Divisão Administrativa

A menor divisão administrativa tem o nome de “freguesia”. Trata-se de sub-divisões dos concelhos, e são obrigatórias. Todos os concelhos têm pelo menos uma freguesia.

De acordo com o Cadastro dos habitantes de Portugal, que o rei D. João III mandou fazer no ano de 1527 e durante mais alguns séculos, o Alqueidão pertencia ao termo de Leiria e ao de Porto de Mós. Em 7 de Setembro de 1527, dezanove habitantes pertenciam ao termo de Leiria e no termo de Porto de Mós havia apenas quatro habitantes nos lugares de Alqueidão e o Zambujal.

Posteriormente o Alqueidão da Serra passou a ser um lugar pertencente à freguesia do Reguengo do Fetal.

No ano de 1615 o lugar foi desanexado da freguesia do Reguengo de Fetal, e foi criada a freguesia do Alqueidão da Serra. O decreto episcopal da criação da nossa Freguesia foi um dos últimos actos de D. Martim Afonso de Mexia, Bispo de Leiria.

A paróquia foi posta sob a protecção de São José. Era então rei de Portugal Filipe III, também rei de Espanha.

Nesta época o povo era muito devoto de São José, em honra do qual já existia uma capelinha, que foi elevada à categoria de Igreja Paroquial, e que foi alvo de diversas modificações ao longo dos anos:

1861 – O padre Manuel Afonso e Silva mandou construir a torre e colocar os sinos, e deu à igreja uma nova orientação (a porta principal ficava voltada para a estrada de Porto de Mós);
1965 – O padre Américo Ferreira mandou arranjar a Igreja por fora. Gastou 55 contos;
1969 – O Padre Américo Ferreira mandou reparar e remodelar completamente a Igreja interiormente. Desapareceram as estrelas do tecto da capela mor e a grade que ficava ao fundo das escadas de acesso à capela mor. O arco cruzeiro foi alargado e desapareceram os dois altares que ficavam à direita e à esquerda e a Capela de São Francisco também desapareceu, era onde está actualmente a porta da sacristia. As obras custaram 313 contos.
1974 – O Padre António Pereira de Faria mandou construir as obras anexas à igreja: salão, salas e sacristia e também o calcetamento do Adro. As obras custaram 370 contos.
1986 – O Padre José Mirante Carreira Frazão mandou reparar os três sinos existentes, e adquirir  um novo relógio computadorizado, e ligado ao velho mostrador já existente na torre que vinha do antigo relógio de corda.
2001 – Ainda com o Padre Frazão deu-se início a uma Fase de Restauro da Igreja comportando: Ampliação do Coro, Altar-Mor, Ambão, Pia Baptismal e Nichos de Nossa Senhora do Rosário e de São José. Foi nesta altura que desapareceu a Capela da Pia Baptismal que ficava onde estão actualmente as escadas para o coro. Antes o acesso ao velho coro fazia-se pelas escadas da torre do sino. 
2005  –  Ainda com o Padre Frazão, foi colocado um telhado novo e abertos os três arcos na parede lateral direita.
 

A primeira e única relação dos povoados, casais ou lugares componentes desta Freguesia foi escrita pelo cura Sebastião Vaz, que a terminou em 28 de Março de 1758, altura em que a população do Alqueidão era a seguinte:

  • 240 pessoas maiores
  • 24 menores de 7 a 12 anos
  • 33 dos sete anos para baixo.

Este ranchinho dividia-se por 73 habitações. A maioria habitava no Alqueidão e o resto morava em alguns lugares ou casais mais distantes e que tinham as seguintes designações:

  • O lugar da Laranjeira
  • O lugar do Zambujal
  • O Valle de Ourém
  • O Cazal do Curral das Vacas
  • O Cazal da Mendes
  • O cazal dos Bouceiros
  • O Cazal da Demó
  • O Cazal do Valongo
  • O Cazal da Lagoa Ruiva
  • O Cazal do Duro.

