O Corpo Expedicionário Português (CEP) foi a principal força militar que Portugal enviou para a França durante a 1ª Guerra Mundial. Deste contingente faziam parte alguns homens da nossa terra, entre os quais se contava o Padre Manuel Frazão.
Covão de Oles, o mais pequeno lugar desta freguesia, viu partir três dos seus filhos para as trincheiras da Flandres.
A partida de milhares de portugueses para a Flandres gerou um enorme descontentamento a nível nacional por causa dos enormes gastos a suportar pelo governo, que tinha o objectivo de, através da sua participação activa no esforço de guerra contra a Alemanha, que também ameaçava os nossos territórios ultramarinos, conseguir apoios dos seus aliados e evitar a perda desses mesmos territórios.
Em França, no sector português da Flandres, que ficava entre as localidades de La Couture e Neuve-Chapelle, encontrava-se um artístico cruzeiro com um Cristo pregado numa cruz de madeira, que dominava a paisagem da planície envolvente.
A imagem deste Cristo não era portuguesa, mas encontrava-se na zona defendida pelo Corpo Expedicionário Português, durante a ofensiva alemã que quase destruiu a 2ª Divisão de Infantaria.
A Batalha de La Lys
No dia 9 de Abril de 1918, sobre aquela planície caiu uma tempestade de fogo de artilharia que, durante horas a fio, a metralhou, a incendiou e a revolveu. Era a ofensiva da Primavera de 1918 do exército alemão.
A povoação de Neuve-Chapelle quase desapareceu do mapa, ficou transformada em escombros. A área ficou cheia de cadáveres e, entre eles jaziam 7.500 portugueses da 2ª Divisão do Corpo Expedicionário Português, mortos ou agonizantes.
No final apenas o Cristo se mantinha de pé, mas mutilado. A batalha decepou-lhe as pernas e o braço direito e uma bala varou-lhe o peito, mas mesmo assim, Ele foi trazido pelos militares que conseguiram reagrupar-se e regressar às linhas aliadas.
Em 1958 o Governo Português mostrou ao Governo Francês o desejo de possuir aquele Cristo mutilado. Ele tinha-se tornado um símbolo da Fé e do Patriotismo nacional. Passou a ser conhecido como o “Cristo das Trincheiras”.
A imagem chegou a Lisboa de avião, a 4 de Abril de 1958, uma Sexta-feira Santa. Ficou em exposição e veneração na capela do edifício da Escola do Exército até 8 de Abril, para depois ser conduzida para o Mosteiro da Batalha e colocada, a 9 de Abril, à cabeceira do túmulo do Soldado Desconhecido, na sala do Capítulo.
O “O Cristo das Trincheiras” simboliza a fé que manteve os militares portugueses na linha da frente, praticamente sem licenças, mal abastecidos, sentindo-se abandonados por quem os enviou para combater por algo que a maioria nem sequer entendia.
Esta imagem de Cristo crucificado, foi disponibilizada por parte da Liga dos Combatentes para fazer parte de uma exposição temporária que se realizou no Santuário de Fátima. Esta foi a primeira vez que a imagem deixou o Mosteiro da Batalha.
“Neste vale de Lágrimas” foi o nome da exposição, inaugurada a 29 de novembro de 2014, no Convivium de Santo Agostinho, na zona da Reconciliação da Basílica da Santíssima Trindade.
Lembrando os Nossos Soldados
MANUEL PEDRO era do Casal Duro e seus pais chamavam-se Joaquim Pedro e Maria Rosa de Jesus. Assentou praça no antigo Regimento de Infantaria 7, em Leiria, e faleceu em França no ano de 1919, quatro dias antes de embarcar para Portugal. Durante a Guerra foi cozinheiro numa das messes de oficiais, apesar de ser carpinteiro de sua profissão. A morte foi provocada por gases que teria apanhado em combate. Presidiu às cerimónias religiosas do seu funeral o Alferes-Capelão Padre Manuel Frazão. Regista-se a coincidência de, uma irmã dele ter casado precisamente no dia em que se verificou o seu óbito.
