A Patuscada de Tordos

Perto da estrada que liga o Alqueidão às Covas Altas, encontramos a Lagoa do Chão Nogueira.

Perto desta lagoa ficava um terreno onde antigamente a malta se juntava para jogar futebol. Os jogos realizavam-se entre a equipa do Alqueidão, e as equipas dos lugares vizinhos (Bouceiros, São Mamede, Demó, etc.).

Para ver o futebol as pessoas, que se deslocavam a pé, ou de burro, vinham dos diversos lugares da freguesia e faziam grandes piqueniques junto à lagoa. Assistiam aos jogos de futebol no terreno preparado para esse fim, a que chamavam “Estádio São Gabriel”, e por lá passavam as tardes de Domingo.

Mais tarde a malta juntou-se para fazer o Campo da Chã, e o terreno no Chão Nogueira não era mais preciso para a prática do desporto, por isso ele foi afundado e é actualmente um ponto de água para combate aos incêndios.

Fevereiro de 2020

Quando se fala na lagoa do Chão Nogueira sempre nos vem à lembrança  a patuscada de tordos.

Nas proximidades da lagoa existia um palheiro, que era do Correia da Marta. Os rapazes resolveram ir até lá fazer uma patuscada de tordos. Levaram um burro para transportar o tacho e tudo o que era necessário para fazer o guisado.

Chegando lá, foram para junto da lagoa apanhar tordos, depenaram-nos, arranjaram-os e fizeram o guisado. Na altura o Chico da Laura Sarrana namorava uma rapariga dos Bouceiros.

Depois da patuscada decidiram ir até aos Bouceiros.

Eram bonitas as raparigas da Serra, e os nossos rapazes ficaram lá à conversa com elas, e um deles ia tirando umas fotografias para memória futura.

E eis que chegaram uns homens dos Bouceiros, e um deles disse: tu vai mas é… tirar fotografias lá para a tua terra”E foi aqui que o caldo se entornou.

Aquilo foi muros e pontapés por todo o lado, já voavam garrafões e sapatos, e a coisa estava a ficar mesmo feia. Se não fossem dois rapazes das Covas Altas, que eram amigos dos do Alqueidão, lá salvá-los, aquilo ainda acabava mal. Voltaram para casa todos partidos, e no caminho o Almanaque cantava assim:

Fomos todos satisfeitos
os tordos apanhar
e depois da patuscada
foi porrada até fartar.

 

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O Adro

Para que o Adro se nos apresente com o aspecto que tem nos dias de hoje, foram demolidas quatro casas de habitação.

Quem vinha de Porto de Mós, logo juntinho à Igreja encontrava a casa da Bruxa. Ela não fazia bruxarias, chamavam-lhe assim porque ela já tinha muita idade e andava a pedir pelas ruas porque era muito pobre.

Logo a seguir à casa da Bruxa havia a taberna do Luís da Catrina, que tinha nas traseiras  um armazém onde ele guardava o sal.

O ti Luis ficou cego num acidente numa pedreira. Foi terrível o que aconteceu, mas como Fátima fica perto, decidiram ir pedir a Nossa Senhora que devolvesse a vista ao ti Luis. E lá foram. Rezaram, pediram, e…. não aconteceu nada. O ti Luis voltou cego na mesma.

“Isto é tudo uma grande aldrabice”, disseram eles. “E anda agente aqui a perder tempo”. E isto foi o suficiente para que algumas pessoas daquela família nunca mais quisessem saber de nada do que à religião dizia respeito.

A seguir à taberna do ti Luís, ficava uma pequena passagem e depois estava a casa da ti Brilhanta e do Farramenta que era sapateiro. A filha da Brilhanta, a São, atualmente com 96 anos, está no lar do Reguengo do Fetal.

São Brilhanta

Por detrás da casa da Brilhanta ficava a tia Bia, (mãe do Laura) cuja casa foi a ultima a ser demolida para dar lugar aos sanitários públicos.

Quem se lembra?

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A Antiga Capela dos Bouceiros

Para facilitar o cumprimento do preceito da missa dominical e de outros deveres religiosos, o padre Francisco Carreira Poças, juntou-se às pessoas residentes nos locais mais afastados da sede da Freguesia para estudarem a possibilidade de construção de uma capela.