Deste rol desapareceram o Vale de Ourém, o Curral das Vacas, o Casal da Mendes e o lugar da Laranjeira, mas em compensação aparecerem outros lugares.

Em 1921 foram fixados os limites entre esta freguesia e a freguesia de São Mamede.

21 de Fevereiro de 1921 - Acta da reunião da Junta de Freguesia de São Mamede e da Junta de Freguesia de Alqueidão da Serra, onde se fez a divisão das duas freguesias, no que respeita aos limites de uma e de outra freguesia e seus baldios públicos.

21 de Fevereiro de 1921 – Acta da reunião da Junta de Freguesia de São Mamede e da Junta de Freguesia de Alqueidão da Serra, onde se fez a divisão das duas freguesias, no que respeita aos limites de uma e de outra freguesia e seus baldios públicos.

Marcações de outros limites da freguesia

O órgão executivo de cada uma das freguesias de Portugal foi criado em 1830, e tinha a designação de “Junta da Paróquia”. Foi em 1916 que se passou a chamar Junta de Freguesia. Cada junta de freguesia é constituída por um presidente e por vários vogais.

Foram Presidentes da Junta de Freguesia do Alqueidão da Serra

Foram presidentes da Comissão Administrativa que substituiu a Junta de Freguesia por força do Decreto 3:738 de 10 de Janeiro de 1918:

Foram Presidentes com mais do que um mandato:

  • José Vieira da Rosa de 09-04-1911 a 14-12-1913 e de 02-01-1918 a 20-01-1918
  • Ezequiel Vieira da Rosa de 02-01-1914 a 23 a 23-12-1917 e de 02-01-1926 a 08-12-1940
  • José da Silva Catarino de 23-01-1980 a 31-12-1989 e de 1993 a 2002
  • Fernando da Silva Matos de Morais Sarmento de 10-01-2002 a 30-09-2005. E de 2005 a 2009.

Regedor e Juiz da paz

A função do Regedor era garantir a boa aplicação das leis e dos regulamentos administrativos, e manter a ordem dentro do território da freguesia. Era comum o Regedor ser chamado para intervir e resolver guerras, discussões e zaragatas que existiam entre os habitantes da freguesia. A figura do regedor de freguesia foi extinta em 1976.

Foram Regedores da Freguesia do Alqueidão da Serra:

  • Francisco Baptista Amado… 1859
  • Manuel Vieira Alfaiate…1907
  • João Vieira Padre Nosso… 1913
  • Ezequiel Vieira da Rosa
  • Carlos Vieira da Rosa
  • Francisco Correia
  • Fernando Veira da Rosa
O ultimo Regedor

O ultimo Regedor

Administração eclesiástica e organização do território

Chama-de “Paróquia” à subdivisão territorial de uma Diocese. A Diocese é uma unidade territorial administrada por um bispo. Também se chama de Bispado ou Sede Episcopal.

A diocese de Leiria esteve extinta, tendo o território diocesano sido repartido pelo bispado de Coimbra e pelo patriarcado de Lisboa. A extinção teve lugar a 4 de Setembro de 1882. Este facto causou grande descontentamento a toda a gente.

Não conformados com esta extinção, padres e leigos muito lutaram pela sua Diocese. Teve aqui um papel importante um padre da nossa terra, o Padre Júlio Pereira Roque, conhecido no meio jornalístico pelo nome de JUPERO.

Foi em 1914 que apareceu um jornal que ajudou de forma determinante na restauração da Diocese de Leiria. Era “O Mensageiro”.

Leiria voltou e à sua antiga dignidade de sede de bispado no dia 17 de Janeiro de 1918. O papa Bento XV restaurou a diocese de Leiria. Éramos de novo diocesanos de Leiria e íamos ter o nosso Bispo.

Depois da restauração da diocese, os Bispos de Leiria foram:

  • D. José Alves Correia da Silva, 1920-1957;
  • D. João Pereira Venâncio,1958- 1972;
  • D. Alberto Cosme do Amaral, 1972-1993;
  • D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva,1993-2006;
  • D. António dos Santos Marto, 2006–

Os párocos de cada uma das paróquias são nomeados pelo Bispo, e antigamente tinham a designação de padre-cura.