De regresso a Portugal
O que é possível dizer sobre a data em que voltaram para casa, é o que em 5 de Junho de 1919, o correspondente do “Portomozense”, no Alqueidão, escreveu: ”Encontra-se aqui o nosso amigo Padre Manuel Frazão, há pouco regressado de França, onde foi alferes-capelão. As nossas boas vindas.”
Aos seus conterrâneos o Padre Manuel Frazão falou sobre a protecção de Nossa Senhora aos soldados portugueses, lembrou o quanto eles são dignos de estima e consideração pelo seu sacrifício, e também frisou a circunstância de terem voltado sãos e salvos à Pátria, depois de se terem batido como leões nas planícies da Flandres.
Combateram em França:
ADRIANO DE MATOS, mais conhecido por Adrianico, nasceu no Alqueidão e faleceu em Casais da Arroteia (S. João da Ribeira – Rio Maior), onde residia, desde cerca de 1926.
ALBINO VIEIRA DIONÍSIO nasceu no Alqueidão em 1890. Faleceu em Lisboa e jaz no cemitério do Alto de S. João, desta cidade.
ANTÓNIO CARREIRA CEGO nascido e criado nos Casais dos Vales, ali terminou seus dias.
ANTÓNIO FRANCISCO também conhecido por António Francisco Pastilha era natural dos Bouceiros. Casou nas Covas Altas.
CUSTÓDIO VIEIRA era do Valongo e casou nos Bouceiros. Era também conhecido por Custódio Marcelino.
FRANCISCO DOS SANTOS embora nascido em Alcaria, figura nesta lista porque, desde os sete anos, viveu no Alqueidão, onde constituiu família e de onde se considerava natural. Por muitos anos exerceu o ofício de ferreiro, aprendido com Beltrão dos Santos, que o criou.
JOÃO PEDRO DE CARVALHO era natural do Casal Duro. Em 1981 contava 86 anos e ainda se lembrava de que permaneceu em França durante vinte e seis meses (de 1917-1919), na região de Lille.
JOAQUIM PEDRO RIBEIRO também era natural do Casal Duro e faleceu em 1976.
FRANCISCO VIEIRA DA ROSA era natural do Alqueidão, onde casou e viveu. De acordo com “O Mensageiro”, de 25 de Outubro de 1918, sabe-se que regressou de França pouco antes do dia 13 de Outubro de 1918.
JOSÉ CARREIRA nasceu no Covão de Oles e também foi conhecido por José Casqueta.
JOSÉ CORREIA também era natural do Covão de Oles.
MANUEL CORREIA também era natural do Covão de Oles.
JOSÉ DA COSTA nasceu na Carreirancha e foi conhecido por José Golveias. Não chegou a embarcar para França por ter desertado.
MANUEL FRAZÃO (PADRE), foi Alferes-Capelão.
MANUEL VIEIRA PEDRO nascido na Carreirancha. Regressado de França, chegou ao Alqueidão em 10 de Fevereiro de 1919.
O diospiro é um fruto originário da China. Dá-se bem em climas temperados, e por isso também é cultivado na nossa zona.
Os frutos amadurecem no Outono e têm que ser consumidos bem maduros, caso contrário eles são mesmo intragáveis, deixam na boca uma desagradável sensação de aspreza, daí que, se alguma vez provou dióspiros e não gostou, tente outra vêz, pode ser que mude de opinião.
Existem muitos dióspiros durante os meses de Outubro e Novembro, e depois… só há mais para o ano que vem. Eles são muito bons e não são tão calóricos como se pensa, 100 gramas de dióspiro tem apenas 58 calorias.
A melhor maneira de consumir os dióspiros é mesmo ao natural. Com cuidado, corte as partes tocadas ou bichadas e retire toda a polpa com uma colher. Coloque a polpa numa taça a e leve ao frio por 10 minutos. Depois polvilhe com um pouco de canela e… delicie-se!
Existem diversas variedades de dióspirs, a vermelha que quando madura é muito doce e mole, é variedade mais consumida em Portugal.
A importância nutritiva dos dióspiros está na sua riqueza em vitaminas A e C, fornecendo também pequenas quantidades de vitaminas B1, B2 e B3. Por ter um leve efeito diurético devido ao seu conteúdo em água e potássio, poderá ser benéfico no caso de gota e hipertensão arterial.