O problema mais difícil de ultrapassar foi a sua localização, porque não se entendiam de forma nenhuma as populações dos lugares de Bouceiros, Casal do Duro, Covas Altas, Demó, Lagoa Ruiva e Valongo.

Foi em 1904, depois dos ânimos serenaram, que foi possível começar a obra, tendo sido escolhido um local que ficava próximo da povoação de Bouceiros.

São Bento foi o orago escolhido e, por isso mesmo, a sua imagem ficou no altar-mor; os dois altares laterais receberam as imagens de Santa Quitéria e Nossa Senhora da Saúde.

As cerimónias de inauguração da Capela começaram a 24 de Junho de 1905 e continuaram no dia seguinte. A narrativa vem publicada em ”O Portomozense”, de 14 de Julho de 1905, e reza assim:

“Realizou-se com toda a pompa e enorme concurso de povo, nos dias 24 e 25 do passado, a sagração da nova capela e festa a Santa Quitéria, no lugar dos Bouceiros, freguesia do Alqueidão.

Às oito horas da manhã foram conduzidas processionalmente as imagens de S. Bento e Sta Quitéria, da Igreja matriz até à nova capela, situada num lugar pitoresco e ameno.

Ali no meio de inumerável multidão, procedeu-se à cerimónia da sagração a que se seguiu missa cantada, orando o Revº. Pároco, nosso amigo Padre Poças, que cheio de justificado entusiasmo por ver coroados de êxito os seus esforços de dois anos, proferiu um discurso que arrebatou todo o auditório, superior a três mil pessoas.

Seguidamente, pôs-se em marcha uma bem dirigida procissão a que dava todo o realce uma enorme fila de mais de duzentas ofertas.

De tarde, arraial em que se deu um desagradável incidente, devido a rixas antigas entre os povos de lugares próximos.

Mais uma vez felicitamos os nossos amigos Padre Poças e todos os seus cooperadores.”

As desavenças a que se refere “o desagradável incidente”, deviam-se exactamente às diferenças de parecer quanto à localização da capela, embora ela tenha sido construída num local que ficava mais ou menos à mesma distancia para todos.

A Capela não tinha rendimentos fixos e certos, de qualquer natureza. Os povos dos lugares por ela servidos é que a mantinham por diferentes maneiras. Uma fonte de receita era a contribuição anual de uma quarta de milho, a que se comprometiam os habitantes daqueles lugares, e, com este pagamento, habilitavam-se à bênção de seus animais, quando raivosos.

Apesar de já existir capela, não havia missa nos Bouceiros com carácter de regularidade.

O padre Henrique, e mais tarde o padre Manuel Ferreira, deslocavam se a pé, ou de burro, para chegar até aos Bouceiros, subindo a serra por um caminho aberto entre mato e pedras.(1)

Algumas vezes ficavam hospedados na casa da Senhora Josevina, e celebravam a missa no dia seguinte. A Senhora Josevina era invisual, e tinha  na sua casa o chamado “quarto do Padre”.

O Sr. Padre Manuel Ferreira, que antecedeu o padre Américo, chegou a deslocar-se de moto. Chegava lá muito mais rápido na sua vespa.

O Cruzeiro de cantaria foi levantado no adro em 1912, e nele fizeram gravar a seguinte inscrição:

ADRO DE

SANTA QUITÉRIA

DESTINADO AS

BÊNÇÃOS

Em Julho de 1956, o primeiro número do boletim paroquial, que se publicou na Freguesia, com o nome de “Sol da Serra”, informava que tinha “sido entregue ao Senhor Bispo o novo projecto de ampliação da capela dos Bouceiros”.

O projecto embarrancou e assim ficaram as coisas por quase dez anos.

Estes anos incluem o tempo despendido pelos técnicos de arquitectura no estudo e elaboração do novo projecto, e também o tempo que a comissão eclesiástica demorou na apreciação que lhe competia, segundo as normas diocesanas para a arquitectura religiosa.

Foi em 19 de Julho de 1965 que se rezou a derradeira missa na capela primitiva. Depois deste acto religioso,  um grupo de cinquenta e seis homens deu inicio ao arrasamento e à transferência do entulho.

