Exposição de Fotografia no salão da Igreja Paroquial do Alqueidão da Serra, inaugurada a 30 de Agosto de 2015 por ocasião das Comemorações dos 400 anos da Criação da Freguesia e da Paróquia.
O ponto alto das comemorações dos 400 anos da Criação da Freguesia ocorreu no último fim se semana do mês de Agosto.
Sábado dia 29-08-2015
Cerimónia de Entrega de Prémios do Concurso de Fotografia organizado pela Junta de Freguesia.
Nunca a sede da nossa Junta de Freguesia teve tanta cor. Logo à entrada a exposição de fotografia de Ilda Silva, no centro da sala da Biblioteca Alfredo Matos foram colocados os painéis com as fotografias da Exposição “Olhar o Passado” e na parede lateral foram expostas todas as fotografias do concurso de fotografia.
Exposição de Fotografia de Ilda Silva
Exposição de Fotografia “Olhar o Passado”
Fotografias enviadas pelos concorrentes ao Concurso de Fotografia
Entrega de Prémios
Vencedores do Concurso de Fotografia promovido pela Junta de Freguesia de Alqueidão da Serra:
1º Prémio: Ilda Maria Correia da Silva
2º Prémio: Maria Filomena Marto Amado
3º Prémio: Jorge Francisco Dias R. Gaspar (Parede)
O evento contou com a participação especial de Bárbara Matos.
É de realçar, e com grande destaque, todo o trabalho realizado pelos elementos da Junta de Freguesia na preparação destes eventos.
Domingo 30 de Agosto de 2015
A missa de ação de graças teve a participação do Coral Calçada Romana e foi transmitida em direto pela TVI.
Descerramento da Placa Comemorativa dos 400 Anos de Freguesia e de Paróquia, que foi colocada na parede exterior da igreja paroquial.
O Almoço foi no adro da Igreja. O Conselho Económico Paroquial, com a ajuda dos elementos da Junta de Freguesia e alguns voluntários, prepararam sopa da pedra e frango assado para toda a gente.
Cada um podia levar consigo uma tigelinha de barro como recordação deste dia.
E até houve animação musical enquanto decorria o almoço.
A tarde foi de bailarico e animado convívio ao som de um conjunto musical das Covas Altas.
Durante toda a tarde esteve aberta no Salão da Igreja Paroquial, a exposição “Vida e Conduta Cristã”, com fotografias da vida religiosa da aldeia ao longo dos tempos.
Pelo meio da conversa, do bailarico, e das visitas à exposição havia “imperial” e coscorões, que eram servidos ainda quentinhos, para além dos tremoços e pevides.
Foi ainda distribuída por cada um dos presentes uma pagela com uma oração a São José padroeiro da nossa freguesia.
Um poema de Fernando Amado, escrito em 1999, por ocasião do Jantar de Confraternização dos nascidos em 1960 na freguesia do Alqueidão da Serra.
Do amor de nossos pais
Brotou vida e muita ternura
Não volta, não volta mais!
Coisa mais linda e mais pura!
À escola foram bem cedo
Esses meninos de sessenta
Que o futuro viram sem medo,
E à tropa foram em oitenta.
A família e os amigos,
São a bandeira destes jovens,
Nesta terra pisaram espinhos,
E daí se fizeram homens.
Semeámos trigo e batatas,
Cavámos e arrancámos pedra,
Abrimos caminhos e estradas,
Levámos estrume pr’a Serra.
Somos duma geração,
Nascida nos anos sessenta
Onde electricidade e televisão
Eram ainda uma tormenta.
Em oitenta fomos às “sortes”
Oh tropa de muito respeito
Uns safados e outros não
Lá veio o esquerdo e o direito.
Nesta dureza da vida
Cada um trilhou seu caminho
Mas, é nesta amizade sentida
Que vale este “miminho”.
É sempre com muita emoção
Que se recorda o nosso passado
Neste grande Alqueidão
Que é do coração adorado.
Fernando Amado (Bambo)
Decorre no Centro de Dia, durante as Festas de Nossa Senhora, a exposição dos trabalhos feitos pelas bordadeiras do Alqueidão ao longo de todo o ano.
Reúnem uma vez por semana numa sala que lhes foi disponibilizada pela Junta de Freguesia. Não têm professora, aprendem umas com as outras e fazem trabalhos lindíssimos.