Em culinária, os dióspiros são utilizados na confecção de doces e compotas.
Compota de Diospiro
Tire os pés e as peles dos dióspiros, corte a polpa em pedaços, e reserve. Leve ao lume o açúcar com 0,5 litro de água e as cascas de limão. Deixe ferver lentamente até atingir um ponto médio. Retire então as cascas de limão, adicione a polpa dos dióspiros e mexa para misturar bem. Deixe cozinhar lentamente, mexendo regularmente até começar a ganhar ponto. Tire um pouco para um prato, deixe arrefecer e passe o dedo, se fizer estrada está pronto. No fim, se ficar com grumos, passe pela varinha mágica.
Comemoramos o dia 11 Novembro com as primeiras castanhas do ano, acompanhadas de vinho novo, em homenagem a São Martinho. É o Magusto, que faz parte das tradições do nosso país.
O costume do Magusto, que antigamente começava no Dia de Todos-os-Santos, é a comemoração da chegada do Outono e da proximidade da época natalícia. Diz o ditado popular “dos Santos até ao Natal, é um saltinho de pardal!”
A tradição do Dia de São Martinho é assar as castanhas e beber o vinho novo, produzido com a colheita do verão anterior. É a altura em que as famílias e os amigos se juntam para conviver, assar castanhas, beber água-pé e conversar.
No Alqueidão da Serra o Magusto costuma ser organizado pela Acção Católica, e as castanhas oferecidas pela Junta de Freguesia. O local escolhido varia de ano para ano. No ano de 2011 foi nos Bouceiros, em 2012 realizou-se junto à Capela de Nossa Senhora da Tojeirinha e em 2013 o Magusto foi nos Casais dos Vales, e em 2014 novamente nos Bouceiros.
O dia de São Martinho coincide com a período do ano em que se realça o culto dos antepassados e também com a época do calendário rural em que acabam os trabalhos agrícolas e começa a época das colheitas, nomeadamente do vinho e dos frutos.
A história de S. Martinho
Martinho nasceu na Hungria no ano 316. Era um soldado, filho de um soldado romano. O seu nome foi-lhe dado em homenagem a Marte, o Deus da Guerra e protector dos soldados.
Num dia frio e tempestuoso de outono, Martinho percorria o seu caminho montado no seu cavalo, quando deparou com um mendigo cheio de fome e frio. Martinho tirou a sua capa e com a espada cortou-a ao meio, cobrindo o mendigo com uma das partes.
Mais adiante, encontrou outro pobre homem cheio de frio e ofereceu-lhe a outra metade da capa. Continuou a viagem ao frio e ao vento quando, de repente, como por milagre, o céu se abriu, afastando a tempestade. Os raios de sol começaram a aquecer a terra e o bom tempo prolongou-se por cerca de três dias.
Todos os anos, por volta do dia 11 de novembro, surgem esses dias de calor, a que se passou a chamar o “verão de S. Martinho”.
Provérbios de S. Martinho
As geadas de S. Martinho levam a carne e o vinho.
Por S. Martinho semeia fava e o linho
Dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho.
Dia de S. Martinho, come-se castanhas e bebe-se vinho.
Dos Santos a S. Martinho são nove dias de pão e vinho.
Em dia de S. Martinho semeia teus alhos e prova teu vinho.
Se queres pasmar teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
No dia de S. Martinho mata o teu porco e bebe o teu vinho.
Em Novembro pelo S. Martinho, semeia o teu cebolinho.
Pelo S. Martinho todo o mosto é bom vinho
No dia de S. Martinho com duas castanhas se faz um magustinho.
O Santo do Dia
Para os crentes católicos o dia 11 de Novembro é dedicado a São Martinho.
«São Martinho é o primeiro dos Santos não Mártires, o primeiro Confessor, que subiu aos altares do Ocidente (…) A sua festa era de guarda e favorecida frequentemente pelos dias de “verão de S. Martinho”, rivalizando, na exuberância da alegria popular, com a festa de S. João.» (in Missalde Dom Gaspar Lefebvre ).
São Martinho é o santo padroeiro dos soldados, dos alfaiates, dos cavaleiros, dos pedintes, dos restaurantes e dos produtores de vinho.
