A Escola Velha

Saiu no “Diário do Governo”, de 17 de Dezembro de 1894, secção reservada ao Ministério do Reino, na rubrica da 1ª Repartição da Direcção Geral da Instrução Pública. O decreto é de 5 do referido mês e ano e diz:

”(…) creada uma escola primária elementar, para o sexo masculino, na freguesia de Alqueidão da Serra, concelho de Porto de Moz, districto de Leiria, com o ordenado fixo minimo e mais vencimentos estabelecidos no art.º 31º da lei de 2 de Maio de 1878.”

O edifício situava-se no terminal da rua que actualmente se chama Rua Padre Manuel Afonso e Silva, e que anteriormente se chamava Rua Arantes de Oliveira.

ESCOLAVELHA_large

Foi o primeiro edifício escolar que a Freguesia possuiu, tinha duas salas de aula e foi construído um pouco à frente da referida rua o que motivou tal alteração no perfil do sítio, que fez desaparecer uma curta rua travessa e um ou dois terrenos agrícolas, a poente do pequeno largo em que a estrada da Carreirancha desemboca na estrada que dá para Leiria e Porto de Mós.

Largo da Escola Velha

Largo da Escola Velha

A escola tinha boas dimensões para a época, boa iluminação e razoável ventilação. Ficava ligada à residência do professor da qual era natural prolongamento.

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Durante a regência do professor Joaquim da Costa Rei, que veio para o Alqueidão em Outubro de 1910, ocorreu a mudança das aulas para um outro edifício que pertencia a Luís Gaspar da Silva Raposo e de quem Joaquim da Costa Rei se dava por parente.

O dito edifício tinha um amplo primeiro piso e situava-se mais ou menos a meio da rua da Senhora da Tojeirinha, à mão esquerda caminhado na direcção do Sul. Fresca e agradável no tempo quente, a sala era insuportável quando a temperatura do ar baixava. Mal a beira pingava, aquilo eram favas contadas, havia que mudar as carteiras porque chovia lá dentro como na rua.

Escola

 

Esta escola foi destruída por um misterioso incêndio, já muito depois das transformações exigidas pelo fim em que terminou seus dias, o de casa de habitação. O Professor Joaquim da Costa Rei faleceu no Alqueidão, em 29 de Abril de 1921, pelas 10 horas da manhã com 43 anos de idade.

Durante a regência de Ema Rodrigues Namora, que veio para o Alqueidão em Novembro de 1924, as aulas voltaram a funcionar na escola velha, o que foi causa do mais vivo e justificado regozijo para os alunos.

Cantina Escolar

 As aulas deixaram de funcionar no edifício da escola velha em 27 de Outubro de 1966, dia em que foi inaugurado o novo edifício escolar na Rua da Gafaria.

Escola Velha

O edifício da escola velha, foi posteriormente a sede do CCR até esta colectividade possuir instalações próprias.

A primeira sede do CCR

A primeira sede do CCR

Funcionou neste edifício uma delegação da Casa do Povo de Porto de Mós até à fundação da Casa do Povo de Alqueidão da Serra em 1983. Começou nesta altura a remodelação do edifício que viria a ser inaugurado em 30 de Setembro de 1984 e que passou então a ser a sede da Casa do Povo de Alqueidão da Serra.

casa do povo

 Os Serviços Médico-Sociais passaram a funcionar neste novo edifício, até esta data o Posto Médico era na garagem de uma casa de habitação.

A Junta de Freguesia também ficou a funcionar numa das salas deste edifício, mudando mais tarde para uma pequena casa na Rua da Tojeirinha onde permaneceu até à construção da sua actual sede.

Uma sala do Rés do Chão era ocupada pelo Bar onde funcionava o video club, e as outras salas eram destinadas às mais variadas actividades culturais.

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 Actualmente uma das salas é ocupada pelo ATL. No salão grande decorrem as aulas de ginástica e ballet. É lá também que se realiza todos os anos o almoço solidário de natal, bem como outras actividades culturais que se realizam ao longo do ano.

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Compromissos Eleitorais

Foi há 10 anos que se iniciaram as divergências entre a Câmara Municipal, e a Junta de Freguesia que não chegaram a um acordo sobre a receita de 2,5% do rendimento bruto do Parque Eólico nos 20 anos seguintes à assinatura do contrato, num valor estimado em 4.300.100 euros.