O projecto, da autoria do arquitecto Célio Lopes Cantante, nada tem a ver com o inicial onde se falava da simples alteração da estrutura antiga.

O novo templo, mede no comprimento de 26,100 m, na largura e na altura de 7,350 m. Tem acoplada uma torre de 15 m de alto com dois sinos.

Há que referir que a mão-de-obra, na quase maciça totalidade, foi oferta absolutamente gratuita. Dias houve em que se apresentaram a trabalhar gratuitamente nas obras de construção da capela, cinquenta e três homens.

Tudo o que se despendeu no arrasamento da capela velha e na construção da actual saiu da generosa algibeira dos habitantes de Bouceiros, Casal do Duro, Covas Altas, Demó e Valongo, ou seja dos 172 fogos que, naquela altura, povoavam os ditos lugares.

Para que mais facilmente se avalie o sacrifício deles, e se aprecie o volume das suas contribuições periódicas, declara-se que, segundo a estimativa da época, orçava tudo, muito por baixo, num pouco mais de mil contos! A maior glória daquela gente, é não ter recebido um chavo, a título de subsídio!

Da capela antiga não existe qualquer registo fotográfico, no entanto o Sr. António Vieira emigrante no Canadá lembra-se muito bem dela. Ele é que era o sacristão.

O Sr. António é filho da Maria dos Anjos, que vendia queijos. Quando ainda vivia nos Bouceiros foi sacristão na antiga Capela. Depois emigrou para o Canadá, onde permanece até aos dias de hoje.

A ele se deve a maquete, feita de memória, com todos os pormenores, para que as gerações futuras saibam como era a Capela dos Bouceiros que os nossos antepassados construíram naquele lugar,  onde iam à missa e onde recebiam os sacramentos.

Maquete da antiga Capela dos Bouceiros feita pelo Sr. António Vieira, emigrante no Canadá.

Seria deveras interessante trazer a maquete para os Bouceiros, se essa fosse também a vontade do Sr. António.

 

(1) A estrada que nos liga aos Bouceiros só começou a ser construída em 1966, quando o Povo do Alqueidão e Carreirancha se juntaram e iniciarem as terraplanagens. Ficou concluída em 1970.

 

 

 

 

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Os Sapateiros

De entre as profissões que desapareceram encontramos a profissão de Sapateiro. Quando não existiam à venda sapatos já feitos, as pessoas andavam descalças ou tinham que mandar fazer sapatos por medida aos sapateiros.

Em 1305, o Rei Eduardo I decretou que a medida de uma polegada deveria equivaler a três grãos secos de cevada, e estabeleceu assim medida padrão para o fabrico de calçado. Os sapateiros passaram a fabricar calçado seguindo esta medida, ou seja, um sapato de criança, que medisse treze grãos secos de cevada, recebia a medida padrão treze.

No Alqueidão quem se dedicava a esse trabalho de fazer sapatos era:

  • O Farramenta (pai da ti São Brilhanta) trabalhava na Rua de Cima numa casa perto do lugar onde hoje é a Farmácia.
  • O Rafael Gabriel trabalhava numa casa em frente da atual Casa do Povo. Foi quem fez os sapatos para o casamento da tia Adélia Locádia.
  • O Caturra (pai do Alfredo de Matos) trabalhava na sua casa em frente à Igreja
  • O Afonso Safrino trabalhava na sua casa onde hoje é a clinica Saude e Sorrisos
  • O José de Matos Galo (marido da tia Amélia) trabalhava na sua casa no atual Largo do Fiscal Costa na estrada para Porto de Mós.

José de Matos Galo, perto da sua sapataria

O Zé de Matos Galo era filho do Adriano Galo e da ti Doroteia que viviam numa casa onde hoje é o parque de estacionamento do Centro de Dia.

O Zé de Matos Caturra era o pai do Alfredo de Matos e vivia com a família numa casa em frente à Igreja.

Porque muitos nomes eram iguais eles eram mais conhecidos pelas alcunhas. Para evitar alcunhas, e para não haver enganos, nos Casais dos Vales usavam colocar o apelido Desenganar, quando já havia outra pessoa com o mesmo nome.

As casas do Alqueidão eram todas construídas ao longo dos caminhos principais. As únicas casas que existiam para além do Cruzeiro, eram o ti Marinha e o Carenco. A Carreirancha ficava muito longe mas também lá existiam sapateiros.