Em França quatro mil igrejas são dedicadas a São Martinho, e o seu nome foi dado a milhares de localidades, povoados e vilas por toda a Europa.
1960foi um ano bissexto, de 366 dias, teve 52 semanas, iniciou a uma sexta-feira e terminou a um sábado.
Voltando aos anos 60
Na década de 60 teve início uma grande revolução comportamental. Surgiu o feminismo e também apareceram os movimentos civis a favor dos negros e homosexuais. O Papa João XXIII abriu o Concílio Vaticano II e revolucionou a Igreja Católica.
Numa época em que o sexo era tido como tabu, surgiram os hippies que apregoavam o amor livre, lutavam pela liberdade total e ao mesmo tempo usavam drogas e ouviam rock. O festival Woodstock reuniu isto tudo no mesmo lugar. O slogan que era “três dias de paz e música” foi rapidamente modificado para “três dias de paz e amor”.
Elvis Presley, Beatles, Jimmy Hendrix, e Jannes Joplins, tinham um enorme sucesso entre os jovens.
Em portugal o chefe do Governo era António de Oliveira Salazar, fundador e líder do Estado Novo, regime político também chamado de “salazarismo”. Os princípios defendidos pela ideologia do Estado Novo eram “Deus, Pátria e Família”. O povo vivia na miséria, sem acesso aos cuidados básicos de saúde e educação, e além disso era oprimido pela polícia “A Pide” que perseguia todos os que se opunham ao regime.
Nos anos 60 registou-se uma enorme vaga de emigração (que só foi ultrapassada nos anos de 2013/14). As razões que mais contribuíram para o aumento da emigração portuguesa na década de 1960 foi a atracção salários elevados praticados nos países como França, Alemanha e Canadá, a fuga à guerra colonial e as difíceis condições de vida da maior parte dos Portugueses.
O Campeonato Português de Futebol realizou-se entre 1959 e 1960. Eram 14 as equipas participantes, e o Benfica foi o vencedor do campeonato. Foi o décimo título da história do clube.
Alqueidão da Serra – 1960
De acordo com os dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística, em 1960 o Alqueidão tinha 2278 habitantes. Neste ano nasceram na nossa freguesia 84 bebés: 45 meninos e 39 meninas.
Uma das mais vivas e mais velhas aspirações do povo do Alqueidão era a electricidade para uso doméstico. A satisfação de tão grande necessidade chegou, finalmente, depois de mais de uma dúzia de anos de luta, de pedidos, de sacrifícios, que toda a gente os fez! Foi a 13 de Fevereiro de 1960 que a população deu largas à sua alegria, inaugurando solenemente tão importante e desejado melhoramento.
Construção da Cabine em 1960
A freguesia passou a ter a distribuição domiciliária do correio, no dia 1 de Abril de 1960.
O primeiro peditório para as obras de restauração da Capelinha, foi no dia 17 de Julho de 1960 e rendeu 10.134$60. Com este dinheiro e mais o resultante de outro peditório, demoliu-se a parede situada a poente, em cuja reconstrução foi aberta uma janela, arranjaram-se telhados, depois de substituído todo o madeiramento, e retirou-se o coro. Foi a primeira fase. Nela se gastaram cerca de 22.000$00. A inauguração dos trabalhos foi a 18 de Dezembro de 1960. Houve missa solene e procissão com a imagem da Senhora da Tojeirinha, em volta da capela.
Aos Meninos e Meninas de Sessenta
um poema de Fernando Amado
Do amor de nossos pais
Brotou vida e muita ternura
Não volta, não volta mais!
Coisa mais linda e mais pura!
À escola foram bem cedo
Esses meninos de sessenta
Que o futuro viram sem medo,
E à tropa foram em oitenta.
A família e os amigos,
São a bandeira destes jovens,
Nesta terra pisaram espinhos,
E daí se fizeram homens.
Semeámos trigo e batatas,
Cavámos e arrancámos pedra,
Abrimos caminhos e estradas,
Levámos estrume pr’a Serra.
Somos duma geração,
Nascida nos anos sessenta
Onde electricidade e televisão
Eram ainda uma tormenta.
Em oitenta fomos às “sortes”
Oh tropa de muito respeito
Uns safados e outros não
Lá veio o esquerdo e o direito.