O contrato de instalação e exploração do Parque Eólico do Chão Falcão, válido por 20 anos, foi assinado em 24 de Março de 2004, e foi subscrito pela empresa Parque Eólico de Chão Falcão, Câmara Municipal de Porto de Mós e Junta de Freguesia de Alqueidão da Serra.

Nas eleições autárquicas 2005/2009 foi eleito o presidente da Câmara João Salgueiro, que durante a campanha eleitoral tinha feito o compromisso de resolver o conflito a favor da nossa freguesia.

compromissos

Após a eleição do presidente João Salgueiro o contrato da polémica deu entrada no tribunal de Porto de Mós, posteriormente passou para o tribunal de Leiria, e lá continua há nove anos parado, à espera que exista vontade política para resolver este assunto.

A actual Junta de Freguesia, com um orçamento claramente insuficiente para fazer os melhoramentos necessários, tem resolvido os casos mais urgentes com o trabalho voluntário dos próprios elementos da Junta e com a colaboração da população, aguardando que o Sr.Presidente da Câmara honre os seus compromissos.

Compromisso

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Primeira Guerra Mundial

Em Portugal as Evocações do Centenário da I Grande Guerra vão decorrer entre 2014 e 2018. Entre muitas outras iniciativas, estão previstos  seminários, congressos e colóquios, exposições, publicações etc. O programa será essencialmente cultural, envolvendo as escolas militares e as universidades, com forte intenção de divulgação junto dos jovens. 

Cerca de 30 países preparam eventos para marcar este centenário e homenagear as famílias afetadas pela guerra.

O Século XX foi assolado por duas guerras mundiais: 1914-18 e 1939-45, tendo Portugal participado apenas na primeira. Calcula-se que terão perdido a vida cerca de 9.000 portugueses. A tragédia atingiu tamanhas proporções que fez com que, em quase todos os concelhos do País se erguesse um monumento aos que tombaram neste conflito.

Há cem anos, a população de Portugal Continental vivia quase toda no campo, apenas 20% vivia em cidades. Mesmo assim 50% da população habitava em Lisboa e Porto. As restantes cidades não eram mais do que centros rurais.

Na aldeia de Alqueidão da Serra habitavam cerca de 1400 pessoas (segundo o INE), eram na sua grande maioria analfabetos, e dedicavam-se à agricultura e à criação de gado. O presidente da Junta de Freguesia Ezequiel Vieira da Rosa tinha iniciado o seu mandato em 2 de Janeiro de 1914.

Foi a 28 de julho de 1914 que começou a Primeira Guerra Mundial. Portugal entrou quatro meses depois.

O Alqueidão (tal como se verificou também nas outras freguesias de Portugal), viu os seus filhos partir para os campos de batalha. Portugal teve de se bater em duas frentes, a europeia e a africana, e nas duas frentes houve combatentes do Alqueidão.

Faz parte da história da Marinha Mercante Portuguesa o nome do alqueidanense Afonso Vieira Dionísio, comandante do navio “Machico” que efectuou o transporte de reforços de tropas, material de guerra e mantimentos durante a guerra.

Recorte de Ilustração Portugueza, No. 563, December 4 1916 - 20- Via T of Dias que Voam blog. Ilustração Portuguesa

Recorte de Ilustração Portugueza, No. 563, December 4 1916 – 20- Via T of Dias que Voam blog. Ilustração Portuguesa

Para que não ficassem esquecidos os seus feitos heróicos, o povo do Alqueidão deu o nome de Afonso Vieira Dionísio à Rua onde se encontra a casa aonde o comandante nasceu.

Rua Comandante Afonso Vieira Dionisio

Combatentes em França

ADRIANO DE MATOS

  • Localidade: Alqueidão da Serra
  • Patente: Soldado
  • Embarque: 10 de Janeiro de 1918
  • Regresso: 25 de Agosto de 1918

Mais conhecido por Adrianico, devido ao facto de ter um irmão mais velho com o mesmo nome, nasceu no Alqueidão e faleceu em Casais da Arroteia (S. João da Ribeira – Rio Maior), onde residia, desde cerca de 1926.