Na decoração da sala da exposição, que teve a colaboração de Filomena Amado, foram colocados alguns objetos que nos levam a recordar a vida de antigamente no Alqueidão, como panela de ferro, cântaro, rádio antigo, ferro de engomar etc.
A receita dos bolos tradicionais das festas de Nossa Senhora, veio do Reguengo do Fetal.
A tia Mónica era do Reguengo e veio viver para o Alqueidão em 1933, depois do seu casamento com o Ti Manuel Amado. Alguém a desafiou a fazer cavacas para os andores das Festas, e ela aceitou.
Durante cerca de 30 anos foi a tia Mónica que fez as cavacas para os andores, com a ajuda de algumas mulheres que iam vendo e aprendendo com ela a maneira de fazer estes bolos.
Foi a tia Mónica que ensinou a Lhuca, a Bemvinda, a tia Adélia e a Celeste Locádia, a Lurdes Guia, etc., e elas continuaram com esta tarefa até que a idade e a saúde o permitiram.
Este ano de 2015 a Bemvinda já não fez cavacas para os andores, mas a Lurdes Guia, apesar de já contar com mais de 80 anos ainda vai fazer as cavacas para o andor da Carreirancha, com a ajuda de algumas pessoas daquela zona.
Porque isto de fazer cavacas dá muito trabalho:
Primeiro a massa tem que levar exatamente aquela quantidade de azeite, porque se for mais ficam a saber a azeite e se for menos ficam muito secas.
A massa tem que ser batida até vir a mulher da fava rica, ou seja, até de despegar da colher de pau.
Depois estende-se a massa, corta-se em pequenos retângulos e vai a cozer no forno a lenha que tem que estar com aquela temperatura especifica, para não as queimar, nem as secar demasiado.
Tiram-se do forno e escovam-se para tirar o excesso de farinha.
Depois faz-se a calda do açucar e barram-se de um lado e vão-se colocando na tábua para ir ao forno secar. O forno já não pode estar muito quente, senão elas ficam todas amarelas.
Quando já estiverem secas deste lado tiram-se do forno, barram-se do outro lado com a calda do açúcar e vão ao forno de novo agora para secar deste lado.
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Depois de um dia inteiro de trabalho, já está pronta uma fornada de cavacas. E quem é que quer aprender? Tanto a Benvinda como a Lurdes Guia sempre se mostraram disponíveis para ensinar, para que esta tradição não acabe na nossa terra.
Para além das cavacas os andores levam também os tradicionais bolos.
Por esta altura das grandes festas de Agosto lembramos sempre com saudade a Lurdes do Restaurante que apesar da sua luta diária contra a doença, oferecia sempre para a festa um andor de chouriças e pão caseiro.
Por tradição, cada uma das zonas da freguesia, oferecia o seu andor. As pessoas de cada zona juntavam-se, faziam os bolos e as cavacas, e decoravam o seu andor para ser o mais bonito de todos. Tinham um grande orgulho em fazer com que o seu o andor rendesse mais dinheiro do que os andores das outras zonas, e esforçavam-se muito para isso.
De ano para ano esta tradição vai sendo cada vez mais difícil de cumprir. Este ano de 2015 existem algumas zonas do Alqueidão de onde já não sairá o tradicional andor.
A Comissão de Festas dos nascidos em 1975, responsável pelas festas deste ano mobilizou todas as crianças da terra para a preparação do andor da criança. Este andor, cuja preparação e venda está a cargo de todas as crianças que queiram participar, sairá do Parque Infantil da Chã, integrando a procissão de recolha de andores feita pela Banda Filarmónica no Domingo de manhã.
A esta procissão de recolha vão-se juntando os andores de cada zona e também as pessoas que levam as suas ofertas particulares, terminando no adro da igreja, pouco antes da missa do meio-dia.
1 – Alqueidão da Serra: Apontamentos para a sua História – de Alfredo de Matos;
2 – A Comarca de Porto de Mós – de Alfredo de Matos;
3 – Dom António Pinheiro – de Alfredo de Matos;
4 – A Escola de Frei José e Frei Manuel da Conceição na Serra de Santo António – de Alfredo de Matos;
5 – Da Pré-História à Actualidade: Monografia de Porto de Mós – de Francisco Furriel;
6 – José da Silva Catarino: Uma Visão para além da Serra – de Nuno Matos
7 – Wikipédia
8 – Jornal “O Portomosense”
9 – Jornal “O Mensageiro”
10 – Tradição Oral