Nesta dureza da vida
Cada um trilhou seu caminho
Mas, é nesta amizade sentida
Que vale este “miminho”.
É sempre com muita emoção
Que se recorda o nosso passado
Neste grande Alqueidão
Que é do coração adorado.
A menor divisão administrativa tem o nome de “freguesia”. Trata-se de sub-divisões dos concelhos, e são obrigatórias. Todos os concelhos têm pelo menos uma freguesia.
De acordo com o Cadastro dos habitantes de Portugal, que o rei D. João III mandou fazer no ano de 1527 e durante mais alguns séculos, o Alqueidão pertencia ao termo de Leiria e ao de Porto de Mós. Em 7 de Setembro de 1527, dezanove habitantes pertenciam ao termo de Leiria e no termo de Porto de Mós havia apenas quatro habitantes nos lugares de Alqueidão e o Zambujal.
Posteriormente o Alqueidão da Serra passou a ser um lugar pertencente à freguesia do Reguengo do Fetal.
No ano de 1615 o lugar foi desanexado da freguesia do Reguengo de Fetal, e foi criada a freguesia do Alqueidão da Serra. O decreto episcopal da criação da nossa Freguesia foi um dos últimos actos de D. Martim Afonso de Mexia, Bispo de Leiria.
A paróquia foi posta sob a protecção de São José. Era então rei de Portugal Filipe III, também rei de Espanha.
Nesta época o povo era muito devoto de São José, em honra do qual já existia uma capelinha, que foi elevada à categoria de Igreja Paroquial, e que foi alvo de diversas modificações ao longo dos anos:
1861 – O padre Manuel Afonso e Silva mandou construir a torre e colocar os sinos, e deu à igreja uma nova orientação (a porta principal ficava voltada para a estrada de Porto de Mós); 1965 – O padre Américo Ferreira mandou arranjar a Igreja por fora. Gastou 55 contos; 1969 – O Padre Américo Ferreira mandou reparar e remodelar completamente a Igreja interiormente. Desapareceram as estrelas do tecto da capela mor e a grade que ficava ao fundo das escadas de acesso à capela mor. O arco cruzeiro foi alargado e desapareceram os dois altares que ficavam à direita e à esquerda e a Capela de São Francisco também desapareceu, era onde está actualmente a porta da sacristia. As obras custaram 313 contos. 1974 – O Padre António Pereira de Faria mandou construir as obras anexas à igreja: salão, salas e sacristia e também o calcetamento do Adro. As obras custaram 370 contos.1986 – O Padre José Mirante Carreira Frazão mandou reparar os três sinos existentes, e adquirir um novo relógio computadorizado, e ligado ao velho mostrador já existente na torre que vinha do antigo relógio de corda.2001 – Ainda com o Padre Frazão deu-se início a uma Fase de Restauro da Igreja comportando: Ampliação do Coro, Altar-Mor, Ambão, Pia Baptismal e Nichos de Nossa Senhora do Rosário e de São José. Foi nesta altura que desapareceu a Capela da Pia Baptismal que ficava onde estão actualmente as escadas para o coro. Antes o acesso ao velho coro fazia-se pelas escadas da torre do sino. 2005 – Ainda com o Padre Frazão, foi colocado um telhado novo e abertos os três arcos na parede lateral direita.
A primeira e única relação dos povoados, casais ou lugares componentes desta Freguesia foi escrita pelo cura Sebastião Vaz, que a terminou em 28 de Março de 1758, altura em que a população do Alqueidão era a seguinte:
240 pessoas maiores
24 menores de 7 a 12 anos
33 dos sete anos para baixo.
Este ranchinho dividia-se por 73 habitações. A maioria habitava no Alqueidão e o resto morava em alguns lugares ou casais mais distantes e que tinham as seguintes designações:
O lugar da Laranjeira
O lugar do Zambujal
O Valle de Ourém
O Cazal do Curral das Vacas
O Cazal da Mendes
O cazal dos Bouceiros
O Cazal da Demó
O Cazal do Valongo
O Cazal da Lagoa Ruiva
O Cazal do Duro.
