrenos próximos da Capela de Santo Estevão.

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Santos Populares

Junho é o Mês dos Santos Populares, com festas por todo o país nas noites de Santo António,  São João e São Pedro.

Santo António

Festeja-se por todo o país mas principalmente em Lisboa de 12 para 13 de Junho, dia de Santo António, padroeiro da cidade. As marchas populares de cada bairro desfilam pela Avenida da Liberdade, enchendo-a com  centenas de figurantes, muita música e muito público.

São João

A cidade onde os festejos são maiores é no Porto onde o dia 24 de Junho é feriado municipal. Na noite de 23 para 24 de Junho, a população sai à rua para festejar. Um dos símbolos desta festa é o manjerico, assim como os martelos de plástico e os alhos porros.

São Pedro

O dia de São Pedro comemora-se a 29 de Junho, feriado municipal em Porto de Mós. Da tradição destas festas, fazem parte exposições, muita musica, e tasquinhas, etc.

Em 1993 o Alqueidão esteve presente nas Marchas de São Pedro em Porto de Mós.

Marcha do Alqueidão da Serra

Carlos Pinção foi o autor da letra e a musica era de Tozé Crachat.

 
Moínhos, Estrada Romana,
Bouceiros e Carreirancha;
Cruzeiro, Igreja Matriz,
Não me saem da lembrança.
 
 
Refrão
 
A marcha do Alqueidão,
Vem toda para a rua,
Rapazes e raparigas
Vão dançando à luz da lua.
A marcha do Alqueidão
Com todo o seu coração,
Vem às festas de São Pedro
de arquinho e balão.
 
Alqueidão e sua gente,
honrada e trabalhadora,
fazendo com o seu trabalho
uma terra sonhadora.
 
Alqueidão tem seu valor,
Pedra preta ornamental,
Tua pedra, tua cor
Embelezam Portugal
 

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Os Santos Populares no Alqueidão da Serra

Antigamente festejavam-se no Alqueidão, os dias de Santo António, o de S. Pedro e o de S. João, sendo este último o mais festejado.

Primeiro, com alguma antecedência fazia-se a apanha e seca da pimenteira, do tojo molar e outras espécies, de forma a que tudo estivesse preparado no dia 23. Neste dia, na parte da tarde, colocava-se tudo no local escolhido para a fogueira.

Num dos largos da terra, cavava-se um buraco no qual era espetado um tronco de carvalho ou de chaparreiro, o qual se atacava lateralmente com terra e pedras, de forma que se aguentasse em pé, bem vertical, até ao fim.

Depois disto colocava-se à volta a pimenteira e o tojo molar, em camadas que se sobrepunham à mistura com alecrim, sargaços, estevas, morganiça, carrascos e pequenos ramos doutras árvores que serviam para travar o conjunto, de forma que a fogueira se aguentasse por mais tempo, visto que a pimenteira e o tojo secos, ardem muito rapidamente.

Pelo meio de tudo isto, iam “semeando” bombas de foguete, bichas-de-rabear e pequenas partes de pedras que se escolhiam, no Pregal do Órfão. Todos estes elementos, no seu dado tempo, estrelejavam produzindo efeitos diversos, enquanto o crepitar da fogueira ia crescendo. Os mais pequenos andavam sempre atarefados a colocar braçadas de combustível.

Depois da ceia é que começava a função. Ninguém se fazia surdo ou ficava indiferente. Excluindo os doentes e os que estavam de luto, todos quantos podiam iam direitinhos ao local onde estava a fogueira do “S. João”.

Cantavam-se os versos consagrados pela tradição local, e que foram mantidos pelas gerações fora.

João já vem perto,
Havemo-lo de ir esperar
À Ribeira de Peniche,
À sombra dum laranjal.

Santo António é a treze,
João a vinte e quatro
Pedro a vinte e nove
Por ser a santo mais nobre.

Pedro e S. João
Ambos no céu têm cadeira;
Quando vão em procissão
João leva a bandeira.

João leva a bandeira
E S. Pedro leva a cruz;
E a Virgem Nossa Senhora
Leva o Menino Jesus.

Eu hei-de ir ao S. João,
Ao S. João hei-de ir;
Mas não hei-de levar nada,
Antes lo quero pedir.

Eu hei-de ir ao S. João,
Não hei-de levar chapéu;
Hei-de ir por Alcobaça
Ver o retrato do Céu.

Ó S. João, S. João!
Ó S. João, meu velhinho
Hades ser o meu compadre,
Do meu primeiro filhinho.

Ó S. João, S. João!
Ó S. João, meu amor!
Abre-me as portas do Céu,
Quero ver o meu Senhor.

João adormeceu,
Nas escadas do Rocio,
Vamos cobri-lo de rosas,
Que ‘stá a tremer com frio.

João p’ra ver as moças,
Fez uma fonte de prata;
As moças não foram lá…
João chora que se mata!

João era bom santo,
Mas era muito gaiato…
Vai com as moças à fonte,
Leva três e traz quatro…

Levanta-te ó S. João,
Ao acender das fogueiras,
Passa pela minha porta,
Que as minhas são as primeiras.

Levantem-se ó raparigas,
Vamos ao Rio Jordão.
Vamos ver as alcachofras,
Se estão abertas ó não.

Se elas ’tiverem abertas,
Largaremo-nos a cantar:
Se elas ‘tiverem fechadas,
Largaremo-nos a chorar.

Naquela relvinha verde,
Foi a minha perdição;
Perdi lá meu anel d’oiro,
Na noite de S. João.

João baptizou Cristo,
Cristo baptizou João;
Ambos foram baptizados,
Lá no rio de Jordão.

Donde vens, ó S. João,
Que vens tão arrovalhado?
Venho de baptizar a Cristo…
Também venho baptizado.

Donde vens, ó S. João,
Descalcinho, sem chapéu?
Venho de ver as fogueiras,
Que os anjos fazem no céu.

Ai, meninas, ai, ai, ai!
Lá o S. João se vai!…
Se ele vai, deixá-lo ir…
Se ele é santo, torna a vir!

Quando as últimas farripas da pimenteira caiam a arder sobre as cinzas quentes do lastro é que estava altura de começar a saltar a fogueira. Ninguém desistia enquanto houvesse o menor vestígio de brasido.

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