Por vezes os sapateiros eram contratados para ir arranjar calçado a casa das pessoas, ou fazer sapatos novos caso fosse necessário, ou seja, trabalhavam ao domicilio e ganhavam entre 200 e 240 reis.

O calçado de trabalho era untado com sebo, para ficar mais maleável e impermeável e para durar mais tempo. As botas de trabalho dos homens eram cardadas e com protectores na sola.

O sapato por medida é coisa do passado, nos tempos que correm os sapateiros apenas consertam o calçado.

25 de Outubro dia do Sapateiro

Por volta do ano 280, os irmãos Crispim e Crispiniano, que pertenciam à classe rica daquela época, converteram-se ao Cristianismo. Foram perseguidos pelos governantes e tiveram que sair de Roma. Foram para Gália e passaram a trabalhar como sapateiros.

Diz-se que certo dia, fugindo do imperador, passaram a noite na casa de uma senhora e no dia seguinte, depois de eles terem ido embora, ela percebeu que tinham deixado um sapato cheio de moedas de ouro.

Dizem que foram capturados e amarrados numa pedra e atirados no rio, mas que conseguiram sobreviver. Quando os encontraram prenderam-nos e em seguida foram decapitados.

Passaram mil anos e,  por volta de 1.300, o Cristianismo tomou conta de Roma. Nessa altura  um bispo recuperou as vestes dos irmãos e criou uma Igreja em sua homenagem.

Foi então convencionado o Dia 25 de outubro como o Dia do Sapateiro, em homenagem aos irmão Crispim e Crispiano.

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Gente de Fé

Dia 8 de Dezembro de 2019, dia da Imaculada Conceição, faz 83 anos que morreu o Jesus.

Tinha 18 anos. Perdeu a vida no desastre da Escola em Porto de Mós, quando o  chão do 1º andar do edifício desabou, caindo em cima de quem estava no rés-do-chão.

Grande multidão estava em Porto de Mós naquele dia 8 de Dezembro de 1936 para a festa da juventude da Ação Católica. Estava gente de todas as freguesias do concelho. Do grupo do Alqueidão da Serra só o Jesus perdeu a vida neste desastre que vitimou 44 pessoas.

O Jesus era um dos filhos de Manuel Laranjeiro, que tinha a alcunha de Plante e Maria de Jesus, a quem chamavam Perquita.

A família vivia numa casa baixinha na Rua Adeferreiro.

Maria de Jesus

A mãe, Maria de Jesus, tratava das crianças e da casa. Ela educou as suas filhas para serem boas donas de casa e ensinou-as a fazer as lides domésticas.

Ensinou-as a lavar a roupa, a passar a ferro e a cozer o pão de forma a que, elas é que faziam esses trabalhos em casa e assim ela estava mais disponível para ajudar o marido nos trabalhos no campo.

 

Manuel Laranjeiro

O pai, Manuel Laranjeiro, trabalhava no campo. E muito que lavrar ele tinha! Era um homem de fé. Pertencia a todos os organismos da Igreja Católica.

No caminho para as fazendas benzia-se sempre quando avistava ao longe a torre da Igreja, e quando o sino tocava as avés-marias ele parava o que estava a fazer, tirava o chapéu e rezava o Angelus.

Na sua casa rezava-se o terço em família todos os dias, porque “Familia que reza unida permanece unida”, é o que diz o ditado, e na realidade a família continuou sempre unida até aos dias de hoje, apesar de atualmente não se rezar tanto.

Os irmãos do Jesus eram: O Tiago Plante, o Zé Plante, a Céu, a Maria da Encarnação (São Perquita), a Adélia e a Maria da Conceição.

As meninas estudaram até à terceira classe, porque naquele tempo as meninas não podiam estudar mais.

Maria da Conceição e Adélia

Maria da Conceição

A Maria da Conceição decidiu seguir a vida religiosa. Estávamos no final da década de 40 quando ela foi estudar para a Casa de São Vicente de Paulo em Lisboa

Estudou enfermagem, e depois empregou os conhecimentos adquiridos cuidando da saúde dos pobres e desfavorecidos.