Deste rol desapareceram o Vale de Ourém, o Curral das Vacas, o Casal da Mendes e o lugar da Laranjeira, mas em compensação aparecerem outros lugares.
Em 1921 foram fixados os limites entre esta freguesia e a freguesia de São Mamede.
21 de Fevereiro de 1921 – Acta da reunião da Junta de Freguesia de São Mamede e da Junta de Freguesia de Alqueidão da Serra, onde se fez a divisão das duas freguesias, no que respeita aos limites de uma e de outra freguesia e seus baldios públicos.
Marcações de outros limites da freguesia
O órgão executivo de cada uma das freguesias de Portugal foi criado em 1830, e tinha a designação de “Junta da Paróquia”. Foi em 1916 que se passou a chamar Junta de Freguesia. Cada junta de freguesia é constituída por um presidente e por vários vogais.
Foram Presidentes da Junta de Freguesia do Alqueidão da Serra
Padre Manuel Afonso e Silva – de 20-03-1899 a 03-07-1899
Padre Francisco Carreira Poças de 17-07-1899 a 15-07-1905
Padre Joaquim Vieira da Rosa de 28-07-1905 a 25-11-1910
Manuel Amado – 11-12-1910 a 26-03-1911
José Vieira da Rosa -de 09-04-1911 a 14-12-1913
Ezequiel Vieira da Rosa – de 02-01-1914 a 23-12-1917
António Vieira da Rosa – 17-07-1919 a 19-12-1922
Paulo Vieira Saragoça – 08-02-1923 a 27-12-1925
Francisco Correia – Provavelmente numa data situada entre os anos de 1940 a 1958
José da Costa Bartolomeu – 02-01-1958 a 05-12-1959
Carlos Vieira da Rosa – 02-09-1960 a 01-12-1963
António da Silva Correia – 04-09-1964 a 04-01-1975
José Perfeito Cordeiro – 22-02-1975 a 06-12-1976
Manuel Roque – de 08-01-1977 a 31-10-1979
Carlos Alberto Rosa Vieira – de 31-10-1979 a 09-01-1980
José da Silva Catarino – 23-01-1980 a 31-12-1989
Félix Correia dos Reis – de 11-01-1990 a 12-01-1993
José da Silva Catarino – 1993-2002
Fernando da Silva Matos – 10-01-2002 a 30-09-2005
Fernando da Silva Matos de Morais Sarmento 2005-2009
Rui Fernando Correia Marto – 28-10-2009 a 23-09-2013
Filipe Batista – Lista Independente que venceu as eleições de 2013
Foram presidentes da Comissão Administrativa que substituiu a Junta de Freguesia por força do Decreto 3:738 de 10 de Janeiro de 1918:
João Correia – Presidente da Comissão Administrativa deste 20-01-1918 até 26-01-1919
Luis Gaspar da Silva Raposo de 22-03-1919 a 03-07-1919
Fernando da Silva Matos de Morais Sarmento de 10-01-2002 a 30-09-2005. E de 2005 a 2009.
Regedor e Juiz da paz
A função do Regedor era garantir a boa aplicação das leis e dos regulamentos administrativos, e manter a ordem dentro do território da freguesia. Era comum o Regedor ser chamado para intervir e resolver guerras, discussões e zaragatas que existiam entre os habitantes da freguesia. A figura do regedor de freguesia foi extinta em 1976.
Foram Regedores da Freguesia do Alqueidão da Serra:
Administração eclesiástica e organização do território
Chama-de “Paróquia” à subdivisão territorial de uma Diocese. A Diocese é uma unidade territorial administrada por um bispo. Também se chama de Bispado ou Sede Episcopal.
A diocese de Leiria esteve extinta, tendo o território diocesano sido repartido pelo bispado de Coimbra e pelo patriarcado de Lisboa. A extinção teve lugar a 4 de Setembro de 1882. Este facto causou grande descontentamento a toda a gente.
Não conformados com esta extinção, padres e leigos muito lutaram pela sua Diocese. Teve aqui um papel importante um padre da nossa terra, o Padre Júlio Pereira Roque, conhecido no meio jornalístico pelo nome de JUPERO.
Foi em 1914 que apareceu um jornal que ajudou de forma determinante na restauração da Diocese de Leiria. Era “O Mensageiro”.