Párocos que estiveram ao Serviço da Paróquia do Alqueidão da Serra

1608 – Padre Diogo Ferreira

1627 – Padre Luis Fernandes

1652 – Padre João Carreira

1678 – Padre João da Silva

1688 – Padre Francisco Vieira Leonel

1721 – Padre José de Sousa

1729 – Padre Domingos Amado Vieira

1737 – Padre Domingos Amado Vieira

Em 1758, o cura se chamava Sebastião Vaz. Consta de documento existente na Torre do Tombo.

Padre Domingos Amado — Foi cura da Freguesia desde 1811 até Agosto de 1829, inclusive.

Padre Francisco Vieira Amado — Exerceu as mesmas funções desde Setembro de 1829 a 23 de Junho de 1830.

Padre Caetano José Calado —Desde 23 de Junho de 1830 até Junho de 1833.

Padre José Gomes — De 14 de Junho de 1833 a Julho do mesmo ano.

Padre Domingos Vieira — De cerca de 20 de Julho a 19 de Agosto de 1833.

Padre José Gomes— De 20 de Agosto de 1833 até 31 de Outubro de 1834, foi cura pela segunda vez.

Padre João do Bom Jesus Vieira — foi em 1 de Novembro de 1834 que começou a tomar conta da Freguesia. Este padre usava também o nome de João Vieira Amado.

Padre Manuel Inácio da Silva — Em 11 de Março de 1844 encontra-se o primeiro assento feito por este sacerdote, que foi cura até Abril de 1845.

Padre Francisco Marques — de Abril de 1845 até 25 de Junho de 1852. Era natural da Ribeira de Cima (Porto de Mós).

Padre Joaquim José dos Santos — Tomou conta da Freguesia em 25 de Junho de 1852 e manteve-se nela até Junho de 1854. Nasceu nos Pousos (Leiria).

Padre Domingos Lopes — Começou a exercer o seu ministério em Junho de 1854, com a designação de cura. Era filhote da Calçada. Este lugar pertencia, ao tempo, à freguesia do Olival (V. N. de Ourém). Hoje, faz parte da freguesia de Gondemaria. Nele, é frequente o apelido Lopes e corrente a tradição de haver padre na família. Parece ter paroquiado também a freguesia de Santa Catarina da Serra, de onde veio para o Alqueidão.

Padre Manuel Afonso e Silva — Assinou o primeiro assento em 24 de Junho de 1861 e foi pároco até aos fins de Setembro de 1894. Aposentou-se neste ano.

Padre João Vieira Amado — O primeiro sacramento que administrou, de que existe acta, foi no dia 1 de Outubro deste ano. Era filho do Alqueidão, do qual foi pároco até Setembro de 1898. Morreu pároco de uma freguesia de Torres Novas.

Padre Manuel Afonso e Silva — Voltou a tomar conta da Freguesia, até que, em Agosto do ano seguinte.

Padre Francisco Carreira Poças — Com zelo e muita dedicação, paroquiou a Freguesia durante seis anos. “O Portomozense” fala da sua acção paroquial com rasgados elogios. Nasceu no Reguengo do Fetal.

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Padre Francisco Carreira Poças

Padre Joaquim Vieira da Rosa — Substituiu o precedente e foi pároco até 23 de Agosto de 1936. Durante muitos anos foi Vigário da Vara. Nasceu no Alqueidão.

Joaquim Vieira da Rosa

Joaquim Vieira da Rosa

Padre Henrique Antunes Fernandes — Tomou conta do cargo em 23 de Agosto de 1936, e nele se conservou até 15 de Novembro de 1950.

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Padre Henrique Antunes Fernandes

Padre Manuel Ferreira — O primeiro assento, que lavrou, foi a 26 de Novembro de 1950. Em 19 deste mês ainda não estava na Freguesia, pois que o assento feito neste dia foi lavrado por outro sacerdote. Intensificou o movimento da Acção Católica na paróquia.