ALBINO VIEIRA DIONÍSIO

  • Localidade: Alqueidão da Serra
  • Patente: 2º Sargento
  • Embarque: 26 de Abril de 1918
  • Regresso: 06 de Julho de 1919

Nasceu no Alqueidão em 1890. Por volta do ano de 1893, com seus pais e irmãos, fixou-se em Famalicão da Nazaré. Daqui saiu para Lisboa. Entre outras ocupações, teve a de empregado de farmácia, trabalho que abandonou quando o chamaram para a tropa. Candidatou-se aos exames do primeiro ano da Escola Náutica, mas não consta do resultado que obteve neles, se é que algum fez. Alistando-se na Guarda Nacional Republicana, chegou a 2º Sargento, posto que abandonou para novamente, se dedicar à vida farmacêutica. Em consequência desta decisão, mais tarde, fundou a Farmácia Central de Campolide, de que foi director e proprietário, até ao fim da vida, e que ficou depois a pertencer a um dos seus filhos. Faleceu em Lisboa e jaz no cemitério do Alto de S. João, desta cidade.

ANTÓNIO CARREIRA CEGO

  • Localidade: Casais dos Vales
  • Patente: Soldado
  • Embarque: 20 de Janeiro de 1917
  • Regresso: 19 de Julho de 1918

Nascido e criado nos Casais dos Vales, ali terminou seus dias.

ANTÓNIO FRANCISCO

  • Localidade: Bouceiros
  • Patente: Soldado
  • Embarque: 20 de Janeiro de 1917
  • Regresso: 05 de Fevereiro de 1919

Também conhecido por António Francisco Pastilha era natural dos Bouceiros. Casou nas Covas Altas.

CUSTÓDIO VIEIRA

  • Localidade: Valongo
  • Patente: Soldado
  • Embarque:
  • Regresso:

Era do Valongo e casou nos Bouceiros. Era também conhecido por Custódio Marcelino.

FRANCISCO DOS SANTOS

  • Localidade: Alqueidão da Serra
  • Patente: Soldado
  • Embarque:
  • Regresso:

Embora nascido em Alcaria, figura nesta lista porque, desde os sete anos, viveu no Alqueidão, onde constituiu família e de onde se considerava natural. Por muitos anos exerceu o ofício de ferreiro, aprendido com Beltrão dos Santos, que o criou.

JOÃO PEDRO DE CARVALHO

  • Localidade: Casal Duro
  • Patente: Soldado
  • Embarque: 20 de Janeiro de 1917
  • Regresso: 09 de Março de 1919

Era natural do Casal Duro. Em 1981 contava 86 anos e ainda se lembrava de que permaneceu em França durante vinte e seis meses (de 1917-1919), na região de Lille.

JOAQUIM PEDRO RIBEIRO JÚNIOR

  • Localidade: Casal Duro
  • Patente: Soldado
  • Embarque: 19 de Janeiro de 1917
  • Regresso: 28 de Maio de 1919

Também era natural do Casal Duro e faleceu em 1976.

FRANCISCO VIEIRA DA ROSA

  • Localidade: Alqueidão da Serra
  • Patente: Soldado
  • Embarque: 19 de Janeiro de 1917
  • Regresso: 01 de Outubro de 1918

Era natural do Alqueidão, onde casou e viveu. De acordo com “O Mensageiro”, de 25 de Outubro de 1918, sabe-se que regressou de França no inicio de Outubro de 1918, e que “a mocidade festejou com muita alegria o regresso do valente militar, lançando foguetes e saudando-o com entusiasmo”.

JOSÉ CARREIRA

  • Localidade: Covão de Oles
  • Patente: 1º Cabo
  • Embarque: 20 de Janeiro de 1917
  • Regresso: 25 de Setembro de 1918

Nasceu no Covão de Oles e também foi conhecido por José Casqueta.

JOSÉ DA COSTA

Nasceu na Carreirancha e foi conhecido por José Golveias. Não chegou a embarcar para França por ter desertado.

MANUEL CORREIA

  • Localidade: Covão de Oles
  • Patente: Soldado
  • Embarque:
  • Regresso:

Foi natural do Covão de Oles, povoado que, não obstante a sua pequenez, teve três filhos nas trincheiras da Flandres.

MANUEL FRAZÃO (PADRE)

  • Localidade: Carreirancha
  • Patente: Capelão
  • Embarque: 28 de Maio de 1917
  • Regresso: 25 de Maio de 1919

Foi Alferes-Capelão. No livro “A Cruz na Guerra” do Padre Dr. Avelino de Figueiredo vem o nome do P.e Manuel Frazão na lista dos Capelães Militares que trabalharam em França.