Enfermeira Vicentina

Primeiro ela foi tratar de leprosos para a Tocha. Depois na sua qualidade de enfermeira foi para o hospital de Alijó. Em 1971 chegou a  Cucujães, e mudou a vida daquela comunidade, trabalhando incansavelmente com os jovens. É que não bastava que ela amasse a Deus, era preciso que os outros o amassem também.

Começou por chamar as jovens para um “curso de economia doméstica, e a partir daí desenvolveu muitas atividades com os jovens. Soube acompanhar todas as transformações, percebendo a evolução da sociedade e da juventude e adaptando a sua ação às novas realidades.

A irmã Conceição aprendeu a andar de motorizada e então aí é que nunca mais ninguém teve descanso.

Não podia por existir em Cucujães nenhum jovem adormecido ou apático porque a irmã Conceição na sua motorizada ia bater-lhes à porta e incentivava-os a pedir autorização dos pais para frequentar os grupos de jovens.

A irmã Conceição era sempre a primeira a pôr os projetos em andamento e a motivar todo o mundo à sua volta.

Ouvia os jovens com um amor maternal, e falava-lhes com carinho, mas com firmeza. Com eles rezava, cantava, fazia a animação da eucaristia, retiros, reflexões, teatros, discutiam temas da atualidade, etc.

Nunca se esquecia de quem precisava dela, conhecia pelo nome cada doente, cada pobre, cada jovem.

Foi co-responsável pela fundação da Associação Juventude Mariana Vicentina a nível nacional (1984), e esteve sempre presente como animadora, assessora, delegada, impulsionadora.

A todos ela apontava o caminho para Jesus com o seu exemplo.

Na Igreja do Alqueidão

O seu exemplo de vida e trabalho foram reconhecidos pelo Presidente da Republica, que elogiou a sua visão estratégica, a sua capacidade empreendedora e o seu testemunho de amor ao próximo.

Existe em Cucujães uma rua com o nome da irmã Conceição

  • Artéria: Rua Irmã Conceição

  • Localidade: Cucujães

  • Freguesia: Vila de Cucujães

  • Concelho: Oliveira de Azeméis

  • Distrito: Aveiro

Comemoração de 79 anos de vida

Em 2019 a irmã Conceição celebra os seus 89 anos de vida.

 Adélia

Irmã Adélia

Era tradutora de português-francês dentro da congregação dela, são Vicente de Paulo, chamadas filhas da caridade.

Traduziu alguns livros religiosos de francês para português.

Viveu muitos anos em Paris, representava a comunidade portuguesa na casa mãe em França.

Esteve algum tempo em Felgueiras e também em Peniche e em Lisboa.

 

A congregação tinha uma casa em Fátima, e todos os anos se juntava lá a família toda, mãe, irmãos, sobrinhos… Era uma alegria.

 Maria da Encarnação

Maria da Encarnação casou e foi viver para Porto de Mós.

Ela herdou a alcunha da sua mãe, e era também conhecida por Perquita.

Tinha um talho no Alqueidão, nas traseiras da Igreja, e vinha cá vender carne. Toda a gente conhecia o Talho da Perquita.

 Tiago

O Tiago trabalhava na agricultura. Quando casou construiu a sua casa ao lado da casa do pai e teve 8 filhos. Transmitiu a todos eles os valores que recebeu de seus pais.

Tiago com a esposa a mãe e as irmãs

Réplica da fachada da casa do Tiago, em casa de uma filha.

Zé Plante

Emigrou durante algum tempo, mas quase toda a sua vida foi dedicada à agricultura e criação de gado. Casou com a Susana e teve 6 filhos. A sua casa ficava na Rua Adeferreiro,  junto à casa do pai, perto do irmão Tiago.

Zé Plante com as esposa e filhos

 Céu

A Céu com os pais

Estudou enfermagem e obstetrícia na universidade de Coimbra.

Trabalhou na maternidade Alfredo da Costa.

Também trabalhou algum tempo no dispensário em Porto de Mós que era onde as mães iam com os seus bebés, quando havia algum problema de saúde.

Depois foi com o marido para o Canadá, onde exerceu a sua profissão com zelo e dedicação.

A família do Jesus

Moral da história: A vida passa num instante e só tem sentido quando fazemos a diferença na vida dos outros.

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