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Padre Américo Ferreira — Nomeado para a Freguesia em 27 de Dezembro de 1957, por provisão que exonera o antecedente devido a motivos de saúde, tomou posse em 19 de Janeiro de 1958. Com a decidida ajuda do povo, restaurou a capela da Senhora da Tojeirinha. A saída do pároco Rev.º Américo Ferreira, deixou o Alqueidão sem prior privativo. Durante a vacatura, a assistência religiosa à Freguesia esteve a cargo do Rev.º José Vieira de Oliveira, prior do Reguengo do Fetal.

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Padre António Pereira Faria— Nomeado pároco do Alqueidão a 11 de Dezembro de 1972 por provisão episcopal, tomou posse no dia primeiro de Janeiro de 1973. Veio transferido da Serra de S.to António. Foi pároco desta freguesia até Setembro de 1983.

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Padre José Mirante Frazão

Foi pároco da freguesia desde  Setembro de 1983 até Setembro de 2011, tendo celebrado a sua ultima missa na nossa Igreja Paroquial na Sexta Feira dia 30 de Setembro de 2011.

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Padre Manuel Vitor de Pina Pedro

Veio substituir o Padre Frazão e foi recebido como novo pároco de Alqueidão da Serra no dia 2 de Outubro de 2011 (Domingo), às 11 horas, na igreja paroquial.

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2017 – Padre Vitor José Mira de Jesus, de 3 de Setembro de 2017 até novas ordens do Sr. Bispo

O Governo do País

Autoridades Civis em Portugal 

  •  1853-1861 – Dom Pedro V e Dona Estefânia
  • 1861-1889 – Dom Luis I e Dona Maria Pia de Sabóia
  • 1889-1908 – Dom Carlos e Dona Mª Amélia de Orleães e Bragança
  • 1908-1910 – Dom Manuel II

Implantação da República – 5 de Outubro de 1910.

Foram Presidentes da República:

  • 1910-1915 – Manuel de Arriaga
  • 1915-1915 – Teófilo Braga
  • 1915-1917 – Bernardino Machado
  • 1917-1918 – Sidónio Pais
  • 1918-1919 – Canto e Castro
  • 1919-1923 – António José de Almeida
  • 1923-1925 – Teixeira Gomes
  • 1925-1926 -Bernardino Machado
  • 1926-1951 – António Óscar de Fragoso Carmona
  • 1951-1958 – Francisco Higino Craveiro Lopes
  • 1958-1974 – Américo Deus Rodrigues Tomáz

Depois de Abril de 74

  • 25-04-1974 a 15 de Maio de 1974 – A Junta de Salvação Nacional tinha como presidente António Sebastião Ribeiro de Spínola e era composta por: Francisco da Costa Gomes, Jaime Silvério Marques, Manuel Diogo Neto, Carlos Galvão de Melo, José Batista Pinheiro de Azevedo e António Alves Rosa Coutinho.
  • 15-05-1974 a 30-09-1974 – António Sebastião Ribeiro de Spínola
  • 30-09-1974 a 14-07 1976 – Francisco da Costa Gomes
  • 14-07-1976 a 09-03-1986 – António dos Santos Ramalho Eanes
  • 09-03-1986 a 09-03-1996 – Mário Alberto Nobre Lopes Soares
  • 09-03-1996 a 09-03-2006 – Jorge Fernando Branco de Sampaio
  • 09-03-2006 – Aníbal António Cavaco Silva
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3 respostas a Divisão Administrativa

  1. Paulo Saragoça diz:

    Mais uma vez espectacular. Muito obrigado por partilhares o óptimo trabalho.

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  2. robaleiro diz:

    Boa noite!
    O Sr. D. Alberto Cosme do Amaral, de saudosa memória, foi quem me confirmou (crismou) em Espinho, em 1966, Quando era Bispo Auxiliar do Porto.
    Santa e Feliz Páscoa!
    Alberto Guimarães

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  3. Sílvia Carvalho diz:

    Como sempre um excelente trabalho!

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