MANUEL PEDRO

  • Localidade: Casal Duro
  • Patente: Soldado
  • Embarque: 19 de Janeiro de 1917
  • Regresso: Não regressou – Faleceu em França em 01 de Março de 1919

Ea do Casal Duro e seus pais chamavam-se Joaquim Pedro e Maria Rosa de Jesus. Assentou praça no antigo Regimento de Infantaria 7, Leiria, e faleceu em França no ano de 1919, quatro dias antes de embarcar para Portugal. Durante a Guerra foi cozinheiro numa das messes de oficiais, apesar de ser carpinteiro de sua profissão. A morte foi provocada por gases que teria apanhado em combate. Presidiu às cerimónias religiosas de seu funeral o Alferes-Capelão, P.e Manuel Frazão. Regista-se a coincidência de uma irmã dele ter casado, precisamente, no dia em que se verificou o seu óbito.

Manuel Pedro ficou sepultado no cemitério em Richebourg l’Avoué no Norte da França.

Manuel Pedro1

Manuel Pedro – Posto: soldado – Nº Placa: 1065 – Unid. Territorial: Inf. 1 CEP: Inf. 7  – Causa da Morte:        – Data da Morte: 1-3-1919  – Talhão: C  – Fila: 11  – Cova: 20

Manuel Pedro

MANUEL VIEIRA PEDRO

  • Localidade: Carreirancha
  • Patente: Soldado
  • Embarque: 20 de Janeiro de 1917
  • Regresso: 05 de Fevereiro de 1919

Nascido na Carreirancha. Regressado de França, chegou ao Alqueidão em 5 de Fevereiro de 1919 “tendo sido lançados foguetes em sinal de regozijo”.

Combatente em África

JOAQUIM VIEIRA PATRÃO nasceu na sede desta Freguesia e fez parte do número daqueles valentes que se bateram em África, na legítima defesa daquilo que então era português, por direitos de descobrimento e de acordo com os tratados internacionais.

Integrado no batalhão do regimento de infantaria 23, Joaquim Vieira Patrão embarcou a 3 de Junho de 1914 a bordo do vapor “Moçambique”.

Joaquim Vieira Patrão falava daquela época da sua vida com satisfação e orgulho, dignos de nota. Foi isso que lhe deu, o honroso direito à alcunha pela qual gostava de ser tratado, “Quionga”. Na verdade, ele fez parte do corpo expedicionário português que voltou a incorporar nos domínios portugueses, a zona de Quionga em Moçambique, de que os alemães se haviam apoderado violentamente.

Sempre teve muito orgulho na sua alcunha, mesmo no tempo em a doença o inutilizou para a vida activa. Faleceu na sua terra natal, em cujo cemitério foi sepultado.

Em sua homenagem foi dado o nome de Kionga a uma rua do Alqueidão.

Rua do Quinga

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Executivo 2013/2017- Fase Inicial

O actual executivo tomou posse em 10 de Outubro de 2013. O presidente, Filipe Batista, de 38 anos, encabeçou a lista independente JFAS (Juntos Fazemos Alqueidão da Serra) que venceu as eleições.Tomada de Posse JFAS 2013-2017

Durante estes primeiros cinco meses de mandato têm procurado estar ao lado da população trabalhando para fazer de Alqueidão da Serra uma freguesia melhor.

Com a ajuda de alguns moradores já limparam os cemitérios da freguesia, a zona envolvente ao Moínho da Cabeça, bem como algumas valetas.

Iniciaram a recuperação do antigo lavadouro da fonte, parcialmente destruído por um incêndio, melhoraram a zona envolvente ao Parque Infantil da Chã construindo os acessos, fizeram melhoramentos na Escola do 1º.Ciclo, construíram um aqueduto na Carreirinha para o escoamento das águas, também melhoraram o escoramento das águas pluviais no caminho do ribeiro, fizeram melhoramentos no Largo Srº José Inácio na Demo, etc.

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Também o Posto Médico ficou um local mais alegre depois da equipa da Junta de Freguesia lá ter criado o “cantinho da criança”.