Leiria voltou e à sua antiga dignidade de sede de bispado no dia 17 de Janeiro de 1918. O papa Bento XV restaurou a diocese de Leiria. Éramos de novo diocesanos de Leiria e íamos ter o nosso Bispo.
Depois da restauração da diocese, os Bispos de Leiria foram:
D. José Alves Correia da Silva, 1920-1957;
D. João Pereira Venâncio,1958- 1972;
D. Alberto Cosme do Amaral, 1972-1993;
D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva,1993-2006;
D. António dos Santos Marto, 2006–
Os párocos de cada uma das paróquias são nomeados pelo Bispo, e antigamente tinham a designação de padre-cura.
Párocos que estiveram ao Serviço da Paróquia do Alqueidão da Serra
1608 – Padre Diogo Ferreira
1627 – Padre Luis Fernandes
1652 – Padre João Carreira
1678 – Padre João da Silva
1688 – Padre Francisco Vieira Leonel
1721 – Padre José de Sousa
1729 – Padre Domingos Amado Vieira
1737 – Padre Domingos Amado Vieira
Em 1758, o cura se chamava Sebastião Vaz. Consta de documento existente na Torre do Tombo.
Padre Domingos Amado — Foi cura da Freguesia desde 1811 até Agosto de 1829, inclusive.
Padre Francisco Vieira Amado — Exerceu as mesmas funções desde Setembro de 1829 a 23 de Junho de 1830.
Padre Caetano José Calado—Desde 23 de Junho de 1830 até Junho de 1833.
Padre José Gomes — De 14 de Junho de 1833 a Julho do mesmo ano.
Padre Domingos Vieira — De cerca de 20 de Julho a 19 de Agosto de 1833.
Padre José Gomes— De 20 de Agosto de 1833 até 31 de Outubro de 1834, foi cura pela segunda vez.
Padre João do Bom Jesus Vieira— foi em 1 de Novembro de 1834 que começou a tomar conta da Freguesia. Este padre usava também o nome de João Vieira Amado.
Padre Manuel Inácio da Silva— Em 11 de Março de 1844 encontra-se o primeiro assento feito por este sacerdote, que foi cura até Abril de 1845.
Padre Francisco Marques— de Abril de 1845 até 25 de Junho de 1852. Era natural da Ribeira de Cima (Porto de Mós).
Padre Joaquim José dos Santos— Tomou conta da Freguesia em 25 de Junho de 1852 e manteve-se nela até Junho de 1854. Nasceu nos Pousos (Leiria).
Padre Domingos Lopes— Começou a exercer o seu ministério em Junho de 1854, com a designação de cura. Era filhote da Calçada. Este lugar pertencia, ao tempo, à freguesia do Olival (V. N. de Ourém). Hoje, faz parte da freguesia de Gondemaria. Nele, é frequente o apelido Lopes e corrente a tradição de haver padre na família. Parece ter paroquiado também a freguesia de Santa Catarina da Serra, de onde veio para o Alqueidão.
Padre Manuel Afonso e Silva — Assinou o primeiro assento em 24 de Junho de 1861 e foi pároco até aos fins de Setembro de 1894. Aposentou-se neste ano.
Padre João Vieira Amado — O primeiro sacramento que administrou, de que existe acta, foi no dia 1 de Outubro de 1894. Era filho do Alqueidão, do qual foi pároco até Setembro de 1898. Por Carta Régia de 31-12-1904 ficou pároco de S.Tiago de Torres Novas onde faleceu em Agosto de 1928, com 81 anos de idade.
Padre Francisco Carreira Poças — Com zelo e muita dedicação, paroquiou a Freguesia durante seis anos. “O Portomozense” fala da sua acção paroquial com rasgados elogios. Nasceu no Reguengo do Fetal.
Padre Francisco Carreira Poças
Padre Joaquim Vieira da Rosa — Substituiu o precedente e foi pároco até 23 de Agosto de 1936. Durante muitos anos foi Vigário da Vara. Nasceu no Alqueidão.
Padre Manuel Ferreira — O primeiro assento, que lavrou, foi a 26 de Novembro de 1950. Em 19 deste mês ainda não estava na Freguesia, pois que o assento feito neste dia foi lavrado por outro sacerdote. Intensificou o movimento da Acção Católica na paróquia.
Padre Américo Ferreira — Nomeado para a Freguesia em 27 de Dezembro de 1957, por provisão que exonera o antecedente devido a motivos de saúde, tomou posse em 19 de Janeiro de 1958. Com a decidida ajuda do povo, restaurou a capela da Senhora da Tojeirinha. A saída do pároco Rev.º Américo Ferreira, deixou o Alqueidão sem prior privativo. Durante a vacatura, a assistência religiosa à Freguesia esteve a cargo do Rev.º José Vieira de Oliveira, prior do Reguengo do Fetal.
homenagem ao Padre Américo
Padre António Pereira Faria— Nomeado pároco do Alqueidão a 11 de Dezembro de 1972 por provisão episcopal, tomou posse no dia primeiro de Janeiro de 1973. Veio transferido da Serra de S.to António. Foi pároco desta freguesia até Setembro de 1983.
Padre José Mirante Frazão
Foi pároco da freguesia desde Setembro de 1983 até Setembro de 2011, tendo celebrado a sua ultima missa na nossa Igreja Paroquial na Sexta Feira dia 30 de Setembro de 2011.
Padre Manuel Vitor de Pina Pedro
Veio substituir o Padre Frazão e foi recebido como novo pároco de Alqueidão da Serra no dia 2 de Outubro de 2011 (Domingo), às 11 horas, na igreja paroquial.
2017 – Padre Vitor José Mira de Jesus, de 3 de Setembro de 2017 até novas ordens do Sr. Bispo
Passagem de testemunho do Padre Manuel Vitor de Pina Pedre para o Padre Vitor Mira em 2017Boas-Vindas ao Padre Vitor em 2017
O Governo do País
Autoridades Civis em Portugal
1853-1861 – Dom Pedro V e Dona Estefânia
1861-1889 – Dom Luis I e Dona Maria Pia de Sabóia
1889-1908 – Dom Carlos e Dona Mª Amélia de Orleães e Bragança
1908-1910 – Dom Manuel II
Implantação da República – 5 de Outubro de 1910.
Foram Presidentes da República:
1910-1915 – Manuel de Arriaga
1915-1915 – Teófilo Braga
1915-1917 – Bernardino Machado
1917-1918 – Sidónio Pais
1918-1919 – Canto e Castro
1919-1923 – António José de Almeida
1923-1925 – Teixeira Gomes
1925-1926 -Bernardino Machado
1926-1951 – António Óscar de Fragoso Carmona
1951-1958 – Francisco Higino Craveiro Lopes
1958-1974 – Américo Deus Rodrigues Tomáz
Depois de Abril de 74
25-04-1974 a 15 de Maio de 1974 – A Junta de Salvação Nacional tinha como presidente António Sebastião Ribeiro de Spínola e era composta por: Francisco da Costa Gomes, Jaime Silvério Marques, Manuel Diogo Neto, Carlos Galvão de Melo, José Batista Pinheiro de Azevedo e António Alves Rosa Coutinho.
15-05-1974 a 30-09-1974 – António Sebastião Ribeiro de Spínola
30-09-1974 a 14-07 1976 – Francisco da Costa Gomes
14-07-1976 a 09-03-1986 – António dos Santos Ramalho Eanes
09-03-1986 a 09-03-1996 – Mário Alberto Nobre Lopes Soares
09-03-1996 a 09-03-2006 – Jorge Fernando Branco de Sampaio
1 – Alqueidão da Serra: Apontamentos para a sua História – de Alfredo de Matos;
2 – A Comarca de Porto de Mós – de Alfredo de Matos;
3 – Dom António Pinheiro – de Alfredo de Matos;
4 – A Escola de Frei José e Frei Manuel da Conceição na Serra de Santo António – de Alfredo de Matos;
5 – Da Pré-História à Actualidade: Monografia de Porto de Mós – de Francisco Furriel;
6 – José da Silva Catarino: Uma Visão para além da Serra – de Nuno Matos
7 – Wikipédia
8 – Jornal “O Portomosense”
9 – Jornal “O Mensageiro”
10 – Tradição Oral