Cantinho da Criança2013

O sábado é para eles um dia de trabalho em prol da freguesia. Num dos sábados do mês de Fevereiro de 2014, a missão foi limpar um pinhal, propriedade da Junta de Freguesia, localizado perto dos Bouceiros.

Vários elementos da Junta de Freguesia, incluindo o presidente, partiram para o local munidos de motosserras e outras ferramentas de trabalho. A eles se juntaram alguns voluntários, cujo numero foi aumentando ao longo do dia. E foi uma azáfama o dia todo cortando os pinheiros que tinham caído com o vento, e tirando do local os troncos secos. No final do dia uma parte da lenha que resultou desta limpeza foi distribuída por quem participou desta acção, outra parte foi entregue a pessoas carenciadas que necessitavam de lenha.

O presidente da Junta tem apelado ao voluntariado para a realização de tarefas tais como a limpeza e manutenção de monumentos e espaços, e os habitantes têm respondido favoravelmente aos seus pedidos de colaboração.

Nestes cinco meses à frente dos destinos da nossa terra, têm levado à letra o slogan de campanha “Juntos Fazemos Alqueidão da Serra”.

Para estar com as pessoas e perceber quais são realmente as suas necessidades, os elementos da Junta de Freguesia não têm esquecido os convívios nas datas festivas.

Promoveram e organizaram o concurso de iluminações de Natal 2013 do qual Nuno Ferraz saiu vencedor. A entrega de prémios ocorreu ma sede da Junta de Freguesia. Foram patrocinadores deste concurso, Paulo Boal Construtor Civil, Farmácia Rosa, Crédito Agricola Caixa de Porto de Mós, Malhas Martos, A.P.Carvalho & Filhos e Calciprédios

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No Dia de Todos os Santos as crianças da nossa escola fizeram uma pequena festinha para os seus avós e a Junta de Freguesia fez questão de estar presente. Ofereceram às crianças um presentinho (feito pelos elementos da Junta de Freguesia), que constava de um doce, acompanhado com um pequeno texto explicando a origem do “Pão-por-Deus” e a sua tradição aqui na nossa terra.

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No domingo a seguir ao dia 1 Novembro, (uma vez que agora esse dia já não é feriado), a Junta de Freguesia abriu as portas à população, promovendo um pequeno convívio, no qual foi partilhado um pequeno lanche.

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Contratar

O primeiro domingo da Quaresma era o primeiro dia, e o mais indicado, para a realização do contrato sem escritura e sem testemunhas. Também podia celebrar-se em qualquer outro domingo da Quaresma, inclusivamente até ao Sábado Santo ou de Aleluia, que era o último antes da Páscoa.

Isto no respeitante a tempo. Quanto aos intervenientes, qualquer pessoa tinha idoneidade bastante para o realizar, contasse que anos contasse, fosse de que sexo fosse. Era de uso corrente entre companheiros da escola, amigos, parentes, namorados, etc.

Como acontecia que, cada um por seu lado, podia realizar um número ilimitado de “contratos”, verificava-se existir em certos anos, uma rede complicada e extensa de envolvidos nesta distracção.

Chegavam as coisas a pontos de haver quem se esquecesse de uma parte daqueles com quem se comprometera pelos laços contratuais e daí, vir a ser apanhado.

Depois da mútua combinação, vinha o “contrato”. Este obedecia a normas que eram observadas por ambas as partes. Os termos do contrato eram pronunciados em voz alta pelos contratantes, e resumiam-se a isto:

– “Contratar, contratar; quando eu te mandar rezar, reza!”

Enquanto diziam isto, cumpriam uma formalidade que consistia em, dobrados os dedos médio e anelar das respectivas mãos direitas, engancharem os mendinhos e indicadores, tocavam a cabeça dos polegares e ao mesmo tempo balançavam as mãos à maneira do vulgar cumprimento.

Ficava contratado que, no primeiro encontro que tivessem no Domingo de Páscoa, se mandavam “rezar”, procurando cada um adiantar-se ao outro para ser o vencedor. O prémio era um pacote de amêndoas. Ficava desde logo estabelecido o tamanho do pacote e a qualidade das amêndoas, para evitar complicações.

Aquele que, efectivamente, quisesse vir a ser o vencedor, tinha de tratar de uma montagem de expedientes de tal forma eficazes que o levassem a ser o primeiro a atirar à cara do outro,  o seu vitorioso “Reza”.

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